1984; George Orwell

Literatura universal contemporânea. Novela. Grande irmão. Argumento e tema

  • Enviado por: Mariano Julia
  • País: Espanha Espanha
  • 3 páginas
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O mais fascinante deste livro é a multidão de leituras que tem segundo se foque desde diferentes pontos de vista. Estes diferentes pontos de vista seriam em minha opinião: o político, o ético, o humano, o cientista, o histórico, etc. Em qualquer caso o autor faz deles uma unidade, uma unidade baseada na complexidade multifacética do homem, que não pode separar as diferentes vertentes de sua personalidade, o que provoca que todo comportamento acarrete consequências muito diversas nos diferentes “compartimentos tabacaria” da vida humana. O protagonista, Winston Smith, enfrenta-se a uma situação peculiar: uma ditadura terrível que pretende e consegue controlar a seus cidadãos mediante umas instituições estruturadas cientificamente e que adoctrinan aos cidadãos de tal maneira que estes são incapazes de discurrir ou fazer livremente. Assim, se consegue um controle absoluto do Estado, governado por uma elite minoritária. Para fazer-nos/fazê-nos uma idéia aí vão as três consigna fundamentais do partido: a guerra é a paz, a liberdade é a escravatura e a ignorância é a força. Como pode ser visto o único objetivo do partido é se manter no poder para o qual não podem permitir nenhum tipo de oposição. Ésto consegue-o mediante uma vigilância total dos cidadãos, a manipulação constante do passado e do pensamento dos cidadãos, um adoctrinamiento baseado no amor ao partido e o ódio contra uns símbolos criados por ele, a proibição de qualquer doutrina contrária ao partido, incluídos pensamentos, e a repressão de todos os instintos primários.

Ao bom de Winston cruzam-se-lhe “ os cabos” e começa-se a dar conta de que aquilo não encaixa. Pelo qual começa a se opor de pensamento às doutrinas do partido, começa a recordar o passado não manipulado e seus instintos humanos começam a surgir. Ao mesmo tempo assume que a oposição, inclusive a mental, ao partido acaba sempre com a morte do indivíduo, já que o pensamento autônomo sempre acaba por ser descoberto pelo partido e castigado com “o desaparecimento”.

A “atitude delituosa” inicia-a com os passeios pelos guetos das proles, classes baixas econômica e culturalmente e que não inquietam ao Partido. Ali pretende recolher informação verdadeira sobre o passado e tratar com gente não manipulada, embora a falta de inquietudes destes lho impede. A “segunda atitude delituosa” é o relacionamento amorosa estabelecida com uma jovem, que ademais compartilha suas inquietudes políticas. Este é o fio condutor do corpo da novela e mostra os pequenos avanços de Winston na consecução de liberdades: encontros com a jovem, desenvolvimento de doutrinas antitotalitarias e, finalmente, alistamiento na chamada Irmandade, movimento de oposição ao regime, baseado nas doutrinas de um tal Emmmanuel Goldstein. Mas como neste estado todo o bom se acaba, Winston e seu amante Julia são capturados e conduzidos ao terrível Ministério do Amor, organismo encarregado de limpar o país de indeseableslibrepensadores”. Para mais Inri, o torturador será nem mais nem menos que Ou'Brien, padrino de ambos em sua incorporação à resistência, que comprovamos também é invento e aparelho de controle do partido. Não contentes com a captura e ávidos de maior poder, que como admite Ou'Brien é o único objeto do partido, torturam fisicamente, espiritualmente e intelectualmente a Winston até conseguir dele um fiel adepto, que será fuzilado uma vez consiga a “purificación” para o Partido.

As conclusões que extraímos deste livro são múltiplos:

- A liberdade é fundamental para o desenvolvimento completo do homem.

- A cultura recebida é fundamental na moral do homem, mas existe uma moral e ética superior que surge do próprio indivíduo e de sua natureza humana e que permite opor às manipulações levadas a cabo desde as diferentes instâncias.

- Qualquer excesso no exercício de poder acarreta uma diminuição das liberdades individuais.

- Toda ditadura tem como base o controle total do cidadão, já que qualquer liberdade outorgada pode ser voltado em sua contra ante a tomada de consciência do indivíduo.

- A dificuldade de iniciar uma revolução desde as classes baixas reside na preocupação por problemas mais imediatos, lease fome, frio, sobrevivência, a falta de inquietude política e de consciência de classe.

- Em multidão de ocasiões o poder político converte-se em um fim em si mesmo, o que provoca um apego ao poder que desemboca em abusos sobre a população e diminuição das liberdades e direitos outorgados por lei.

- O homem constitui uma unidade na que se yuxtaponen o sentimental, o político, o ético e outros aspetos formando uma totalidade interdependente na que uns aspetos acarretam consequências nos demais.