1984; George Orwell

Literatura universal contemporânea. Novela futurista. Grande Irmão. Oceania. Temas. Argumento

  • Enviado por: Bloody
  • País: Chile Chile
  • 9 páginas
publicidad
publicidad

Desenvolvimento do Trabalho

1.- Elabora uma explicação a respeito da importância dos signos na vida quotidiana dos habitantes da Oceania

Os habitantes da Sociedade Orwelliana apresentada no livro 1984 consomem o “Café da Vitória”. Baixo o critério de Winston, quem viveu antes de era-a do Grande Irmão e conheceu outro café, o da vitória não sabe para nada bem. Que passa com o resto da gente que não viveu essa era ou definitivamente não a recorda? Não pode dizer o qualificar como mau por que não pode estabelecer um parâmetro de comparação, a produção de café está monopolizada; não se conhece outra coisa que o “café da vitória”, o “gin da vitória”... “é o gin da VITÓRIA!, portanto, bebamo-lo, por que é bom”.

Encontramos uma clara contradição entre o nome dos ministérios e a função destes (o Ministério do Amor se ocupa do ódio, o Ministério da Paz se ocupa da guerra, o Ministério da Verdade de difundir a mentira, o Ministério da Abundância, da escassez). Para os habitantes da Oceania é natural. Causaria o mesmo efeito na população o denominar aos ministérios segundo sua função? Como reage uma pessoa ante a existência de um “Ministério do Ódio”?

Estes são dois exemplos de signos dentro da sociedade do livro. Normalmente, um signo deveria representar embora seja uma caraterística de alguma coisa, então pode fazer sentido (por dar um exemplo, as cores de uma bandeira não são escolhidos a esmo). Faz sentido outorgar-lhe um nome a algo significando justamente o contrário? Em era-a do Grande Irmão se faz sentido; é um “autoengaño” mais dentro dela. É como se ao lhe dar verdadeiro nome a algo, esse algo pudesse ser transformado e dar um fruto diferente, como quando pessoas lhe outorgam um “rótulo” a outra e esta começa a se definir baixo esse estigma. Estar tomando gin não vai ser o mesmo que tomar “o Gin da Vitória” por que se vai transformar naquele brebaje difícil de engolir; em mudança, o outro representa um fim do Partido, e este o é todo (“estou bebendo gin pelo Grande Irmão”); inclusive, uma pessoa que bebe o gin da vitória pode chegar a se sentir incrivelmente vitorioso.

Os signos de 1984 têm uma connotación positiva para que a gente de modo geral possa ser mostrado naturalmente contenta com o Grande Irmão; e isto, como muitas outras formas da política aplicada na Oceania, tem como fim manter ao Grande Irmão no poder ao não permitir nenhum vislumbre de intenção revolucionária.

2.- Em que sentido os eslogan do partido, através de sua aparente contradição, entregam uma ferramenta que dá conta do sentido da Sociedade Orwelliana?

Guerra é Paz

Liberdade é Escravatura

Ignorância é Força

O Eslogan é a Base da Estrutura Política de 1984. “”

O eslogan está construído de tal forma que, se estamos discutindo a respeito de como quebrantar esta ordem, encontraremos na cada frase por separado, a maneira do fazer e imediatamente, nos daremos conta de por que isto é impossível. Está previsto que o homem é um ser imperfecto, portanto, se têm de tomar precauções; por isso, uma vez que dêmos com a falencia do que implica o primeiro postulado, estaremos sendo refutados pelo segundo; e quando tratemos do destruir desde o terceiro, nos daremos conta que este tem de per se um defeito natural que, só de remediarse, poderíamos recém pensar acabar com o sistema; mas o solucioná-lo só depende da vontade do Grande Irmão.

O por que da perfeição do sistema proposto em 1984 “” se encontra no eslogan; os postulados estão tão conectados que criam um poder incorrompible.

“A GUERRA É LA PAZ”

Apresenta-se uma guerra contínua que constitui o elemento de destruição da sobreproducción gerada pela revolução industrial. É pulverizar o material como uma forma de exercer o poder sobre as massas. O Partido Interno tem o controle do material. “Em um mundo no qual todos trabalham pouco, têm suficiente comida, vivem em casas com banho e refrigerador [...], a forma mais óbvia de desigualdade desapareceu. Se a riqueza chega a generalizar-se, não serviria para distinguir a ninguém. [...] Se todos desfrutam do luxo e do lazer, as grandes massas, normalmente idiotizadas pela pobreza, se voltam juristas e aprendem a pensar por conta própria”. Em consequência, estas massas poderiam ser rebelado contra o partido, pondo em risco a permanência do mesmo no poder e a estabilidade social. O fim da guerra então manter intata a estrutura da sociedade.

Por que a guerra é a paz? Outro sentido da guerra na novela, é que sua continuidade a transforma na normalidade, ou seja, em uma nova forma de paz. Se a guerra chegasse a acabar se produziria o caos, da mesma forma em que nossa estabilidade se verá corrompida com o surgimiento de uma guerra.

“A LIBERDADE É A ESCRAVATURA”

Esta consigna recolhe o significado real do colectivismo existente na sociedade. Todo indivíduo faz parte de um colectivismo social. Toda evolução dos indivíduos tem de ser coletiva. Ninguém pode evoluir individualmente, já que isto supõe signo de luta interna segundo o partido. Aqueles que tentam evoluir individualmente, como Winston e julia, são detentos para sua “reciclagem”. Em definitiva, aquele que marcha individualmente antes ou cedo morrerá, enquanto aquele que marcha em massa será “imortal”.

O indivíduo considera-se um homem livre por que acha que pode “pensar por se mesmo”. Sabemos que a liberdade é poder fazer e pensar o que se queira, mas o grande irmão convence à pessoa do que queira. É aí onde termina a liberdade de um. Já que insere-se-lhe uma pauta de como deve pensar, não a está determinando o mesmo. Então, começa a ser escravo do Grande Irmão.

Como poderíamos derrubar esta estrutura? poderiam ser depositado as esperanças na existência de outras personagens que evoluam diferente como Winston e Julia que começassem a boicotar ao Partido desde adentro. Mas existe a Polícia do Pensamento, encarregada de parar e eliminar a estas pessoas desviadas. Ao ser seu número a cada vez menor, exercer o controle sobre eles será a cada vez mais fácil .

“A IGNORÂNCIA É A FORÇA”

O partido “altera” o passado ao eliminar das memórias da gente e ao destruir os documentos que poderiam o plasmar para recordar à gente que existiu. Isto tem por objetivo manter ignorantes à população sobre certos aspetos, mas ao mesmo tempo que esteja conciente de outros (para isso está o Ministério da Verdade, o qual determina uma verdade que é a do Grande Irmão). Nos diários sai que a guerra já não é contra Estasia se não contra Eurasia. Depois eu doblepienso e esquecimento automaticamente o que ocorreu no passado e então sempre Oceania tem estado em guerra com Eurasia. A força do partido baseia-se na ignorância da sociedade sobre outros tipos de vidas, o qual, como já dissemos na pergunta anterior, não permite que existam parâmetros de comparação. A gente é feliz com o que tem por que não conhece outra coisa. E se a gente está feliz com o sistema não teria por que querer o mudar.

Mas o mencionado anteriormente não é a única chave deste postulado. “Se há uma esperança está nas proles” diz Winston. Que faz a este grupo a única esperança de ver uma nova era? que estes possuem a LIBERDADE de pensar e sentir o que queiram, não precisam aparentar algo em frente ao Grande Irmão partindo pelo fato de que não têm uma “telepantalla”. A polícia do pensamento só os vigia para que não surjam proles demasiado inteligentes.

O proletariado não tem consciência de que existe em desmedro dos outros dois grupos, considerado por estes como animais ou como algo inútil. O único que o Partido faz por eles é produzir bens para os satisfazer, e os manter apaziguados. Poderá então surgir neles um descontentamento, mas não terão a capacidade intelectual do explicar ou o expressar, por que vivem limitados a seu meio, e este parece estar bem.

Deste modo, a única possibilidade de destruição do partido, fica descartada automaticamente por não ser uma opção viável.

Guerra é Paz

Liberdade é Escravatura

Ignorância é Força

O eslogan É a Estrutura Social Orwelliana

GUERRA é PAZ

Quem fazem a Guerra? O Partido Interno. Eles mantêm uma guerra onde não importa quem ganhem ou quem percam, o importante é que prevaleça um sentimento de amor pelo partido que em nosso mundo poderia ser traduzido no nacionalismo que surge em épocas de guerra.

Obteremos a paz quando ao amar ao Grande Irmão, já que encherá todo vazio de outras coisas. Winston pensa em verdadeiro momento que só obterá a liberdade ao morrer, por que poderá odiar ao Grande Irmão; mas, uma vez que todos seus desvios se acabam, se transforma em um membro mais do Partido Externo, deixando de alterar a normalidade existente; quando obtém essa paz, o último que sente antes de morrer é amor para o Grande Irmão.

LIBERDADE É ESCRAVATURA

O escravo é o Partido Externo. Pessoas que devem viver para o Grande Irmão, deixando de ser indivíduos, se não uma só grande massa. E devem achar que são livres, por que se se sentem escravos, não estarão contentes, e portanto, não serão membros eficientes.

IGNORÂNCIA é FORÇA

O 85% da população mundial em 1984 “” constitui-o o proletariado; obviamente, ao superar o número aos outros dois grupos, poderia aqui “[...]surgir uma força capaz de destruir ao Partido”. Como dissemos anteriormente, a educação da prole é bastante limitada. Eles são a ignorância mesma, por isso não se darão conta de que também constituem a Força capaz de derrocar ao Grande Irmão.

3.- Por que pode ser proposto que os cidadãos da Oceania sofrem uma involución em termos linguísticos? Qual é a finalidade deste processo? é possível levá-lo a cabo na realidade?

Normalmente, o homem cria termos linguísticos para possuir a realidade que lhe rodeia. O homem inventa um conceito para fazer acessível algo que não pode explicar. Nas cidades da Oceania pode ser dito que sofrem uma involución em termos linguísticos graças à criação da “Neolengua”. Nela, se vai reduzindo progressivamente a quantidade de termos linguísticos. Muitos conceitos destroem-se naturalmente com a eliminação do passado; “se existe o grande irmão, não existe nada mais, então já não é necessário definir isto”. Em outros casos, ocupa-se uma palavra para definir dois conceitos contrários (o antónimo de pensar é não pensar), e a mesma palavra se ocupa de base se quero definir aquilo que é melhor (plusbueno). De modo geral, esta eliminação de conceitos não é a esmo, se não que responde à conveniência do sistema. A idéia é chegar à eliminação completa da linguagem; o objetivo final disto é evitar que a gente pense; o homem pensa em palavras; se eliminam-se as palavras, o homem não poderá gerar novas idéias, por que não terá a capacidade das definir e as transmitir.

É possível aplicar à realidade. Como? Através da educação. Se lhe poderia ensinar à gente neolengua. As gerações pouco a pouco começariam a falar a neolengua, até que se converta no idioma oficial de uma sociedade. Se implanta-se corretamente, a gente poderia, após umas quantas décadas, mudar sua forma de ser.

4.- Elege um modelo social que sirva como intertexto da Sociedade Orwelliana. Estabelece uma comparação e revela a atualidade do texto.

Um modelo social que serve como intertexto dentro da sociedade proposta em 1984 “”, é a sociedade cubana.

Em ambas sociedades é possível apreciar uma manipulação de informação por parte do governo, onde esta é adaptada da maneira mais conveniente para seu correspondente “partido interno”; ao líder da cada partido (Grande Irmão no livro “1984”, Fidel Castro em Cuba) há que o amar, o respeitar e submeter a sua vontade “por que ele sabe o que é bom para mim”; a elite de ambas sociedades tem privilégios em todos os âmbitos, principalmente, quanto aos confortos da tecnologia e a uma alimentação de melhor qualidade; o povo está sendo vigiado por serviços de inteligência, eliminando àquele indivíduo que pensa de maneira diferente, por ser considerados “traidores do Partido”.

Ademais, em ambas sociedades é impossível estabelecer um intercâmbio cultural com o resto do mundo; a diferença está em que no livro, a cada região está isolada da outra em se, em mudança, no caso de Cuba, o resto dos países se mantêm contato entre si.

5.- Entrega três argumentos a favor e três na contramão da seguinte proposição:

“O mundo atual acerca-se à realidade mostrada por 1984”

Entrega provas que apoiem teus argumentos.

A Favor:

1- A imprensa, a qual responde ao regime político que está sendo aplicado, determina que certo fato é melhor que no passado; é mais, toda idéia de um governo nos impulsiona a achar que seu gerenciamento foi melhor que a de seu predecessor. Na realidade mostrada pelo livro isto pode ser apreciado em que sempre se está atualizando uma mesma informação, isto é, toda informação está sendo alterada para que o indivíduo não possa comparar sua situação atual com a passada e assim ter sempre a ilusão de que vive melhor que antes.

Levando isto ao plano atual, em Chile, sempre que analisa alguma notícia nacional, costuma comparar com a situação do resto de Latinoamérica, se achando Chile sempre à vanguarda, ocupando o primeiro local de um ranking ou sendo os melhores, por muito banal que seja a afirmação que se esteja realizando. A situação transforma-se em uma espécie de consolo que fará pensar ao televidente que não pode ser feito nada para remediar certos problemas.

2.- Ante uma carência impossível de compensar, fazemos precisar coisas que realmente não nos fazem falta.

Em ambos mundos existe um constante bombardeio de publicidade que só difere na mensagem que quer ser entregado. Por uma parte, em 1984 faz-se publicidade a respeito do Grande Irmão; o que está ocorrendo nos campos de batalha, o que indicam as estatísticas a respeito da quantidade existente de algum bem, as estratégias que se ocupassem para vencer ao inimigo e toda uma história que cria emoções e sentimentos em um indivíduo, em vez de ser causadas pelas vivências deste. Esta pessoa não tem “a sorte” de brigar nas frentes de batalha pelo Grande Irmão, não tem uma vida que possa dirigir a seu desejo, se não que tem uma rotina da qual não pode sair. Então, tem que esquecer dessa realidade se ocupando de outra que por enquanto se transforma na sua, por que é muito melhor.

No caso atual, a mensagem que entrega a publicidade é o consumismo; a pessoa vê uma propaganda e se maravilha com algo que “é justo o que precisa”; diz que deve ir às lojas mas não compra e se conforma só com o olhar e imaginar que em algum dia lhe pertencerá, e é feliz ao pensar em seus benefícios e no bom que seria o ter, por que solucionará um verdadeiro problema que criamos em nossa mente.

3.- A educação responde a um modelo econômico atual e produz verdadeiro perfil humano que coincide com os fins que tem dito sistema.

O indivíduo da Sociedade Orwelliana deve ser formado em base ao “doblepensar”; todo o q vê pode o afirmar e chegar ao esquecer, e depois, esquecer que o esqueceu. Isto é necessário, já que o indivíduo vive observado, e se chega a dar um só indício, por muito pequeno que seja, de que não pensa igual ao resto e portanto, não está contente com o sistema, é eliminado. É castigar a alguém por uma ação criminosa antes de que o cometa, se é que não a cometeu. Tem que viver contente baixo a pressão do controle a si mesmo, se programar para sentir o que o Partido queira. “Até o mais humilde membro do partido deve ser eficiente, trabalhador e inclusive inteligente, mas também é preciso que seja fanático, ignorante e crédulo, que esteja dominado pelo ódio, o medo, a adulación e o orgiástico desejo da vitória. Em outras palavras, é necessário que tenha uma mentalidade adequada para a guerra”, a qual está inserta na realidade da sociedade. Os filhos dos Parsons dão clara conta de que o sistema de educação aplicado deu os resultados ideais.

Assim mesmo, atualmente temos uma educação pela qual, na maioria dos casos, temos que pagar, e quanto mais paguemos, teremos uma melhor educação. O produto da educação será um indivíduo com experiência e eficácia que tratará de demonstrar em um currículum que lhe dará verdadeiro valor; depende das necessidades do contratante se esse valor será pago ou não. Se este se vê beneficiado com o trabalho de verdadeiro servidor público, o contratará.

Na contramão:

1- O mundo atual difere da realidade mostrada por 1984 quanto ao sistema comunicacional.

No livro “1984”, não há forma de que uma zona se comunique com outra a nível mundial, nem sequer a nível de cidade. Isto impede o intercâmbio cultural (precisamente o que o Partido queira). Em mudança nossa sociedade dá-lhe soma importância, as formas de comunicar-se estão evoluindo permanentemente com o avanço da tecnologia.

2- No mundo atual a maioria dos países conserva uma democracia, isto é, o povo tem a capacidade de eleger a seus governantes; o qual no mundo de 1984 é algo impossível, já que sua forma de governo se impôs sobre o povo, e o governante (o Partido) não lhes deixa emitir opinião.

3- O mundo atual, contrariamente ao de 1984, está marcado pelo progresso e o desenvolvimento de tecnologias produto da revolução industrial; em 1984, em mudança, o mundo vai-se fazendo a cada vez mais primitivo, já que o aparecimento de grandes máquinas faria a cada vez menos necessária a mão de obra, reduzindo assim as desigualdades, provocando que a gente aprendesse mais coisas e que chegasse a pensar por se mesma; o qual é todo um perigo para o Partido.

Partido Interno

Partido Externo

A Prole