1984; George Orwell

Literatura universal contemporânea do século XX. Narrativa. Novela fantástica. Controle social. Liberdade. Antisistema. Grande irmão. Argumento

  • Enviado por: Mr Martinez
  • País: México México
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1984

de George Orwel

INTRODUÇÃO:

Encontramo-nos em 1984, na cidade de Londres, o partido controla a nação da Oceania (existem três estados: Oceania,, Eurasia e Ásia oriental), controla-o todo e está dirigido pelo Grande Irmão, o líder que o dirige todo cuja figura é quase divina e quem se supõe vigie todos os movimentos dos indivíduos.

Existem quatro Ministérios ( M. da verdade, M. da paz, M. do amor e M. da abundância.) que se encarregam de vigiar e modificar toda ação que prejudique ou desacredite ao partido. O Miniver, onde trabalha Winston, se encarrega da informação, a educação e as belas artes, o Minipaz dos assuntos de guerra, o Minimor encarregado de manter a lei e a ordem e o Minindancia encarregado de assuntos econômicos. Os membros do partido são vigiados mediante uns aparelhos chamados telepantallas, capazes de captar sons e imagens, mediante os quais também lhes transmitem notícias sobre os triunfos do partido. O resto da população são as denominados proles, os quais vivem nas periferias em condições péssimas de miséria e sem direitos. De modo geral (excetuando aos membros do partido interior) a sociedade vive na pobreza e tem fome, mas não se revelam porque não conhecem outra realidade; foram enganados pelo partido, quem modifica o passado, fazendo-lhes achar que têm um nível de vida muito mas elevado que o que tinha em tempos passados. Existe um movimento oposto ao Partido, chamado a Irmandade, liderado por Goldstein, que pretende a revolução da prole (80% da população) para acabar com o INGSOC.

GEORGE ORWELL.

George Orwell, seudónimo de Eric Arthur Blair (1903-1950), escritor britânico politicamente comprometido que ofereceu um brilhante e apasionado retrato de sua vida e sua época.

Orwell nasceu em Motihari, Índia, e estudou no Eton College da Inglaterra graças a uma bolsa. Prestou seus serviços na Polícia Imperial Índia destinado em Birmania, de 1922 a 1927, data na que regressou a Inglaterra. Doente e lutando por abrir-se caminho como escritor, viveu durante vários anos na pobreza, primeiro em Paris e mais tarde em Londres. Como resultado desta experiência escreveu um primeiro livro Sem branca em Paris e Londres (1933), onde relata as sórdidas condições de vida das gentes sem lar.

Em 1936 Orwell lutou no exército republicano durante a Guerra Civil espanhola (1936-1939). O autor descreve sua experiência bélica em Homenagem a Catalunha (1938), um dos relatos mais comoventes escritos sobre esta guerra e no que se faz responsável ao Partido Comunista Espanhol (PCE) e à União Soviética da destruição do anarquismo espanhol que supôs o triunfo da Falange.

Sua condenação da sociedade totalitaria fica brilhantemente plasmada em uma ingeniosa fábula de caráter alegórico, Rebelião na granja (1945), baseada na traição de Stalin à Revolução Russa, bem como na novela satírica 1984 (1949). Esta última oferece uma descrição aterradora da vida baixo a vigilância constante do Grande Irmão.

Cabe citar entre outros escritos, a novela Que voe a aspidistra (1936) e Disparando ao elefante e outros ensaios (1950), ambas consideradas modelos de prosa descritiva, e Assim foram as alegrias (1953), uma lembrança de seus difíceis anos de estudante. Em 1968 publicaram-se em quatro volumes seus Ensaios Completos: Jornalismo e Cartas. Orwell morreu de tuberculose em janeiro de 1950.

RESUMO.

1984 situa sua ação em um Estado totalitario chamado a Oceania, o qual, foi implantado depois de uma revolução da população contra o sistema capitalista. Dito estado é governado por um único partido, cuja ideologia se denomina INGSOC (Socialismo Inglês). Este, exerce um controle absoluto sobre seus súbditos, através de diversos instrumentos de controle, e sobre os aspetos que conciernen às pessoas, tais como seu passado, presente e futuro. Em consequência, dito nível de controle acabou com assomo algum de liberdade e de verdadeiro afeto humano.

Winston Smith, a personagem principal da novela, apesar de ser membro do partido, é dissidente com a doutrina do partido.

Na primeira parte da novela, vemos como toma consciência sobre a manipulação da qual, é vítima. Isto provoca nele, ânsias de conhecer o modo de vida existente antes da revolução. Ademais, medita a respeito de sua vida, plasmando todo aquilo que sente em um pequeno diário. Isto é, pensa em todo aquilo que pode possuir e que não possui, como o Grande Irmão (concreción que o partido apresenta ao mundo) quer manter o poder a qualquer preço. Este sacrifica todo valor humano com o fim de possuir o poder absoluto. Por tanto, disséssemos que Winston, em última instância, compreende como viver em dita sociedade, sem entender por que viver assim e não de uma maneira diferente. Não encontra sentido algum a seu modo de vida. Na segunda parte, o descontentamento existente em sua pessoa impulsiona-lhe a rebelar contra o partido, levando a cabo atos que o partido considera delituosos. Assim, mediante Julia (outro membro do partido), da qual se apaixona, infringe a doutrina do partido, já que, segundo esta, o único amor que um membro do partido

deve manifestar, é aquele que deve ser dirigido única e exclusivamente para a figura do Grande Irmão. Para evitar a presença dos instrumentos de controle, Winston aluga uma habitação em uma casa de um proletario (classe social menos controlada) para os contatos com Julia. No entanto, Winston e Julia são parados aqui, já que dito aluguel constitui uma armadilha da Polícia do Pensamento (instrumento de controle social) para pará-los. Ademais, Winston junto de Julia decide alistarse nas filas da Irmandade (grupo que tenta conspirar contra o partido), a qual, resulta ser uma tampa perfeita para parar aos dissidentes, já que antes ou depois todo dissidente tenta se pôr em contato com ela. Durante esta parte, através do livro de Goldstein, o qual, é fornecido àquele que tenta se pôr em contato com essa hipotética irmandade e que, logicamente, foi editado pelo próprio partido, Winston descobre o único e verdadeiro objetivo do partido: o poder absoluto.

Na última parte, vemos como Winston é detento e torturado, com o fim de sua reciclagem. Para isso, é submetido a uma descomunal tortura, tanto física como psicológica, a qual, trastornan os sentimentos e princípios que possui para o partido. Disséssemos que seus princípios heréticos são apagados, ficando só nele, sentimentos de amor para a figura do Grande Irmão.

A SOCIEDADE DE 1984

A novela apresenta-nos uma sociedade organizada conforme com os princípios do INGSOC (Socialismo Inglês). Em consequência, encontramos uma sociedade que evolui coletivamente. Nela se diferenciam duas classes sociais fundamentalmente: os membros do partido dirigente, cuja máxima figura é o Grande irmão , e o proletariado, que constitui o oitenta e cinco por cento da população. Por último, encontramos aos escravos, os quais, foram capturados nas sucessivas guerras. Não se consideram parte da sociedade.

O partido, a sua vez, está dividido em dois grupos: os membros do partido Interior (constituem a classe social alta), isto é, o cérebro do Estado, e os membros do partido Exterior. Disséssemos que estes últimos são a mão de obra do partido, constituindo assim, a classe média. Todo membro que pertence a ele (ao partido), vive desde seu nascimento até seu falecimento vigiado pelos diferentes instrumentos de controle. Onde quer que esteja, dormido ou acordo, no banho ou na cama, pode ser inspecionado sem prévio aviso e sem que ele saiba que o inspecionam. Ademais, todas suas ações e

palavras são analisadas. Em consequência, todo súbdito do partido carece de liberdade para se dirigir por uma determinada direção. Um só desvio em sua conduta (passear em solidão, por exemplo) pode acarretar-lhe um duro castigo e inclusive, a morte.

Todos eles trabalham para o partido, desempenhando um trabalho atribuído pelo partido Interior. A mudança, recebem casa, roupa (uniformes do partido) e cupons para a comida, a qual, é de muito má qualidade.

Não existem preconceitos raciais entre as filas de partido; só se pede um fanatismo acérrimo para ele. O proletariado, em mudança, desfruta de uma maior liberdade. Estes, os proletarios, são considerados animais pelos membros do partido. Portanto, não merecem ser vigiados estritamente, já que sua própria ignorância lhes converte em seres benignos para o partido. Não se tenta adoctrinarlos com a ideologia do partido. Não é desejável que tenham sentimentos políticos intensos, já que ao constituir a maioria da população, poderiam resultar perigoso se se encabritasen. Vivem agrupados em diferentes bairros e sua mente não se estende para além do trabalho, a cerveja, a loteria e o cuidado do lar. Aquele que se estende mais, sendo assim perigoso para o partido, é eliminado. Ademais, permitem-se os relacionamentos amorosas e sexuais, as quais, para os membros do partido estão proibidas, a não ser que não sejam para procrear indivíduos que

permitam a continuidade do partido no poder.

Todos eles trabalham para o partido, desempenhando um trabalho atribuído pelo partido Interior. A mudança, recebem casa, roupa (uniformes do partido) e cupons para a comida, a qual, é de muito má qualidade. Não existem preconceitos raciais entre as filas de partido; só se pede um fanatismo acérrimo para ele. O proletariado, em mudança, desfruta de uma maior liberdade. Estes, os proletarios, são considerados animais pelos membros do partido. Portanto, não merecem ser vigiados estritamente, já que sua própria ignorância lhes converte em seres benignos para o partido. Não se tenta adoctrinarlos com a ideologia do partido. Não é desejável que tenham sentimentos políticos intensos, já que ao constituir a maioria da

população, poderiam resultar perigoso se se encabritasen. Vivem agrupados em diferentes bairros e sua mente não se estende para além do trabalho, a cerveja, a loteria e o cuidado do lar. Aquele que se estende mais, sendo assim perigoso para o partido, é eliminado. Ademais, permitem-se os relacionamentos amorosas e sexuais, as quais, para os membros do partido estão proibidas, a não ser que não sejam para procrear indivíduos que permitam a continuidade do partido no poder.

Personagens : Winston é um homem de uns 39 anos, temeroso, solitário, sem demasiada confiança em se mesmo, disconforme com o sistema estabelecido. Trabalha no departamento de Registro falsificando o passado. Seus pais e sua irmã pequena desapareceram, possivelmente em uma purga e isto lhe marcou. Tem interesse pelo passado, o que acontecia antes da revolução, já que só se lembra de pequenos detalhes. Tem a dúvida de se sempre o mundo foi assim. Se sempre se viveu assim de mau ou teve outra época anterior na que se vivia melhor. Seu trabalho de falsificar o passado faz-lhe desconfiar de que antes, na época dos capitalistas se vivesse pior, já que isto também pude que se tenha inventado. Tem a esperança de que o futuro seja melhor, que as coisas mudem, embora com frequência, perde essa esperança.

Julia é uma jovem de uns 25 anos, atraente, inteligente, ágil, segura de se mesma. Trabalha no departamento de novela e colabora em une-a anti-sex. Também está na contramão do sistema, mas tem uma maneira diferente à de Winston em estar contra o sistema. Ela diz que há que se aproveitar de o, tentar viver o melhor que se possa já que não sabe se pode ser mudado. Aparentemente é uma garota instância por seu trabalho e sua colaboração em une-a anti-sex, mas tudo isto a fiz para não levantar suspeitas já que sua vida não tem nada de instância, mais bem todo o contrário. Não se parece em nada ao protótipo de mulher que quer o estado. Conhece o mundo do contrabando de mercancias, mantém relacionamentos sexuais com homens, quando o que quer o estado são mulheres castas, ect.

Ou´Brien é um homem de uns 50 e tantos anos, de caráter forte, inteligente, com alto poder de convicção, seguro de seus ideais. Tem um alto cargo em sistema estabelecido, mas não muito claro para definir. Ao princípio parece estar na contramão do sistema, ter uns ideais opostos, mas ocultos baixo seu cargo para disimular. Mas resulta ser um dos importantes dentro do sistema que trai a Winston e a Julia,. Conhece à perfeição os pensamentos de Winston após estudá-lo durante anos, e tortura-o da pior maneira, dando-lhe justo em seus pontos débis como foi o caso das ratazanas.

ANÁLISE

O primeiro que me chama a atenção ao ler o livro é o problema do indivíduo contra o sistema, Winston Smith está totalmente na contramão dele, na contramão do partido e na contramão do Grande Irmão, mas se ir na contramão do sistema em uma sociedade atual já tem dificuldades na sociedade de 1984, onde não há (a primeira vista) gente contra o sistema, faz com que o indivíduo se senta impotente e desabrigado, no caso de Winston inclusive se chegava a achar que estava louco. Tudo isto vem dado pela coação de liberdade que o partido faz à população. Se analisamos e comparamos com a sociedade atual vemos que a sociedade de 1984 estava falta de liberdades, isto o sabia Winston, mas, se era o único que assim pensava Como ia lutar contra todo um sistema se nem sequer sabia se o que estava dizendo estava dentro da sensatez ou não? Winston podia recordar algo de seu passado, de uma sociedade sem menos restrições, mas se o partido tinha controlado todos os documentos sobre o passado, os que não eliminados, modificados, também não tinha provas objetivas sobre isto.

A liberdade é algo que lhe vem dado a um por si mesmo, mas em 1984, a liberdade vinha dada pelo partido, pelo menos, pensava Winston, nunca poderia ser dado negar o evidente. “A liberdade é poder dizer que duas e duas são quatro. Se concede-se isto o demais virá dado por se só” escreve Winston em seu diário, logo o partido lhe demonstraria que dois e dois também podiam ser cinco, mas mediante a tortura e a dor. Com o qual nos faz perguntar Se pode realmente eliminar a liberdade? Winston terminou dizendo que dois e dois eram cinco, mas não porque lhe torturassem e quisesse ser livrado da dor, ele o achava firmemente, a ele se lhe tinha tirado a liberdade desde seu ponto de vista, mas para o ponto de vista do partido lha tinha dado, porque realmente, Quem nos diz que em verdade 2 e 2 são 4? Não é mais que um axioma, um conceito que pode ser mudado se todo mundo acha firmemente que 2 e 2 são 5. Portanto chegamos à conclusão de que a liberdade como tal não existe por si só senão que tem que vir dada por um fator que a considere ou não liberdade.

Outro ponto do livro que esta muito relacionado com a liberdade é a verdade, do mesmo modo que a liberdade vem dada pelo partido, também vem dada a verdade, a única verdade que existia naquela sociedade era a do Grande Irmão, antes do Grande Irmão não tinha nada, é mais o Grande Irmão existia sempre, Winston recordava um passado diferente, outra verdade, mas todos os documentos deste passado era destruídos e em seu local era posta a verdade do Grande Irmão, assim lhe faziam se propor as mesmas perguntas uma e outra vez, Teria ele a razão ou estava realmente louco? Era o que estava vivendo a única verdade ou podia ser mudado? Winston por muito que se esforçava pesquisando sobre o passado não conseguia sacar nada em claro e seguia pensando que estava louco. Curiosamente, a busca da verdade poderia tê-la encontrado em seu próprio trabalho, segundo o próprio Winston uma de suas maiores torcidas era o trabalho, mas seu trabalho consistia em eliminar a verdade que tinha antes e mudar pela verdade do partido, esta pequena incongruencia constata o poder mental que tinha o partido sobretudo o mundo. A diferença que há entre esta busca da liberdade e da verdade é que a verdade sim existe por se só, virá dada por um fator que a alterará ou que a converterá em algo falso, algo que não é verdade. Isto suporia uma pequena debilidade do partido, o partido falsificava, criava e destruía documentos para fazer sua verdade, mas essa verdade, embora fosse válida para todo mundo, não seria a verdade. Portanto poderíamos chegar à conclusão de que a verdade existe, mas permanece em muitos casos oculta por outra pseudo-verdade, isto é, algo que todos achamos mas não constitui a verdade no amplo sentido da palavra.

Com isto chegamos a outro ponto importante, a dependência do indivíduo de um estado maior, atualmente todas os países têm um máximo representante, já seja vitalicio como um ditador ou temporário como um presidente de república, isto nos faz ter uma verdadeira dependência deste poder que se costuma considerar superior, bem como o poder precisa ao povo para poder exercer seu mandato. Em 1984 esta exagerada com respeito à sociedade atual, mas não a uma possível sociedade futura, isto é o que G. Orwell quer-nos/quê-nos fazer ver por médio do livro.

Deste modo vemos como o partido exerce seu poder sobre os indivíduos até o ponto de que os indivíduos não podem viver sem o partido, embora o partido lhes explodisse não podiam ser livrado dele porque o precisavam para tudo. Nisto costurou o grande existo do partido, em conseguir uma dependência tal que o indivíduo não fosse capaz de revelar contra o partido, isto o conseguiam também mediante a política de vigilância das telepantallas e o terror que exerciam sobre os contrários ao partido, mas em menor proporção já que uma excessiva repressão provocasse o descontentamento do povo, a manipulação de dados sim que influi em grande modo neste processo, sempre lhes fazendo achar que seu nível de vida estava melhorando. Tendo uma situação como esta não fazemos a pergunta Terminará tendo uma sociedade assim?

A reposta tudo depende das circunstâncias, se seguimos em uma política de dependência de um poder superior não seria de estranhar que algum golpe de estado mudasse o sistema político a um baseado na igualdade de indivíduos mas com regime autoritário, de fato, a sociedade do Grande Irmão não é mais que uma crítica a um comunismo evoluído e mau focado e isso se pode percatar um mediante a leitura de qualquer dos capítulos. A criação de macroestados é algo do que fala o livro e que é bem mais provável que ocorra, aos fatos atuais há que se remeter para encontrar uma contínua globalização e união de estados (se tome o exemplo da Europa Unida), assim se adianta a seu tempo e faz também uma pequena crítica sobre o que pode ser a sociedade em um futuro em médio prazo.

crítica à dependência da tecnologia, a cada vez mais e não digo só na sociedade descrita em 1984, estamos dependendo da técnica e das novas tecnologias, assim se seguimos por este caminho conseguiremos não poder passar das novas técnicas e só faria falta uma mente algo privilegiada para aproveitar da situação, conseguir o acesso a estas novas técnicas e conseguir o poder, se converteria no estado e, como disse já antes uma dependência do estado supõe o triunfo deste e o triunfo deste supõe uma sociedade similar à descrita no livro. Isto pode ser superado tentando não abusar da técnica, que alguma coisa faça algo por ti é muito útil e melhora teu bem-estar mas isto faz com que te acostume a ela, portanto, deve ser feito algum esforço para não cair no atontamiento do progresso, que pode nos deixar a graça de algum.

Por um lado temos os conceitos éticos da verdade, a liberdade e a dependência, estes estão muito inter-relacionados de maneira que a busca da liberdade leva inexoravelmente à anulação da dependência de qualquer força superior e a busca da verdade se faz (pelo menos e esta obra) para conseguir a liberdade e anular a dependência, esta idéia se relaciona com a crítica que faz ao estado e a nossa dependência do mesmo e assim mesmo põe como exemplo à crítica do comunismo mau focado. Tudo em conjunto formará uma análise do poder para os indivíduos e a dependência destes que fará de 1984 uma das novelas mais completas e atraentes de meados de século.

Valoração global da novela.

A novela, de modo geral, pareceu-me uma obra mestre, já que resume magistralmente a vida daquelas

pessoas submetidas a um poder totalitario. Tenho de comentar especialmente, o espaço no que se desenvolvem

as ações, já que, pareceu-me incrível a transformação do mesmo. Tudo são detalhes.

Por outro lado, todo o conjunto da novela me contribuiu uma nova visão da sociedade. Quiçá agora,

valorizo ou desprezo verdadeiros aspetos que antes passavam desapercibidos, isto é, que conhecia sua existência mas

que não pensava nelas. Em consequência, ajudou-me a compreender os perigos que implica o ser

manipulado constantemente.

Conclusão

1984 é um livro muito pessimista, a luta que tem o protagonista contra o sistema durante todo o livro lhe dá ao leitor um ápice de esperança de que ao final embora o fossem matar, morresse rebelde e odiando ao Grande Irmão, mas ao final o partido vence e a sociedade ia seguir igual, é mais à cada dia que passasse ia ter mais e mais força, ia a haver menos rebeldes e o sistema não ia poder ser mudado, tal e como eram os sonhos de Winston. Apesar de tudo é um livro que te faz abrir os olhos e ver no que estamos convertendo o mundo e ao que o poderíamos levar. Ao mesmo tempo é um livro com um final bem mais aberto do que parece, um montou de perguntas que inquietam ao leitor durante o tempo todo ficam inconclusas ao final do livro, com o qual lhe faz pensar sobre elas e que não se esqueça do livro durante muito tempo, estas são, por exemplo: Existe realmente o Grande Irmão ou é só outro instrumento do partido para assustar à população? Se não existe, quem é então o dirigente do partido? Existia realmente a Irmandade ou era outro invento do partido? Estaria realmente a esperança e as proles? Como é capaz de se meter Ou'Brien na mente de Winston de maneira que lhe pode falar e sonhos? Não estariam realmente experimentando com Winston para saber como tratar aos outros criminosos? Estas e outra grande infinidad de perguntas fiz-me e acho que se farão o resto dos leitores que leiam este livro. Assim o considero um grande livro não só no sentido literário do termo senão também no sentido de que te faz ver muitas verdades que poderiam estar passando a tua ao redor sem te dar conta, pelo qual recomendaria este livro a qualquer pessoa que goste de ler porque a considero uma grande obra.

Bibliografia

Biografia de G. Orwell - Grande enciclopédia Larousse vol 17

1984 de G. Orwell Ed. Destino; Españo SA de CV