1984; George Orwell

Literatura Universal contemporânea do século XX. Novela de ficção. Controle social. Grande Irmão. Liberdade. Argumento. Personagens

  • Enviado por: Xtorm
  • País: Espanha Espanha
  • 8 páginas
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1.- Introdução:

George Orwell foi um escritor de Montihari, Índia (1903-1950) que esteve um bom tempo vivendo quase de indígena em Paris e Inglaterra e publicou seu primeiro livro Sem branca em Paris e Londres. Esteve em Espanha durante a guerra civil e escreveu o livro Homenagem a Catalunha. Em 1945 apareceu Rebelião na granja e quatro anos mas tarde sua novela mais famosa 1984.

O tema principal da obra 1984 é a liberdade. O autor inventou um mundo imaginário exagerando algumas coisas para que nos possamos dar conta do importante que é a liberdade. Também está na contramão das ditaduras (embora na obra não o chamam ditadura é quase o mesmo), quiçá porque Orwell viveu em Espanha durante a Guerra Civil e também viveu durante a Segunda Guerra Mundial.

1984 começa quando Winston se compra um diário em alvo no qual pretende expressar suas emoções ainda se arriscando de que lhe acusem de cometer um crime. Mas dá-lhe igual porque há tão pouca liberdade que o mesmo lhe dá morrer que viver assim. Em um dia dá-se conta de que uma garota jovem lhe está seguindo e pode haver descoberto que vai a lojas de proles, ele acha que é possível que ela seja um membro da Polícia do Pensamento pelo que se assusta e pensa na matar para que não diga nada, mas não o faz, e em um dia ela lhe dá um papel no que lhe confessa seu amor. A partir daí começam a ver-se a escondidas e Winston aluga uma habitação na loja onde comprou o diário cujo dona parece de fiar, e não há telepantalla. Winston acha que Ou'Brien é membro da Irmandade, uma organização contra o Partido, reúnem-se e Ou'Brien faz-lhe chegar uma instância do livro de Goldestein. Em um dia quando Julia e Winston estão lendo o livro lhes surpreende uma voz que provem da parede, dita voz é de uma telepantalla oculta que lhes tinha estado escutando. Os dois são detentos, torturados, e ambos confessam infinidad de crimes, inclusive os que não fizeram. Ou'Brien que lhes tinha enganado se centra em Winston e pretende lhe mudar a mentalidade, coisa que consegue. Ao final Winston é devolvido a sua vida inclusive com um posto de trabalho melhor e não o mataram fisicamente embora se psicologicamente, já que lhe têm desposeído de suas idéias e agora ama ao Grande Irmão.

2.- Idéia Fundamental:

A principal idéia que se maneja nesta obra é a liberdade. Liberdade da que privam às personagens inclusive em suas próprias casas onde há instalado uma telepantalla que lhes espião dia e noite todos seus movimentos e sons, e por se fosse pouco, seus filhos recebem um ensino próprio dos espiões e chegam a delatar a seus próprios pais.

Essa falta de liberdade vê-se refletida em um controle social até limites insospechados como o caso citado anteriormente da telepantalla que leva a Winston a ocultar para uma coisa tão corrente como escrever um diário: `Sentado naquele oco e situando-se o mas dentro possível, Winston podia ser mantido fosse do alcance da telepantalla…'.

Dita telepantalla estava situada em todos os sítios; nos corredores do ministério, quando Ou'Brien lhe dá a direção a Winston `Se achavam em frente à telepantalla.' ; na rua; inclusive no cárcere, que `Tinha quatro telepantallas, uma na cada parede.'.

Aparte das telepantallas, em sítios como o campo, onde não é possível pôr uma telepantalla, ou simplesmente não resulta muito útil porque o campo de visão não o cobriria tudo, usavam microfones com os que captavam a voz das pessoas e posteriormente identificavam, um exemplo é quando ficam Julia e Winston no campo e ela lhe diz `Não quis falar na vereda por se talvez tinha algum microfone escondido.'.

Este controle social não era só com respeito à espionagem que sofriam continuamente, dia e noite, senão também ao âmbito da imprensa tanto escrita como visual (através da telepantalla que faz ao mesmo tempo de espiã como de televisão). Oceania, que assim se chamava seu país, estava em guerra com as outras duas superpotências, Eurasia e Ásia Oriental. Esta guerra variava, e às vezes estava aliada com Ásia Oriental e em guerra com Eurasia e outras vezes ao invés, mas o Partido dizia que sempre tinha estado com a mesma superpotência em guerra e para isso mudava todos os documentos onde dissesse o contrário para que não ficasse constância disso e nisso participava Winston, `Documentos e relatórios de toda classe, jornais, livros, brochuras de propaganda, filmes, bandas sonoras, fotografias… Todo isso tinha que ser retificado à velocidade do raio'

Com respeito a esta guerra também tinha vezes que diziam que `Um exército euroasiático avançava para o sul com aterradora velocidade.' e era impossível remediarlo mas aos poucos dias `Um agudo trompetazo perfurou o ar, era o comunicado, Vitória!' , com isto diziam que realizava uma manobra excecional e se tinha adueñado do território perdido, mas logicamente não era verdade nem sequer que um exército eurasiático lhes atacasse pelo sul.

3.- Idéias Secundárias:

Como idéias secundárias aparece o amor de Winston e Julia, o ódio dos protagonistas para o Partido e em menor medida a vitória.

O amor pode ser apreciado durante a maior parte da obra, de Winston para Julia. Embora ele tem estado casado anteriormente com uma tal Katharine, não encontrou amor naquele relacionamento já que ela, segundo Winston, era uma `piensabien, isto é, que era ortodoxa por natureza' e simplesmente estava com ele para fazer o que dizia o Partido, ou seja, procrear sem que tivesse desejo nem amor de nenhum tipo.

Mas quando conheceu a Julia isto mudou, e embora Winston queria a matar por pensar que era membro da Polícia do Pensamento, ao final se apaixonaram e mostram seu amor durante praticamente toda a obra, começando quando `esta lhe tinha deslizado algo na mão, (…) um papel dobrado', e seguindo em suas numerosas citas a escondidas, onde ela lhe chama com carinho `querido', ou onde ele descobre o que sente por ela: `Uma funda ternura, que não sentia até então por ela, se apoderou subitamente dele.'

O ódio é mas por parte de Julia que por parte de Winston e o demonstra em comentários que faz como este: `Não, com esses porcos (referindo ao partido) não', ou simplesmente com pensamentos de Winston, `Eles, pelo visto queria dizer o Partido, sobre o qual falava julia com um ódio manifesto'.

Por último, a vitória, que pode ser apreciado principalmente ao final, quando Ou'Brien consegue o que queira, que traia a Julia quando lhe ensina as ratazanas e Winston diz `Lhes o faz a Julia! A meu não!' e fundamentalmente que ame ao Grande Irmão, que o acaba reconhecendo na última frase: `Amava ao grande irmão' e deixe de pensar como ele pensava antes, isto é, com idéias próprias, sentimentos de amor, etc.

4.- Julgamento Crítico:

O autor pretende-nos fazer entender que os regimes totalitarios, como ditaduras, etc. é o pior que pode haver já que nos privam de liberdade de expressão que é o mas precioso que tem o ser humano, e por outra parte também nos quer fazer ver que hoje em dia estamos rodeados de câmeras e nos podem manipular, e de fato nos manipulam mediante os meios de informação, embora claro está, não tão exageradamente como na novela. E por minha parte acho que se consegue que ao menos te pare um pouco a pensar nessas coisas.

Personagens:

Winston: É o protagonista principal e em quem centra-se a novela. Trabalha no Ministério da Verdade, e concretamente ele se encarregava de corrigir os `erros' que tinha nos jornais e demais. Ele sente ódio para o Partido e o Grande Irmão, se apaixona de Julia e juntos buscam a Irmandade, organização contra o Partido, ao final resulta uma armadilha e a Winston lhe fazem uma lavagem de cérebro para que creia no Grande Irmão.

Julia: Também é protagonista principal embora em menor medida que Winston. Ela ama a Winston embora seja 10 ou 15 anos maior que ela. Ao igual que ele, está na contramão do Partido, mas ela os odeia ainda mais. Ao final, apanham-na junto a Winston e torturam-na até que conseguem que ame ao Grande Irmão.

Ou'Brien: É um das personagens secundárias e aparece ao princípio como um possível membro da Irmandade, coisa que confirmam Winston e Julia na visita a sua casa, mas finalmente resulta ser todo uma armadilha e ele é um dos encarregados de lavar o cérebro aos presos, se centra em Winston e não cessa até que consegue o que queira.

Charrington: Outro das personagens secundárias e que ao igual que Ou'Brien, parece bom mas resulta não o ser. Ao princípio é o dono de uma loja em um bairro de proles. E aluga a habitação do andar de acima a Winston, dita habitação parece que está isolada de telepantallas e microfones mas Charrington resulta ser um mais da Polícia do Pensamento.

Opinião Pessoal:

Esta obra tem-se-me feito um pouco longa já que quiçá seja a mais extensa que li, embora como a maioria delas me costumam `enganchar' e acabam me gostando. Embora a meu parecer deveriam senão ignorar, sim reduzir uma parte que não tem muito sentido na obra e que se faz pesada sua leitura, onde Winston se põe a ler o livro de Goldestein que é simplesmente história fictícia do que acontecia nesse tempo mas que não contribui muito à novela e no entanto, como digo, faz com que esse trecho não seja muito entretenido.

Com respeito ao tema, acho que é bastante interessante já que faz com que dêmo-nos conta que pode ser manipulado a informação facilmente, e quiçá isto ocorra embora não tão exageradamente, e faz recapacitar sobre esse tema. Também opino que tenta que nos dêmos conta que o único que fazem este tipo de sistemas políticos é mau à gente e por isso há que os evitar e não deixar que nos manipulem.

Orwell, George, 1984, ED: Destino, Barcelona, 2003, Pág. 12

Orwell, George, Op. Cit., Pág. 172

Orwell, George, Ibid, Pág. 241

Orwell, George, Ibid, Pág. 134

Orwell, George, Ibid, Pág. 201

Orwell, George, Ibid, Pág. 307

Orwell, George, Ibid, Pág. 316

Orwell, George, Ibid, Pág. 147

Orwell, George, Ibid, Pág. 120

Orwell, George, Ibid, Pág. 156

Orwell, George, Ibid, Pág. 140

Orwell, George, Ibid, Pág. 137

Orwell, George, Ibid, Pág. 306

Orwell, George, Ibid, Pág. 318