1984; George Orwell

Literatura universal contemporânea. Século XX. Novel diutópica. Argumento. Personagens. Tema e ambientação

  • Enviado por: O remetente não quer revelar o seu nome
  • País: Chile Chile
  • 10 páginas
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Índice:

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Opinião pessoal -Introdução:

A novela centra-se no ano 1984, no que se relata a história de Winston Smith, militante de um partido político chamado INGSOC.

Encontramo-nos em 1984, na cidade de Londres, o partido controla a nação da Oceania (existem três estados: Oceania, Eurasia e Ásia oriental), controla-o todo yx está dirigido pelo “Grande Irmão”, o líder que o dirige todo cuja figura é quase divina e quem se supõe vigie todos os movimentos dos indivíduos. Existem quatro Ministérios ( M. da verdade, M. da paz, M. do amor e M. da abundância.) que se encarregam de vigiar e modificar toda ação que prejudique ou desacredite ao partido. O Miniver, onde trabalha Winston, se encarrega da informação, a educação e as belas artes, o Minipaz dos assuntos de guerra, o Minimor encarregado de manter a lei e a ordem e o Minindancia encarregado de assuntos econômicos. Os membros do partido são vigiados mediante uns aparelhos chamados “telepantallas”, capazes de captar sons e imagens, mediante os quais também lhes transmitem notícias sobre os triunfos do partido. O resto da população são as denominados “proles”, os quais vivem nas periferias em condições péssimas de miséria e sem direitos. De modo geral (excetuando aos membros do partido interior) a sociedade vive na pobreza e tem fome, mas não se revelam porque não conhecem outra realidade; foram enganados pelo partido, quem modifica o passado, fazendo-lhes achar que têm um nível de vida muito mas elevado que o que tinha em tempos passados. Existe um movimento oposto ao Partido, chamado “a Irmandade”, liderado por Goldstein, que pretende a revolução da prole (80% da população) para acabar com o INGSOC.

-Resumo:

A história começa no mês de abril, quando Winston adquire clandestinamente um livro em um comércio do “bairro prole”. Hoje Winston dispunha-se a estrear o que mais tarde seria seu diário e um de seus principais crimes. Winston desconfia do partido e acha que tudo é uma grande mentira, mas por suposto não pode o manifestar. Harto do sistema e de ter que se guardar seus sentimentos, decide se arriscar e termina se expressando secretamente em seu diário, no que plasme diversas e confusas idéias, todas consideradas autênticos crimes pois são idéias contradictorias às que impõe o Partido, ainda sabendo que tarde ou cedo seria descoberto e vaporizado. (quando alguém cometia um crime, era surpreendido pela noite e desaparecido para sempre, a isto o chamavam “vaporización” e a pessoa seria uma não-pessoa, nunca existia, não era ninguém.)

Winston tem vários camaradas (é o nome com o qual segundo o partido há que designar a todos amigos e colegas) do partido com os que convive, um deles seu vizinho Parsons; grande, torpe, estúpido e fanático, outro é Syme, um empregado muito inteligente (inteligência que segundo Winston lhe custaria a vida) que se dedicava por completo ao estudo das artes filosóficas e da neolengua. (era a língua que queria impor o partido como língua única.)

Winston surpreendeu-se a si mesmo com as coisas que escrevia em seu diário, definitivamente estava cometendo um crimental ( o teria cometido também com o mero fato de pensar nessas coisas, sem necessidade das plasmar em nenhum diário)

Winston a cada vez odeia mais ao Partido, e já se encontra seguro de que tudo é uma grande mentira. Acha firmemente que o Partido também mentiu sobre o passado (o Partido publica artigos nos que convence aos cidadãos de que vivem em situações muito favoráveis, que no passado os capitalistas eram os unicos que viviam bem e todos os demais viviam na miséria...) Em um dia Winston encontra um documento, que desvela uma grande mentira do parito. Três membros do partido era acusados de confabulación com o inimigo, apresados em Eurasia foram condenados. Mas no documento que Winston tinha em suas mãos dizia que na data na que estes três cidadãos eram apresados em território “inimigo” se encontravam em outro sítio. Portanto esta era uma prova evidente de outra grande mentira. Winston rapidamente jogou a prova pelo cano de destruição. ( tinham vários canos, um era para receber informação, outro para manadarla e outro para destruir documentos.)

Ao dia seguinte, durante os dois minutos do Ódio ( uma manifestação diária destinada unicamente ao ódio, durante estes dois minutos os membros do ministério se reuniam em uma habitação onde projetavam imagens do inimigo; Goldstein, eles teriam que vociferar e expressar seu ódio.) Winston observa a um membro do partido Interior “Ou´Brien” com o que há um cruzamento de miradas, Winston acha que este se encontra em sua mesma situação, e que ao igual que ele, está contra o sistema. Também lhe chama a atenção a presença de uma jovem muito atraente membro da une juvenil antisex, à que odeia sem nenhuma razão, e à que associa (quiçá por sua beleza) com os espiões.

Em outro de suas poucas viagens ao bairro prole, se cruza com o jovem membro da Une juvenil antisex, e se dá conta de que era seguido até ali, então Winston experimenta um sentimento de querer acabar com ela, q não chega a levar a cabo, é aqui onde a Winston se lhe ocorre que poderia ser um membro da polícia do pensamento. Winston volta-se a cruzar com esta jovem um par de vezes, e começa a estar realmente preocupado, pois esta pequena espiã poderia o denunciar, e ele seria vaporizado.

Em um dia cruzou-lha em um corredor do Miniver onde trabalhavam ambos, ela se tropeçou e caiu ao chão se fazendo dano na boneca, Winston se agachou à ajudar a recolher suas bártulos e quando esta se tinha marchado se deu conta de que lhe tinha deslizado um pequeno papel entre as mãos. Seria uma ameaça? Quiçá uma armadilha... Winston demorou em abrí-la, até que não se sentiu cômodo em seu escritorio. Quando a abriu ficou estupefato. Naquela notita que achava ser uma ameaça, só tinha duas palavras escritas com letra informal: Quero-te.

Winston não fazia mais que pensar na jovem, sabia que tinha que falar com ela. Um par de dias depois ao entrar no refeitório, deu-se conta de que se encontrava sentada só em uma pequena mesa, disimulando como se buscasse a alguém (devia ser discreto pois tinha várias telepantallas e poderiam ser descobertos) e finalmente se acercou à mesita e se sentou. Como não podiam falar abertamente se susurraron entre dentes, e deste modo ficaram em uma praça. Uma vez ali, esperaram a que tivesse bastante gente e “Julia” lhe voltou a susurrar o local de seu próximo encontro e primeira cita. Era às periferias, tinha que apanhar um #comboio e andar vários quilômetros pelo campo; mas era um local seguro, nele não tinha telepantallas, tão só podia haver algum microfone oculto. Ali mantiveram seu primeiro relacionamento, Winston que imaginava a Julia como uma jovem puritana, se assombrou ao descobrir que não o era e que ademais já tinha estado com vários homens, alguns membros do partido interior. Julia também estava na contramão do Partido, ambos cometia outro grave crime ( o sexo por prazer estava estritamente proibido; só era aceite o sexo como ação reproductora, mas mesmo assim era reconhecido como tarefa molesta.) e não seria o ultimo. Voltaram a ficar em diferentes locais médio abandonados, a cada cita separada por um longo período de tempo, quiçá eram meses... Em uma de suas frequentes visitas ao comércio do Senhor Charrington, no bairro prole, Winston comprou uma esfera de cristal na que em seu interior tinha um formoso coral, O Senhor Charrington, um homem idoso, aproveitou para lhe ensinar uma habitação que tinha em cima da loja. Winston propôs-lhe seu aluguel e o idoso aceitou encantado. A seguinte cita com Julia foi na pequena habitação acolhedora do bairro prole. Julia trouxe vários “manjares” aos que não estavam acostumados, café, açúcar, chá... que encontrava em um comércio prole.

Passaram semanas, e por fim chegou o dia tão esperado. Winston estava no corredor, enfrente dele, Ou´Brien, se cruzaram as miradas, Ou´Brien se acercou e lhe disse que habia notado que tinha problemas com a neolengua e que se queria podia lhe prestar um dicionário de neolengua, para isso Winston deveria passar por sua casa; esta era a ocasião ideal para falar com ele da Irmandade e o Partido.( era muito difil entrar em casa de membros do parido interior a não ser que tivesse uma razão específica. Winston e Julia dirigiram-se a casa de Ou´Brien, convencidos de que este lhes informará de sobre “a Irmandade” Um a vez ali Ou´Brien desligou a telepantalla (privilégio exclusivo para os membros do partido interior) e conversaram a respeito da Irmandade. Ou´Brien propôs-lhes unir-se a ela, e lhes fez uma série de perguntas para seu acesso, e lhes explicando as duras condições sobre as missões a cumprir. Mas Winston e Julia aceitaram, e Ou´Brien disse-lhes que lhes prestaria o livro. Em uns dias mais tarde Winston recebe o livro e combina com Julia na habitação do senhor Charrington, onde começam a ler os primeiros capítulos. O livro desvela todas as mentiras do INGSOC e de como este modifica o passado e manipula as mentes, embora Winston não aprende nada novo, lhe ajuda a ordenar suas idéias, enquanto a Julia não lhe interessa em absoluto.

De repente foram surpreendidos por uma voz familiar, que saía de por trás de um quadro; tinha uma telepantalla naquela habitação. Vários polícias vestidos de negro entraram na habitação e pararam-lhes. Então entrou o Senhor Charrington que já não era aquele idoso ao que Winston alugava a habitação. Tratava-se de um agente da polícia do pensamento que lhes tinha estado vigiando.

Foram levados ao Minimor e encerrados em celas coletivas. O cárcere era de cor branco e estava alumiada permanentemente. Winston compreendeu então o significado de umas palavras que ouviu em sonhos que diziam “nos encontraremos em um local no que não há escuridão”. Winston relacionava aquelas palavras com Ou´Brien, e estava claro que se tratava deste local. Em sua cela mais tarde encontrou-se com suas camaradas Parsons e Syme. Parsons era denunciado por sua filha pequena, por falar em sonhos contra o Grande Irmão, e Syme foi parado por utilizar uma palavra proibida em uma de suas poesias.

Dias ou meses mais tarde, ( não se sabe bem, porque dentro da prisão era impossível contar nos dias pois era sempre de dia.) Ou´Brien entrou na cela de Winston com vários polícias. Propiciaram-lhe uma boa surra. Algum tempo depois levaram-lhe a uma habitação na que se encontrou com Ou´Brien.

Interrogou-lhe, para ver em que pensava. Explicou-lhe que seguramente lhe matariam, mas que com sorte seria libertado, embora para ambas opções antes tinha que ser “curado”.Então ligaram-lhe a uma máquina. Ou´Brien, mediante a dor queria impor-lhe agora as idéias do Partido; nisto consistia o “se curar”. Ao princípio Winston resistia-se, mas a dor era demasiada grande, e ademais aumentava. Winston encontrava-se em uma situação de horrível debilidade e magreza, como não eram alimentados corretamente e aos danos aos que era submetidos. Após várias sessões Winston chegou realmente a crer nas verdades do partido. Chegou a ver cinco dedos quando Ou´Brien lhe ensinava quatro, se o partido o dizia. Finalmente parecia que estava curado, mas em um dia lhe surpreenderam falando sobre Julia. Voltou Ou´Brien a sua cela e perguntou-lhe que pensava a respeito do partido. Winston disse-o sinceramente “ódio ao partido, estou na contramão dele”.Deram-se conta de que não estava do todo “curado” e lhe levaram à habitação 101. Que tinha nesta habitação? Quando Winston chegou, lhe ataram tão fortemente a uma cadeira que não podia ser movido. O castigo consistia em ajustar uma jaula com ratazanas à cabeça do prisioneiro; as ratazanas lhe morderia e arranhariam. (Para Winston isto supunha uma terrível tortura, odiava às ratazanas, lhe davam verdadeiro medo.)

Winston foi liberto uma vez “curado”. Deram-lhe um trabalho mediocre, e assim seguiu vivendo, agora fiel à crença do INGSOC. Em um dia voltou a encontrar-se com Julia; não parecia a mesma em absoluto, mudava, a ela também lhe tinha “curado” mas fisicamente também não era a mesma. Cruzaram-se no parque, como se tal coisa. Não cruzaram palavra, embora Winston a seguiu. Julia confessou-lhe que lhe tinha traído, e Winston lhe confessou que o também o tinha feito. Mas tudo ficou nisso. Não se voltaram a ver e viveram depois das telepantallas uma vez mais, esta vez fiéis #lhe ao Partido.

-Conclusão:

Os protagonistas desta história, que são dois “apaixonados” rebeldes, pois éstan contra o partido e cometem todo tipo de crimes se arriscando sua vida. Este é um dos argumentos principais da novela. Ao leitor gosta de seguir a história, comprovando que estes rebeldes e designadamente Winston, lutam pela verdade, lutam por um sistema político livre; pela liberdade, por um sistema no que possa ser opinado, achar, amar, falar livremente...

Winston leva até o final suas idéias, mas é vencido pela dor; quando lhe começam a torturar se dá conta de que não é capaz de seguir adiante, acaba achando as “verdades do Partido” e inclusive delatando a seu grande amor “Julia”.

Ao final do livro pode ser comprovado que apesar de todos seus esforços para seguir adiante, se rende por causa da dor e deste modo se converte em um cidadão mais, em um “borreguito” mais. Doravante tanto ele como Julia acharão todo o que o partido diga e obedecerão submissamente ao partido, o qual em um princípio foi objeto de seu imenso ódio. Já não se amarão. Viverão fiéis #lhe ao partido, e isto lhes passará a todos os rebeldes que tentem levar a contrária. Com o qual o partido nunca será derrotado.

-Opinião pessoal:

O argumento do livro gostei muito; Ao princípio o livro pareceu-me algo aburrido, mas à medida que seguia lendo me começou a gostar muito, o que me desagradou foi o final.

Gostava de achar que Winston acabaria de alguma maneira levando a cabo suas idéias, que a Irmandade derrotaria ao Partido, que Winston e Julia se amariam livremente, que já não existiriam aqueles tabus ridículos. Desejava que de alguma maneira o livro tivesse um final feliz; no que a liberdade e a verdade absolutas se atingiam. Desagradou-me o final porque uma personagem como era Winston: empreendedor, que lutava por suas verdades, rebelde... que era capaz de qualquer coisa, com tal de levar suas idéias até o final, e inclusive ser parado e vaporizado, possa ser rendido ante a dor. Ao final comprovei de que Winston não era para nada o valente que queria fazer ver que era. Não era nenhum herói em especial, só um rebelde mais. deixou todos seus princípios e valores atrás e inclusive seu imenso amor por Julia só ao ser submetido a torturas. Quando estava lendo a metade do livro nunca pensei que Winston se renderia, não tão só submetido a torturas. Julia também era rebelde mas não me chamou tanto a atenção seu final, ela não demonstrava nenhum interesse por seus princípios, tudo lhe era indiferente.

Este foi o único aspeto que me desagradou sobre o livro, sei que não tudo é um conto de hadas, mesmo assim o final de Winston podia haver sido algo menos triste.

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