1984; George Orwell

Argumento. Distopía. Abuso do Poder. Novela Contemporânea. Grande Irmão

  • Enviado por: Gea
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Vida do autor

George Orwell (pseudónimo de Eric Arthur Blair) nasceu em Motihari (Índia) o 25 de Junho de 1903.

Foi um escritor e jornalista britânico, cuja obra leva a marca de suas experiências pessoais, vividas em três etapas:

  • Sua posição contra o imperialismo britânico.

  • Sua luta a favor da justiça social.

  • Sua luta contra os totalitarismos nazistas e soviético.

Orwell é um dos principais ensayistas da língua inglesa destacado sobretudo no século XX. Foi conhecido por duas novelas críticas do totalitarismo estalinista:

  • Rebelião na granja.

  • 1984.

Publicadas após a segunda guerra mundial.

Graças a este grande escritor, possuímos hoje em dia o termo “Orwellano” que se utiliza para fazer referência ao universo totalitario que imagina o autor.

Morreu em Londres aos 46 anos (1949) (após viver a guerra Civil Espanhola e a Segunda Guerra Mundial, na qual se manteve com ideologia comunista) por causa de uma tuberculose.

Acha-se que estas duas experiências bélicas foram grandes influências para suas obras.

Situação e caraterização do texto

A obra foi escrita entre 1947 e 1948 (últimos anos de vida do autor) e foi publicada o 8 de Junho de 1949.

A novela descreve a sociedade que Orwell imaginava em um futuro (1984) ambientada em Londres, se fala Neolengua e os continentes são diferentes:

  • Oceania.

  • Eurasia.

  • Estasia.

Existe uma entidade omnipotente que vigia e controla em todo momento aos cidadãos, o Grande Irmão (Inspirado em Stalin) que tem seu inimigo e luchador contra seu partido Emmanuel Goldstein (Inspirado em Trotski e adotando o nome de uma grande luchadora anarquista e feminista, Emma Goldman) do qual se rumorea que fundou uma Irmandade clandestina na contramão do GH.

A sociedade esta dividida principalmente em dois grupos: Os membros

do partido INGSOC, com possibilidade de aceder à política e trabalhando

em diferentes ministérios:

  • Ministério da Verdade: Encarregado de retocar ou destruir documentos históricos com o fim de alabar ao Grande Irmão.

  • Ministério do Amor: Encarregado das torturas.

  • Ministério da Paz: Encarregado das ofensivas e as guerras.

  • Ministério da Abundância: Encarregado da economia.

E o proletariado, que o resto da sociedade nem sequer considera humanos.

Londres está cheio de telepantallas “”, utilizadas para controlar constantemente à população e de cartazes com o lema do partido.

A GUERRA É LA PAZ.

A LIBERDADE É A ESCRAVATURA

A IGNORÂNCIA É A FORÇA.

Deste lema podemos deduzir as contradições ao igual que nos ministérios. A guerra é a paz refere-se a que pára que um continente esteja em paz deve estar em guerra com outro para evitar os ataques deste. A liberdade é a escravatura a que a liberdade que lhe dão ao povo é em realidade a escravatura. E a ignorância é a força, a que a ignorância do proletariado (maior em número e capaz de tomar o poder se se organizassem em uma revolução) é a que lhe dá o poder ao partido.

A história gira meio a Winston Smith, trabalhador do Ministério da Verdade e rebelde em seu interior.

Resumem Parte Primeira

Nesta parte, Winston faz um resumo da sociedade e põe-nos a par de que possui um diário comprado no mercado prole (coisa que era ilegal) onde escreverá os pensamentos que esta sociedade repressiva não lhe deixa expressar, ainda sabendo que lhe poderiam vaporizar (termino utilizado para os desaparecimentos provocados pelo governo). Explica que se encontram preparando na semana do ódio, que trata de agrupar à população e a pôr a ver filmaciones de Goldstein até que involuntariamente essa imagem lhes provoca ódio, é nesta onde vê pela primeira vez a Julia, membro da une Anti-sex que como seu nome indica, são castos. Durante esta celebração é mais consciente de que este não é seu sítio e cruza uma mirada fugaz com Ou'brien que lhe faz compreender que o pensa de sua mesma maneira. Ao chegar a sua casa escreve isto no diário e chama à porta sua vizinha, que precisa ajuda com o tanque. Desta maneira é como nos apresentam aos Parsons, uma família completamente submetida, reprimida e de péssimas condições de vida. Essa noite Winston sonhou com sua mãe, da qual recorda poucas coisas e que o livro te sugere que lha levou o governo. Para controlar o presente, tem de apagar o passado.

Após isto nos explica com mais detalhe em que consiste seu trabalho de retocador de artigos: receber o original, corrigí-lo a conveniência do Grande Irmão e destruir o original ocupando o corrigido seu posto.

Seguidamente dirige-se ao refeitório onde nos apresenta a Syme, o encarregado de melhorar a Neolengua, uma língua joga para censurar à população baseada na omissão de palavras, Winston está seguro de que Syme pensa demasiado e o vaporizarán. É durante esta conversa, na que Parsons alude a seus dois filhos, quando se dá conta de que Julia lhe esta olhando desde outra mesa, lhe invade o terror, podia ser um espião.

Quando chega a sua casa se põe a escrever em seu diário para nos explicar um encontro que teve com uma prole prostituta, conclui dizendo que se há alguma esperança para sair dessa opressão, são as proles, já que eles e os animais são livres.

Pouco depois narra-nos o momento que lhe fez dase conta da falsificação e a manipulação que o governo exercia sobre os documentos:

Ordenando e mudando seus correspondentes arquivos, em um dia encontrou-se um recorte de um antigo Times com uma fotografia de três personagens; Rutherford, Aaronson e Jones. Estes homens foram acusados de traição e conspiração, pararam-nos e em um ano depois apareceram com os narizes partidos e confessando todo o que o mediador dizia. Nesta foto que agora estava em mãos de Winston apareciam eles três com seus nomes a pé de página e com a data na que se fez a foto, o curioso era que durante essa data, os acusados confessaram estar em bases inimigas conspirando. Graças a isso Winston se deu conta de como o governo manipulava tanto a informação como às pessoas, era óbvio que confessaram por medo a mais torturas. Winston destruiu a foto e não falou nunca com ninguém desse fato.

Escreveu no diário sua descoberta e expressou seu medo a estar louco, louco por ser o único que pensava assim. Entendia a importância de manipular o passado para controlar o presente mas não entendia porquê o governo para semelhante loucura, concluiu em seu diário escrevendo:

Compreendo o COMO: não compreendo o POR QUE

Em um arrebato de terror a se todo o que conhecia era mentira se encontrou caminhando quase inconscientemente para o bairro prole, onde se dirigiu a um bar atraído por um idoso que lhe poderia falar de como era a vida antes, mas este não contesta suas perguntas com exatidão de modo que abandona o bar e se dirige à loja onde comprou o diário. Ali chama-lhe a atenção um pequeno coral e o velho dependente explica-lhe que se gosta das coisas antigas tem uma habitação cheia, lhe guia até ela e Winston se surpreende ao ver que não há telepantalla, o dependente lhe explica que são demasiado caras e que como é prole, não as possui. Voltava a confirmar-se sua hipótese sobre a liberdade das proles. Chamou-lhe a atenção um pequeno gravado pendurado na parede que representava a igreja de San Clemente, com uma cancioncilla que lhe dava a sensação do transportar ao passado.

Ao sair da loja cruzou-se com Julia e sentiu um imenso medo, o via no bairro prole, desta vez se que era sua perdição.

Chegou a sua casa e pôs-se a escrever em seu diário, tinha a necessidade de expressar seu último pensamento, quase sem querê-lo, encontrou-se escrevendo o lema de INGSOC.

Resumem Parte Segunda

Quatro dias após o acontecimento, no corredor do Ministério da Verdade, encontra-se com Julia, que tropeça e cai ao chão, quando Winston lhe dá a mão para a levantar ela lhe dá um papel na mão. Aterrorizado, pensando que provavelmente seja uma ameaça (já que acha que é membro da polícia do pensamento) o abre com disimulo, o papel contém duas palavras: Quero-te

Após a mensagem teve várias tentativas por parte de Winston para aproximar-se a ela, todos frustrados, até que em um dia na cantina consegue se sentar em sua mesma mesa e planejam uma cita na praça da Vitória, onde como há tanta gente, passariam desapercibidos. À hora assinalada reúnem-se e aproveitando a aglomeração ao redor de um #trem de prisioneiros dão-se outra cita em um campo onde seguro que não há micros.

Uma vez nesse campo (ao qual vão por caminhos diferentes) Julia lhe confessa que ela também está na contramão do partido, e que para o afundar, se acuesta com membros deste, que impulsionados por seu sentimento de culpa, acabam se suicidando. Winston atraído por sua rebeldia e sua corrução mantém relacionamentos sexuais com ela.

Após este encontro tiveram muitos mais realizados na habitação do velho dependente Charrington, aos quais Julia ia com produtos de contrabando como café, perfume ou maquillaje. Durante as conversas que mantêm na cama Winston e Julia podemos ver claramente suas posições ante o governo, Winston é um idealista, quer mudar o mundo para as gerações futuras, em mudança Julia, simplesmente quer incomodar ao partido.

Em um dia Ou'Brien faz uma proposição a Winston e convida-lhe a assistir a sua casa para prestar-lhe o novo dicionário de Neolengua (como escusa para levar a sua casa). Apresenta-se em sua casa com Julia e uma vez ali Ou'Brien desliga a telepantalla e conta-lhes que ele pertence à Irmandade de GoldStein, e que para entrar devem ser capazes de cometer atrocidades, acedem a todo menos a se separar e Ou'Brien se compromete a lhes enviar uma cópia do Livro, um livro que recolhe os princípios da ideologia de Goldstein.

Dias depois chega o livro e Winston, encantado, lê-lho a Julia que dorme por falta de interesse, pouco depois, ele também dorme.

Uma prole que estava no andar de abaixo se pôs a cantar e lhes acordou, lha viu tão enche de vida e tão livre que a Winston lhe pareceu atraente e lhe comentou a Julia, que realmente os proles eram livres, e que eles estavam morridos. De repente ouviu-se uma voz robotizada que lhes confirmava que eles eram os mortos. A voz venia do quadro da igreja de San Clemente, detrás, tinha uma telepantalla. A voz indica-lhes que estão rodeados e lhes pede que não se movam. Minutos depois a habitação enche-se de homens corpulentos e o velho Charrington agora sem disfarçar que lhes observam com porras na mão. Não duvidam em propinar um puñetazo na boca do estomago a Julia, que se retorce no chão incapaz de respirar até que lha levam. Winston aguarda o golpe.

Resumem Parte Terceira

Winston acordou-se no que achou que era o Ministério do Amor. Encontrava-se em uma cela totalmente branca, alta, sem janelas e com uma telepantalla na cada parede. Não sabia quanto tempo levava ali, mas sabia que fosse o que fosse não lhe tinham dado nada de comer. Durante sua estância foram entrando e saindo diferentes presos como mendigos, ladrões, prostitutas… Em uma ocasião uma se lhe caiu em cima e se puseram a falar descobrindo que compartilhavam apelido - Poderia ser tua mãe - lhe disse, e efetivamente, podia o ser. Pouco depois entra um colega de trabalho chamado Amplefort, dedicado a mudar os poemas a favor do Grande Irmão, acusado por usar em um verso a palavra deus, minutos depois, entra um membro do Ministério do Amor e ordena-lhe dirigir à habitação 101.

Depois entra o barão da família Parsons, que foi acusado por sua filha, e ao igual que o anterior, minutos depois se lhe ordena ir à habitação 101, Parsons lloriquea e suplica que não lho levem, mas é inevitável.

Winston acordou-se e encontrou o rosto de Ou'Brien dizendo-lhe que ele mesmo se tinha buscado isto, a este comentário lhe seguiram inumeráveis surras, humillaciones e tortura dia depois de dia que ao final, exigiam uma confissão que Winston não estava disposto a lhes dar, mas após uns quantos meses, se encontrou tão débil física e psiquicamente que acabou rindo a gargalhadas e confessando coisas sem sentido aparente. Superada esta fase levam-lho a uma camilla onde o ligam a uma máquina de downloads elétricas, Ou'Brien lhe ensina a mão com o polegar oculto e lhe pergunta quantos dedos vê, Winston contesta que quatro, Ou'Brien faz questão de que o partido diz que aí há cinco dedos, e mediante downloads elétricos a cada vez mais potentes consegue que Winston se submeta totalmente concluindo com um: os que queira.

Ou'Brien explica-lhe que para “se curar” precisa passar por três fases: aprender, compreender, aceitar.

Voltam-no a ligar à máquina e explicam-lhe em que consiste sua ideologia e suas bases, mas Winston faz questão de que não conseguirão seu objetivo, porque os homens, o espírito do homem lhes vencerá. Ou'Brien furioso faz com que levante-se e olhe-se no espelho, Winston só consegue ver a um esqueleto amarelado sem dentes, sem cabelo e com muitas arrugas. Ou'Brien fez compreender a Winston que seu espírito se achava no mesmo estado que seu físico e que agora podia ser facilmente moldado.

Após isto começaram a tratar a Winston muito melhor, se acabaram as surras, as torturas, a fome… Começou a se fortalecer e a fazer algum exercício diário, inclusive lhe entregaram um pizarrín com uma tiza no qual escreveu:

A LIBERDADE É A ESCRAVATURA

DOIS E DOIS SÃO CINCO
O PODER É DEUS

Não lhe custava, agora o aceitava tudo. O jogo de que o se achasse nessa situação era que fazia parte da minoria que pensava assim, se pensava como a maioria, se acabaria esse sofrimento, de modo que se dedicou a apagar de sua mente qualquer pergunta e a sumir na credibilidade das coisas que lhe contavam. Já cumpria dois das fases, aprender e compreender, quando Ou'Brien detectou que Winston entendia ao partido, que o seguia, mas que o odiava, soube que chegava o momento da última fase. A da habitação 101.

Nessa habitação achava-se o pior do mundo, mas o pior para a cada indivíduo, no caso de Winston, as ratazanas.

Ataram a Winston a uma cadeira e foram-lhe acercando uma jaula com uma ratazana faminta em seu interior, esta gritava e gemia arranhando a parte que se acercava a sua cara. Finalmente Winston fez o que todos queriam que fizesse, o que até agora não tinha jogo, o que assegurou que não estava disposto, o que ainda o mantinha com pensamento próprio: Trair a Julia.

Quando teve a ratazana perto gritou:

- Não! Não mo hagáis a mim! Façam-lho a Julia!

Já cumpria todo o que esperavam dele, se tinha convertido em um egoísta que só pensava em se mesmo, seguia ao partido e o compreendia sem fazer perguntas. Podia ser marchado.

Após uns dias livre teve um encontro fugaz com Julia onde mal medió palavra, já que entre outras coisas, Winston tinha pressa por ir ver as notícias, iam dizer como estavam as tropas.

Sempre se tinha dito que no Ministério do Amor, após te torturar e te transformar, te disparam na nuca, a bala de Winston chegava e lhe tinha penetrado o cérebro.

Agora era um mais, amava ao Grande Irmão.

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