1984; George Orwell

Literatura Universal Contemporânea. Século XX. Novela. História Evolutiva. Personagens

  • Enviado por: Matias Castillo
  • País: Espanha Espanha
  • 7 páginas
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Desenvolvimento das perguntas:

2-O argumento da novela tem a caraterística de uma história evolutiva Quais seriam as situações relevantes em seu início, desenvolvimento e final?

É trascendental antes de responder esta pergunta definir o conceito de história evolutiva, isto é, uma história na qual as coisas se desenvolvem ou transformam passando gradualmente de um estado a outro. Baseando neste contexto de história podemos dizer que o protagonista, Winston Smith, decorre por uma sucessão de etapas que o levam finalmente a um estado diferente ao inicial.

No início da história, Winston é um cidadão habitual do estado totalitario que está vigente na Oceania, chamado Ingsoc. Leste mantém baixo controle a realidade que é apreciada pelos habitantes da sociedade, o qual desenvolverei depois. Winston faz parte do Partido Exterior, trabalhando no Ministério da Verdade revisando e alterando registros em jornais com artigos passados, é um homem que se mantém despreocupado e passivo em frente ao regime, não reflete nem se questiona especialmente sobre os princípios vigentes em sua sociedade, a qual aceita com indiferença. Esta atitude vai mudando gradualmente em Winston durante o decurso da novela.

Winston começa a duvidar e a ser crítico com o regulamento e a propaganda do Partido, que se emite constantemente aos cidadãos, se questiona por feitos com que antes não se atrevia a se perguntar. Ao mesmo tempo, começa a ter sonhos eróticos imaginando acariciar a uma jovem. Decide ademais comprar um diário, no qual começa a escrever seus sentimentos e experiências, incluindo seus sonhos e suas críticas para o Partido, se dando conta e aceitando com temor que se opõem a este, pois toda manifestação contrária ao Partido, inclusive de pensamento é considerada como um crime e pode ser castigada com a morte. Estes fatos determinam a evolução da vida de Winston, porque produz-se uma desavença inicial com o Partido, a qual lhe faz temer por sua vida.

A crítica e oposição de Winston para o Partido faz-se progressivamente maior. Questiona-se a respeito deste e atua aceitando que em qualquer momento a Polícia do Pensamento o encontraria e o mataria. Pergunta-se se a vida sempre era assim, totalmente controlada pelo Partido, e se um passado em que a vida era diferente à atual era melhor ou não. Winston tenta responder suas perguntas frequentando os bairros das proles, os quais vivem em bairros pobres, não fazem parte do Partido, pelo que não são considerados cidadãos nem participam no desenvolvimento técnico, são considerados pelo Partido como incultos e não são vigiados pelas telepantallas nem pela Polícia do Pensamento ao não representar nenhuma ameaça ao Partido. É justamente por estes motivos que Winston busca a resposta a suas perguntas aqui e não em outros locais. Winston imagina-se e propõe ademais a idéia de uma revolução contra o Partido, a qual segundo ele, só a poderiam realizar as proles, devido a sua posição dentro do regime existente. Winston, conversando com algumas proles velhos (que saberiam a respeito do passado) conclui que a gente só recordava detalhes, mas de nada que respondesse a suas perguntas. Winston continua com sua evolução dentro deste estado totalitario, que chegou a apoderar da vida e a consciência de suas súbditos, intervindo inclusive e sobretudo os sentimentos humanos mais íntimos, buscando menos controle por parte do Partido e uma maior liberdade, devido ao qual arrenda um departamento a um velho no bairro prole.

Winston começa a interessar por uma mulher que vê em seu trabalho no Ministério da Verdade, à qual também vê quando vai a seu departamento nos bairros proles, o que lhe levou a pensar que podia ser tratado de uma Polícia do Pensamento que tentava o prender, pelo que lhe teme, mas ao mesmo tempo se sente atraído por ela. Durante um dia de trabalho, a mulher entrega-lhe cautelosamente um papel que dizia “Te quero”. A partir desse momento Winston conhece os bons propósitos que Julia, que era o nome desta mulher, tinha com ele, e iniciam depois um relacionamento amorosa de maneira clandestina. Este relacionamento significa uma nova etapa em sua evolução, pois permite-lhe saber que não é a única pessoa que se opõe e critica secretamente ao Partido, ao se condenar todo relacionamento amorosa entre membros do Partido, o ato de amar como um crime e o fazer o amor como um dever para o Partido por parte dos cidadãos. Ademais, estimula a idéia que Winston tem de uma revolução e do fim do regime dominante Winston e Julia desenvolvem seu relacionamento clandestino de maneira muito cautelosa, se reunindo em locais sem vigilância, afastados da cidade e sempre em locais diferentes para não provocar nenhuma suspeita. Finalmente terminam reunindo no departamento que Winston arrenda nos bairros proles. Winston e Julia sabem que seu relacionamento os arrisca a ambos a ser parados pela Polícia do Pensamento e a que os matem. Não obstante, Winston nesta parte da história volta-se um inimigo total do Partido junto de Julia, sempre em segredo e não têm medo de fazer algo na contramão dele. Winston vê mais exeqüível a possibilidade de uma revolução, pois pensa que ao igual que ele e Julia, devem existir outras pessoas que se oponham ao Partido.

Winston sente muita curiosidade por Ou´brien, um homem que trabalha no Ministério da Verdade e que faz parte do Partido Interno, com quem se encontra várias vezes. A Winston chama-lhe a atenção Ou´brien porque desde a primeira vez que o viu, e apesar de não saber nada dele, Winston tem a intuição de que compartilham os mesmos pensamentos opositores ao Partido e seus sentimentos a este. Em uma ocasião, Winston encontra-se com Ou´brien no Ministério da Verdade, quem comenta-lhe ter uma nova edição do dicionário de neolengua e diz-lhe que o fosse buscar a sua casa, pelo que lhe dá sua direção. Winston vai à casa de Ou´brien com muitas esperanças de que pensem o mesmo do Partido, razão pela qual se cria grandes expectativas da idéia de uma revolução. Quando chega ao de Ou´brien, se encontra com que Julia também se acha aí. Ou´brien diz-lhes que existe uma “organização” oposta ao Partido e que quer a revolução, chamada a Irmandade, da qual ele faz parte junto de muitos copartícipes envolvidos, embora sem saber sua quantidade nem sequer em forma aproximada. Diz-lhes que para fazer parte da Irmandade devem estar dispostos a fazer qualquer coisa que se lhes ordene, ainda as mais atrozes e desumanas, a arriscar suas vidas e aceitar que sua participação não causará nenhuma mudança perceptible em suas vidas, senão em um futuro incerto. Winston e Julia aceitam fazer qualquer coisa pela Irmandade, menos separar-se. Winston encontra-se em uma situação limite de sua evolução ideológica, pois declara-se inimigo do Partido formalmente, aceitando ser membro de uma “organização” na qual deve ser agressivo e cumprir ordens sem ver quiçá nunca resultados concretos na contramão do Partido.

Ao final da história, após outra reunião com Ou´brien, Winston e Julia encontram-se no departamento que ocupam nos bairros proles quando descobrem que na habitação tinha uma telepantalla oculta que os delata. Rapidamente chega a Polícia do Pensamento, que pára e maltrata a Julia e a Winston, quem fica inconsciente. Winston acorda em algum local do Ministério do Amor, onde se encontra Ou´brien, quem lhe explica a Winston que não existe a Irmandade, que ele é o criador do Ingsoc e o escritor do livro e que desde faz anos o vigia e cria situações a modo de armadilhas para delatar sua oposição ao Partido ao igual que muitas outras pessoas que são delatados através disto. Ou´brien tortura a Winston durante um tempo desconhecido por ele, e lhe explica que não o eliminariam, senão que o reformariam, como se fazia com os criminosos membros do Partido. Winston é torturado várias vezes por Ou´brien, quem gradualmente fá-lo render-se e desistir de seus pensamentos contrários ao Partido, convencendo-se intelectualmente do que Ou´brien lhe dissesse e da forma de pensamento do Partido. Winston passa algum tempo mais ali, até que Ou´brien o vai buscar, lhe dizendo que só falha no emocional pelo que o leva à habitação 101 onde Winston é submetido a seu maior terror, lhe provocando um pânico tão grande que se vê obrigado a si mesmo de pedir que lho fizessem a outra pessoa, a Julia, a traindo e deixando sua última forma de oposição ao Partido que era a amar. Após isto Winston volta a ser de certa maneira como era ao princípio da história, pois volta a fazer um cidadão habitual do Partido sem questionar dos princípios que este impõe, a única diferença é que agora tanto seus pensamentos como seus sentimentos não possuem a capacidade do questionar nem de rebelião. Winston involuciona a seu estado inicial após todo o processo de evolução ideológica que atingia.

3-Eleja três personagens e descreva como terminam na história e tente dar as razões disso:

Symme: Ele é um camarada de Winston, é filólogo especializado em neolengua e pertence ao grupo de experientes dedicados a redigir a onceava edição do Dicionário de Neolengua. Intelectualmente é muito correto, pois crê nos valores do Ingsoc, venera ao Grande Irmão, alegra-se das vitórias e odeia aos “hereges” Winston pensa que Syme é demasiado inteligente, que vê tudo com demasiada clareza e fala com demasiada singeleza, que diz coisas que teria que calar e que em qualquer dia desapareceria, pois ao Partido não gosta deste tipo de pessoas ao representar uma ameaça.

Winston está no correto, pois tempo depois Syme não volta nunca mais ao trabalho no Ministério: é vaporizado pelo Partido, isto é, eliminam-no como se nunca existisse.

Parsons: É vizinho de Winston, é um cidadão comum do Partido, que acha e se rege pelos princípios do Ingsoc e que se convence de todo o que este diz. Está orgulhoso de sua filha pois delata a um agente inimigo, e a quem a educado baixo a ideologia e princípios do Partido. Parsons termina no cárcere do Ministério do Amor, porque sua filha delata-o à Polícia do Pensamento por escutá-lo dizer dormido “Abaixo o Grande Irmão”. Parsons não lhe guarda rancor a sua filha, senão que se sente orgulhoso dela pois pensa que isto demonstra que a educou bem. Ademais reconhece sua culpa plenamente, alegra-se de sua detenção antes que “a coisa passasse a maiores” e pensa agradecer ao tribunal disto.

Julia: Ela é uma mulher que faz parte do Partido e que trabalha no Departamento da Novela. Julia tem um pensamento opositor ao Partido, o qual finge mostrando um grande interesse pelos princípios do Partido e participando ativamente em atividades que demonstrem este interesse, como os dois minutos diários do ódio e na Une juvenil Anti-Sex. Winston ao princípio pensa que Julia é uma Polícia do Pensamento que o buscava para o parar. Julia odeia ao Partido, não obstante, para ela a vida é muito singela, pois tenta debochar as proibições impostas da melhor maneira possível para a passar bem, e só ataca o regulamento do Partido que interfere com sua vida. Julia compreende em verdadeiro modo que está condenada e que seria detenta, mas pensa que existe a possibilidade de se construir um mundo secreto onde pode ser vivido a gosto.

Como ela o pensa, finalmente é parada pela Polícia do Pensamento, e tanto seu pensamento como seus sentimentos são modificados pelo Partido, lhe implantando os princípios ideológicos do Ingsoc inclusive em suas emoções ao igual que Winston.

4-A globalização atual com um sistema econômico mundial (de economias interdependentes): Poderia chegar a ser um totalitarismo como o que teme Orwell?

Há que clarificar que a globalização consiste em integrar uma série de dados, referências e fatos em uma proposta íntegro, feito com que se produz na atualidade tanto na economia como nas comunicações mundiais entre os países. Enquanto o totalitarismo é um regime político que concentra todo o poder no estado, reduzindo os direitos individuais como o fascismo, nazismo, comunismo e outros regimes análogos.

Nesta novela, 1984, existe um totalitarismo regido pelos princípios do partido político Ingsoc, o qual governa um imenso território mundial chamado a Oceania, que compreende todo América, África do Sul, as ilhas britânicas europeias e Oceania. Este regime totalitarista origina-se a partir de uma revolução nos anos quarenta, o poder está concentrado na figura omnipresente do Grande Irmão que vigia aos cidadãos de diversas formas, em todos os aspetos da vida destes, os escuta e dispõe de regulamentos. O Ingsoc representa um regime totalitarista que chegou a sua última etapa de evolução, sendo levado à prática de maneira eficaz. O poder é o valor absoluto e único: para conquistá-lo não há nada no mundo que não deva ser sacrificado e, uma vez atingido, nada fica de importante na vida a não ser a vontade de conservar a qualquer preço.

Para que se faça cumprir e os cidadãos o aceitem, o Ingsoc utiliza diferentes meios para forjar seus princípios, de tal maneira que os cidadãos o amem e respeitem para anular qualquer possibilidade de insurrección e assegurar assim sua permanência indefinida no poder. Os meios que utiliza o Ingsoc são os seguintes:

-Existe uma vigilância constante e direta para os cidadãos do Partido por parte da Polícia do Pensamento, que cumpre a função de vigiar todas as ações dos cidadãos como seus pensamentos, para identificar aos opositores ao Partido e assim depois os eliminar ou os reformar dependendo da pessoa. Dentro deste tipo de vigilância encontram-se as telapantallas, aparelhos que se localizam tanto nas ruas como nas casas dos cidadãos, por médio dos quais se lhes pode ouvir e observar em todo momento.

-O passado é constantemente atualizado, alterando-se a história, com o propósito de controlar o presente e o futuro para que os cidadãos não tivessem nenhuma forma de comparação com a época atual, lhes fazendo achar que estão recebendo benefícios do governo e que o país está progredindo. Deste modo os cidadãos do Partido não têm motivos para insurreccionarse pois só têm lembranças que são condicionados pelo Partido, e nos quais não existe a vida antes da revolução, ademais a única realidade possível para eles é a que entrega o Partido. No Ministério da Verdade os trabalhadores revisam e alteram registros de artigos, revistas, filmes e de toda forma de comunicação para os fazer afins e coerentes com uma atualidade sempre beneficiosa para a permanência do Partido, inclusive do dia-a-dia.

-Para que os cidadãos do Partido criam conscientemente nas alterações que se fazem do passado, que às vezes são inclusive dentro do mesmo dia, se utiliza o mecanismo do “doblepensar” ou controle da realidade, com o objeto de que os cidadãos esqueçam que são alterações falsas. Este consiste em que se provoca em forma consciente a inconsciencia da alteração falsa da realidade, e cedo perder a consciência da hipnose que o cidadão se realizou.

-Também o Partido controla a realidade dos cidadãos através da linguagem, estabelecendo um idioma oficial chamado “neolengua”, o qual cumpre o propósito de restringir o conhecimento e o pensamento dos cidadãos aos princípios do Ingsoc, e de entregar uma visão da realidade na qual não possa ser pensado uma sublevación ao Partido, dado que nossos pensamentos estão compostos unicamente pelo que somos capazes de nomear.

-Os cidadãos do Partido são educados desde a infância segundo os princípios do Ingsoc, aprendendo a amar ao Partido e ao Grande Irmão, convertendo em um aspeto muito importante em suas vidas. Com isto, o Partido tem a intenção de que a vigilância e controle sobre os cidadãos se realize inclusive dentro das famílias, pois os filhos podem delatar a seus pais de heresias “” ao ser para o cidadão o mais importante na vida suas obrigações com o Partido.

-Os instintos sexuais dos cidadãos são reprimidos pelo Partido também desde a infância. Deste modo os relacionamentos sexuais não são consideradas como uma fonte de prazer ou como uma demonstração de amor, senão como um dever dos cidadãos para o Partido.

O Ingsoc, mediante todos estes meios criou um mundo de medo, de traição e de tormento. Tem diferença de civilizações antigas e regimes políticos, que se baseiam no amor e na justiça e cujo objetivo é a harmonia de todos seus integrantes junto do desenvolvimento da sociedade, “bem comum”, o Ingsoc se fundamenta no ódio para atingir seu objetivo, que é o poder como valor absoluto e único. Ao tê-lo atingido, o Ingsoc busca conservá-lo através de todos os meios anteriores para assegurar uma permanência eterna como forma de governo. O Partido atingiu um totalitarismo máximo, no qual consegue manter baixo controle a mente dos homens, sobre a qual tem domínio.

Fundamentando no conceito de globalização atual e no totalitarismo extremo que nos mostra Orwell, posso argumentar sobre a pergunta. Na globalização atual, na qual os países dependem uns de outros em muitos aspetos: principalmente na economia, nas comunicações, na exportação de medicinas e de desenvolvimento tecnológico, na exploração de recursos e em todos os aspetos que se desprendem e originam a partir destes mais fundamentais, pode ser observado que a interrelação entre nações é necessária para o desenvolvimento do país e a harmonia de seus habitantes. Isto se deve a que não todos eles podem autoabastecerse completamente, ao não contar com todos os recursos naturais dentro de seu território para obter alimentos e matérias prima ou em alguns casos ao estar isolados geograficamente.

O intercâmbio entre nações e sua interdependência não está causando uma globalização no âmbito de unificações territoriais nem muito menos culturais, senão uma globalização ao nível de que a cada país conseguiria se abastecer de maneira compatível com o desenvolvimento demográfico e tecnológico mundial. O totalitarismo que propõe Orwell possui a caraterística da divisão do mundo em três imensas nações, que podem autoabastecerse sem necessidade de nenhum tipo de interrelação com as outras potências, pelo que não se chegaria a este totalitarismo a partir do fenômeno atual da globalização.

Trabalho de Castelhano:

“1984”

George Orwell

4° Médio

14 de julho de 2000