1984; George Orwell

Literatura universal contemporânea do século XX. Argumento. Personagens. Tema. Doutrina do Partido. Grande Irmão. Controle social e liberdade

  • Enviado por: Andrés Trujillo León
  • País: Espanha Espanha
  • 27 páginas
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1.- Ficha bibliográfica:

  • Autor: George Orwell (Eric Arthur Blair)

  • Título: 1984

  • Editorial: Edições Destino

  • Número de edição: Vigesimoquinta edição

  • Data e local de emissão: Novembro do 2000, Barcelona

  • Coleção e número: Destinolibro, 54

2.- Resume brevemente o argumento desta novela.

A história desenvolve-se no superestado da Oceania, que está governado pelo Ingsoc, um Partido que exerce uma ditadura totalitaria e cujo máximo representante é o Grande Irmão. Nesta sociedade existem três classes hierarquizadas da seguinte maneira: o Partido Interior, o Partido Exterior e as proles.

Winston é um homem de uns 39 anos que trabalha no Departamento de Registro se ocupando de modificar notícias que deixassem em evidência ao Partido para introduzir outras que o vanagloriasen. Cansado de seu trabalho e de sua vida monótona começa a desconfiar do Partido e do Grande Irmão pensando que todo o sistema é uma farsa que utilizavam para manter o poder. A partir deste momento Winston começa a delinquir. O primeiro que faz é comprar um diário em um bairro proletario -algo totalmente proibido para um membro do Ingsoc-. Nele, Winston começa a escrever suas idéias de forma confusa, desafogando da pressão exercida pela contínua vigilância do Partido.

Em uma dia no trabalho cruza-se com um membro do Partido Interior chamado Ou' Brien o qual o olha de tal forma que Winston começa a pensar que compartilha suas idéias a respeito do Partido.

Mais tarde em uma de suas visitas ao bairro proletario nota que uma jovem o segue. A jovem, que se chamava Julia, lhe confessa seu amor e raiz daí, Winston se apaixona a conhecendo mais a fundo e se dando conta de que ela também está contra o Partido.

O senhor Charrington, o homem que lhe vendeu o diário, aluga a Winston uma habitação em sua loja onde pode ser reunido com Julia a costas da vigilância do Partido para charlar, fazer o amor, etc,.

Em um dia o casal decide visitar a Ou'Brien para que lhes informe de como lutar contra o Partido. Este lhes fala da Irmandade e lhes ajuda a conseguir o livro de Goldstein -maior traidor do Partido -.

Uma vez com o livro, o casal vai à habitação do senhor Charrington para lê-lo mas ali são atacados pela Polícia do Pensamento já que o dono da loja era uma espiã do Partido e tinha-os delatado.

Levam-nos ao Ministério do Amor, onde são submetidos a contínuas torturas até que confessam todos seus crimes, traem a seus seres queridos e depois de um doloroso e contínuo tratamento de reforma acabam amando ao Grande Irmão.

3.- Descreve às seguintes personagens:

  • Winston

É um militante do Partido que trabalha no Ministério da Verdade. É um homem de uns 39 anos, de aspeto cansado e que tem varices em suas pernas. Está demasiado envelhecido para sua idade devido à ajetreada vida que lhe impõe o Partido. Seu passado é muito confuso já que não consegue o recordar com clareza e seu principal problema é sua forma de pensar a respeito do Partido e o Grande Irmão.

  • Julia

É uma jovem de uns vinte e sete anos, de pele branca e cabelo curto. Trabalha no Departamento de Novela que pertence ao Ministério da Verdade. Pertence a une-a Juvenil Antisex e participa em todas as atividades que pode que organiza o Partido. Depois de sua aparência puritana e ortodoxa esconde-se uma pessoa rebelde que se mostra totalmente na contramão do Partido e sua política. Vive fingindo sua fé pelo Ingsoc, e embora está em seu contra pensa que não há maneira do derrocar.

  • Ou' Brien

Era um homem de avançada idade que pertencia ao Partido Interior. Sua cara e seus gestos traspassavam segurança e bem-estar. Seu papel dá muitas voltas na história descobrindo ao fim como um dos mandatários do Partido encarregado de localizar e reformar a pessoas heterodoxas como Winston para que terminem acaparando os lemas e frases do Partido de forma quase instintiva e amando ao Grande Irmão.

  • Syme

Pertencente ao Partido Exterior e camarada de Winston era um homem muito inteligente -algo perigoso na sociedade da Oceania- que trabalhava na última edição do dicionário da Neolengua. Era mais pequeno que Winston, com cabelo negro e com olhos saltones ao mesmo tempo que tristes e zombadores. Sua inteligência e sua maneira de falar mais da conta faziam pensar a Winston que tarde ou cedo o vaporizarían.

  • Parsons

Era o vizinho de Winston. Era um indivíduo de média estatura com cabelo loiro e cara de rana de uns trinta e cinco anos de idade; de pouca inteligência e de um fanatismo cego pelo Partido. Participava em todas as atividades do Partido e se mostrava extraordinariamente orgulhoso por seus filhos - os quais pertenciam aos espiões- pelos que mais tarde foi delatado por pronunciar palavras proibidas em sonhos.

  • Charrington

Era um homem muito maior que tinha uma loja de antiguidades em um bairro de proletarios. O senhor Charrington foi quem vendeu a Winston o diário e mais tarde o pisapapeles de coral e quem alugou-lhe a habitação para reunir-se com Julia. Este homem costumava cantar ao protagonista canções de antes da Revolução e conseguiu intimar bastante com ele antes de lhe delatar ante o Partido e se declarar espião deste.

  • Ampleforth

Era um homem de avançada idade que trabalhava no mesmo departamento de Winston modificando os poemas que resultavam ideológicamente ofensivos. Tinham uma grande capacidade para medir versos e umas orelhas muito peludas, era bastante antipático. Encarceraram-no no Ministério do Amor por não encontrar a rima adequada em um poema que devia retificar.

4.- Descreve o meio no que se desenvolve a novela.

A novela desenvolve-se no superestado da Oceania, o qual este governado pelo Ingsoc. A maioria da população perdeu os sentimentos e valores tradicionais. A gente já não estremece ao ver ahorcar a um homem, é mais, desfrutam o vendo. Os meninos são educados com o ódio para que sentam ódio. Desta forma os humanos perderão pouco a pouco sentimentos como a compaixão ou a piedade. Laços tão importantes como a família ficam totalmente anulados se perdendo os laços de afeto e amor entre familiares podendo inclusive um filho a delatar a seu pai e o condenar assim à morte.

O Partido sabe que eliminando estes sentimentos de afeto entre as pessoas elimina a possibilidade de rebelião e associação de massas para derrocar do poder. Desta forma também consegue que todo o amor gerado em uma pessoa vá dirigido para o Grande Irmão e para o Partido em si mesmo. Não cabe pois pensar de outra forma que a imposta pelo Partido, é mais, não há outra forma de pensar que a do Partido.

É impossível manifestar teu desacordo a ninguém em caso de ter um crimental -que é o nome utilizado pelo Ingsoc para designar uma forma de pensar heterodoxa- pois ao não existir a confiança, não existe a amizade, e portanto não existem amigos, só camaradas. A única via possível para escapar ao crimental -pois em caso de ser descoberto as consequências seriam fatais- é o paracrimen. As pessoas têm que se convencer a si mesmas que não há outras verdades que as do Partido; desta forma, qualquer indício de rebelião seria autocontrolado pelo mesmo traidor.

A única forma de sobreviver nesta sociedade é aferrarse ao Partido e mostrar uma fé surpreendente por ele e a adoración máxima e quase divina pelo Grande Irmão -ou ao menos a fingir em caso de descontrol mental -.

5.- Em que três superestados está dividido o mundo? Como se formaram?

O mundo encontra-se dividido em três superestados de regime totalitario cujas tendências políticas evoluíram do socialismo e são totalmente opostas. O mundo se desintegró primeiro em dois superestados devido à absorção de territórios por parte das duas potências mundiais que eram a Rússia da que surgiu Euroasia e Estados Unidos dos que surgiu a Oceania. O terceiro estado, Ásia Oriental, surgiu depois de uma década de confusa luta como unidade aparte por não se inclinar por nenhum dos superestados já existentes.

As tendências políticas dos três superestados eram o Ingsoc (Socialismo Inglês) na Oceania, a Adoración da morte na Ásia Oriental e o Neovolchevismo em Euroasia.

Acha que há alguma1 coincidência entre a formação destes superestados que recolhe a novela e a história da humanidade no século XX?

Pois sim.

A humanidade do século XX vivia recentemente a Segunda Guerra Mundial. Quando finalizou esta guerra os vencedores de dividiram em dois grandes grupos cujas potências eram a União Soviética (poderíamos dizer a RÚSSIA) e os Estados Unidos. A partir de quase a segunda metade de século as duas grandes potências tentam impor sua ideologia em diversos países. Poderíamos estabelecer um paralelismo entre a situação real acontecida na humanidade durante o século XX ao terminar a segunda guerra mundial com a formação dos dois superestados da Oceania (por parte dos Estados Unidos) e de Euroasia (por parte da União Soviética) que se explicam no livro. Deste modo, talvez poderia inclusive me arriscar a dizer que Orwell pôde ser baseado na história que viveu em suas próprias carnes à hora de estabelecer os superestados que aparecem em sua novela.

6.- Descreve o sistema governamental desta sociedade. Pára que servem os quatro ministérios que têm?

A sociedade dividia-se em três grandes classes. A classe mais baixa estava constituíam-na as proles que eram o oitenta e cinco por cento da população. Estes viviam em bairros separados das outras duas classes. Suas moradas eram mediocres e possuíam uma extrema pobreza. Não tinha comida, a única que recebiam era a que fornecia o governo racionalmente em dose mínimas. Viviam constantemente atacados por bombas e demais artefatos que os mantinham sempre alerta. Em seus núcleos existiam grandes focos de doença e pragas de ratazanas e demais animais parasitas que chegavam inclusive a devorar a meninos. Tinham um nível de inteligência baixo. A pobreza na que estavam imersos lhes obrigava a ter como única preocupação seguir subsistindo pelo que não se lhes passava pela cabeça a desconfiança a respeito do Partido ou a tentativa de derrocar do poder. O Partido encarregava-se de que manter constantemente sua pobreza para os ter assim controlados. Às vezes, em casos extraordinários, alguma prole que destacasse por sua inteligência podia chegar a integrar no Partido Exterior.

A que poderíamos considerar como a classe média é a correspondente ao Partido Exterior. Tinham umas condições de vida aceitáveis já que possuíam morada com os mínimos níveis de higiene, segurança, etc,. Também possuíam comida suficiente e alguns luxos como fumo, café, etc,. Viviam constantemente vigiados pelo Partido através de telepantallas, microfones, os Espiões, ou os mesmos camaradas ou colegas de trabalho. Qualquer movimento, gesto, palavra ou indício de disconformidad com sua situação ou com o Partido poderiam levar à morte.

Por último, no posto mais alto da sociedade estavam os pertencentes ao Partido Interior -a classe mais alta -. Viviam em urbanizações de luxo isoladas do resto de classes. Seus andares tinham toda classe de confortos e inclusive possuíam criados. Possuíam boa comida e toda classe de caprichos. Podiam deixar de ser vigiados desligando as telepantallas durante períodos de tempo. Eram os máximos mandatários do Partido.

Nunca ninguém poderia subir de classe até o Partido Interior, era impossível.

O governo era exercido pelo Partido Interior através do controle das massas a base de vigiá-las continuamente. Controlavam todos as fontes de informação de maneira que as modificavam pára que verificassem o que o Partido enunciava; desta forma o Partido sempre levava a razão.

O controle sobre a sociedade levavam-no a cabo através de seus quatro ministérios:

  • Ministério da Verdade

Este ministério encarregava-se da educação, das belas artes e as notícias.

Educava-se aos meninos inculcándoseles um fanatismo extremo pelo Partido de maneira que este fosse sua prioridade. Os meninos chegavam inclusive a delatar a seus pais. Também se lhes inculcaba aversão ao sexo, lhes dando a entender que o único objetivo do ato sexual era o de general mais militantes.

Também se encarregava de escrever novelas para os jovens a favor do Partido, e de elaborar canções com letras estúpidas sem nenhum significado.

Buscavam-se em jornais antigos notícias que fossem na contramão do Partido para as modificar e reimprimir os jornais. Com este processo conseguia-se enganar as proles e demais membros do Partido a respeito do passado e a sua vez do presente.

  • Ministério da Paz

Este ministério ocupava-se do relacionado com a guerra. Sua função era a de manter uma contínua guerra com uma potência ou com outra, algo que mudava apoiando no Ministério da Verdade. Fomentava o ódio e dava saída à violência albergada nos cidadãos trazendo-lhes prisioneiros que eram assassinados publicamente.

  • Ministério do Amor

O ministério do amor ocupava-se de assegurar a adulación ao Partido. Encarregava-se de detectar aos traidores e fazer com que estes voltassem a amar ao Grande Irmão e ao Partido. Para isso utilizavam todo tipo de torturas físicas e psicológicas. Os cidadãos sabiam realmente pouco a respeito deste ministério pois dizia-se que ninguém que entrasse saía para o contar.

  • Ministério da Abundância

Era o que se encarregava dos aspetos econômicos. Destinava a maior parte do dinheiro a assuntos de guerra e despesas do Partido Interior e uma mínima parte para a comida da que subsistiam as proles. Seus lucros eram continuamente exagerados e inventados pelo Ministério da Verdade.

7.- Como é a casa de Winston?

É um andar pequeno com uma telepantalla na superfície da parede da direita cujo ângulo de visão abrangia quase toda a morada. Possuía uma diminuta cozinha na que poucas vezes ficavam víveres. Ao lado da telepantalla tinha uma mesita na Winston guardava seu diário. O mais relevante era que a colocação da telepantalla deixava uma pequena parte da morada sem vigiar e na que Winston se cobijaba para escrever.

Por que escreve um diário?

Porque seu disconformidad com o Partido obrigava-lhe a fazê-lo. Era uma espécie de sentimento interior que não conseguia controlar do todo e lhe obrigava a delinquir e realizar ações proibidas pelo Partido.

Que significa para ele o escrever?

Penso que o escrever o diário supunha uma forma de saída da pressão à que estava continuamente submetido por um Partido com o que estava totalmente na contramão. Como um desafogo do dia-a-dia que lhe estava destroçando por dentro. Nele tentava expressar o que realmente sentia mas que tinha que esconder depois desse disfarce de conformidade e sumissão.

8.- Dei que são os seguintes elementos e daí função jogam na história:

  • O Grande Irmão

É a representação antropológica do Partido, a encarnación do Ingsoc e seu máximo representante. É uma pessoa que nem sequer se sabe se existe pois não ninguém o viu nunca a não ser em cartazes. Sua figura é quase divina e é amado e respeitado por todos. Todo triunfo, toda descoberta científica, toda sabedoria, toda felicidade, toda virtude, se considera que procede diretamente do Grande Irmão. Não há maneira de saber quando nasceu e podemos estar seguros de que não morrerá. Sua função é atuar como ponto de olhe pára todo amor, medo ou respeito, emoções que se sentem com muita mais facilidade para um indivíduo que para uma organização.

  • A Polícia do Pensamento

É o organismo judicial do governo encarregado de eliminar qualquer forma de pensar que não fosse a do Partido e exterminar qualquer pensamento de rebelião contra ele. Se a um cidadão passava-se-lhe pela cabeça algum pensamento negativo e era descoberto, este era vaporizado pela polícia do pensamento.

  • A telepantalla

Eram aparelhos nos que o Partido tinha colocadas câmeras que gravavam todos os movimentos e palavras dos cidadãos da Oceania e em especial os membros do Partido. Estavam por todos lados e com elas o Partido controlava qualquer signo de rebelião, já fossem frases ou palavras contra ele ou uma simples expressão facial delatora. Só os componentes do Partido interior podiam as desligar e deixar de ser vigiados durante meia hora. Algumas delas estavam ocultas de maneira que podiam delatar a membros do Partido que tinham comportamentos conspiradores quando não se sentiam vigiados. Também serviam como médio propagandístico para o Partido já que por elas enunciavam constantemente seus lemas e eslóganes além de informar de suas vitórias contra o inimigo.

  • Os dois minutos de ódio

Era um período de tempo durante o qual se mostravam aos cidadãos imagens de inimigos e traidores, conseguindo o ponto de maior excitação ao mostrar a imagem de Goldstein, maior inimigo do Partido por tentar conspirar contra ele. Nestes minutos os cidadãos descarregavam toda sua fúria e ódio sobre as imagens que emitia a tela de maneira que a cada vez odiavam mais a Goldstein e a tentativa de traição e amavam mais ao Grande Irmão e suas palavras.

  • Crimental

Era a ação mental de pensar qualquer coisa negativa contra o Partido ou o grande irmão em si. Se era descoberto o crimental era castigado pela Polícia do Pensamento.

  • Vaporizar

Era a ação mediante a qual o Partido se desfazia das pessoas que manifestavam qualquer indício de traição. Se alguém era vaporizado deixava de existir automaticamente, sua pessoa física desaparecia e seus dados pessoais e fotografias eram destruídas de forma que seu passo pela vida ficava totalmente anulado.

  • Sacudidas físicas

Consistiam em sessões de exercício físico que eram emitidas todas as manhãs pelas telepantallas para manter em forma aos componentes do Partido. Estes exercícios eram obrigatórios e durante eles devia ser mostrado uma expressão de estar contente e alegre.

  • Doblepensar

Era a capacidade desenvolvido pelos membros do Partido para poder considerar corretas as contínuas correções feitas pelo governo e as contradições em que consistia o mesmo. É a faculdade de manter duas opiniões contradictorias ao mesmo tempo, albergar na mente duas crenças contrárias. Dizer mentiras ao mesmo tempo que se acha sinceramente nelas. Desse modo se hoje estamos em guerra com Euroasia e amanhã o Partido enuncia que estamos em guerra com Ásia Oriental, usando a capacidade do doblepensar e ainda sabendo que ontem mesmo estávamos em guerra com Euroasia devemos considerar que sempre temos estado em guerra com Ásia Oriental. Sabemos -mas devemos esquecer- que estávamos em guerra com Euroasia mas aceitamos a nova notícia como algo que sempre leva ocorrendo

  • Ingsoc

Era o nome pelo qual era conhecido o Governo. Era o nome do Partido e significava Socialismo Inglês.

  • Buracos de cor

Orifícios feitos nas paredes dos despachos dos diversos ministérios que serviam para destruir papéis desnecessários e demais desperdícios através de um sistema de propulsão de ar que os levava para a central do Partido.

  • Nopersona

Era o termino com o que se designava às pessoas que era vaporizadas pela Polícia do Pensamento ou levadas ao Ministério do Amor. Estas pessoas deixavam de existir em teoria pois não tinha nenhum dado sobre elas que pudesse verificar sua existência.

  • Une Juvenil Antisex

Era uma associação juvenil cujo principal função era a de promover a castidade, a virginidad e a pureza.

  • Caracrimen

Era a expressão facial que indicava à Polícia do Pensamento quando um militante do Partido estava tendo um pensamento na contramão do Ingsoc ou o Grande Irmão. Uma pessoa que era delatada por sua caracrimen normalmente era vaporizada após ser enviada ao Ministério do Amor.

  • Proles

O termo que designava às pessoas pertencentes à classe baixa. Viviam em núcleos isolados em uma grande pobreza e possuíam um nível intelectual muito baixo pelo que não supunham nenhum perigo para o Partido. Sofriam constantemente ataques com bombas-foguete por parte do inimigo ou quem sabe se o próprio Partido. As proles constituíam o oitenta e cinco por cento da população da Oceania.

  • Paracrimen

Era um processo mental de autocontrole mediante o qual uma pessoa freava automaticamente qualquer forma de pensar delituosa em si mesma, contra o Partido ou o Grande Irmão.

  • Partido Interior

Era, de forma hierarquizada, a classe mais alta da sociedade. Os pertencentes ao Partido Interior viviam com mais luxos que nenhum outro cidadão e eles eram quem exerciam o controle do Partido. Viviam com toda classe de luxos e inclusive podiam deixar de ser vigiados tendo a possibilidade de desligar as telepantallas quando eles quisessem durante meia hora.

  • Partido Exterior

Estava situado justo embaixo do Partido Interior, poderia ser considerado a classe média; as pessoas pertencentes ao Partido Exterior viviam em umas condições de vida aceitáveis: tinham moradas dignas, comida, café, fumo, e ginebra da vitória. Tinham que mostrar uma fé cega no Partido e o Grande Irmão e para se assegurar disso o Partido os tinha submetidos a uma vigilância constante por seus espiões, telepantallas, etc.

  • Negroblanco

Significa a boa e leal vontade de afirmar que o negro é branco quando a disciplina do Partido o exija. Também se designa com essa palavra a faculdade de achar que o negro é branco, mais ainda, de saber que o negro é branco e alguma vez se achou o contrário.

  • Vidapropia

Consistia em fazer algo que implicasse uma inclinação à solidão, embora só fosse dar um passeio. Qualquer ação que denotasse individualismo e excentricismo.

9.- Comenta as três consigna do Partido, tratando de explicar que significam: “A guerra é a paz”, “A liberdade é a escravatura” e “A ignorância é a força”.

  • A guerra é a paz

A guerra era uma garantia de sensatez. Com respeito às classes dirigentes era o travão mais seguro. Como a guerra era um fato contínuo desaparece toda necessidade militar. Os três superestados eram inconquistáveis; isso permitia aos dirigentes certa tranquilidade para governar seu estado como um mundo separado dentro do qual pode ser levado a cabo qualquer perversão mental.

Os dirigentes viam-se obrigados a manter à população para que esta não morresse em quantidades extremas. Deviam ser mantido em todo momento no mesmo nível de baixa técnica militar que seus rivais.

A guerra servia para livrar-se dos excedentes produzidos, de modo que o nível de pobreza mantinha-se e a classe baixa nunca evoluía tanto culturalmente como em seu nível de vida. Isto assegurava ao Partido contra uma rebelião que deveria ser realizado com força e inteligência. Por isso enquanto a guerra se mantivesse não teria nenhuma tentativa de sublevarse ante o Partido, para o qual existiria uma paz permanente. Assim poderíamos dar explicação à consigna do Ingsoc da “guerra é a Paz”.

  • A liberdade é a escravatura

Pode ser referido às proles os quais trabalham para o Partido durante amplas jornadas em regime poderíamos de dizer de escravatura mas no entanto são livres, pois não são vigiados pelo Ingsoc de maneira que não importa sua forma de pensar e de atuar ante qualquer situação.

Os membros do Partido carecem totalmente desta liberdade pois não podem eleger de modo algum. Exige-se-lhes opiniões que se considerem boas e inclusive instintos ortodoxos, pois se uma pessoa é ortodoxa por natureza saberá em qualquer circunstância, sem se parar ao pensar, qual é a crença acertada ou a emoção desejável.

  • A Ignorância é a Força

As proles continuariam de geração em geração trabalhando, procreando e morrendo, não só sem sentir impulsos de rebelião senão sem chegar a compreender que esta poderia ser realizado e melhorar suas condições de vida. Só poderiam ser convertido em perigosos se a necessidade militar obrigasse aos educar melhor, mas como os aspetos da guerra passaram a ocupar um segundo plano, não existe perigo algum. As opiniões que tenha a massa se consideram indiferentes. O passado é continuamente modificado de maneira que o proletario tolera em parte as condições de vida impostas porque não tem com que as comparar e se crê em melhores condições que seus antepassados. A ignorância na que vivem imersos as proles (o oitenta e cinco por cento da população) constitui a força do Partido, sua continuidade sem nenhum tipo de risco.

10.- Como se desenvolve a vida afetiva nesta sociedade?

Estavam totalmente proibidas a promiscuidad entre membros do Partido e os relacionamentos com prostitutas. O Partido pretende eliminar o sentimento de amor dos laços familiares e o erotismo dos relacionamentos sexuais.

Os relacionamentos entre membros do Partido tinham como única finalidade o engendro de filhos, eliminava-se o prazer e o carinho. Inclusive tinha associações como a Une Juvenil Antisex que promoviam a soltería por parte dos dois sexos e defendia a reprodução por inseminación artificial. Os meninos educavam-se segundo estas idéias.

Que emoções estão anuladas da vida antiga?

Algumas das emoções da vida antiga -as que não interessavam ao Partido- ficavam totalmente anuladas: o amor -se não era para o Grande Irmão -, o carinho, os ciúmes, a paixão -a não ser que fosse pelo Partido -, a confiança, a piedade ou a compaixão.

Que emoções predominam? Por que?

As emoções que predominam são o ódio, a ira, a desconfiança, a fúria, etc., todas elas dirigidas para o inimigo e a traição em si; e o amor, admiração, confiança, etc., para o Grande Irmão.

Ao Partido interessa-lhe que as emoções de amor sejam só e exclusivamente para o Grande Irmão. Leste era outro modo de assegurar ortodoxia, algo caro, pois é mais fácil amar a uma pessoa que a uma organização, mas que se conseguia com a correta educação.

Que concepção têm da sexualidade?

A concepção da sexualidade estava alterada de como a conhecemos nós. O Partido pretendia eliminar o erotismo e o prazer dos relacionamentos sexuais, de modo que o sexo era percebido como algo incómodo que tinha que fazer pelo bem do partido. O ato sexual ficava unicamente como um ato de reprodução para conseguir novos devotos do partido eliminando a concepção de exercício placentero que tinha antes da revolução. Os meninos eram educados pelo Partido para ver isto assim, de maneira que em poucas gerações o sexo perderia qualquer significado que não fosse o da reprodução.

11.- Que quer dizer a frase: “O que controla o passado, controla também o futuro. O que controla o presente, controla o passado”? Está de acordo com ela?

O que controla o passado, controla também o futuro. O que controla o presente, controla o passado. Está frase poderia ser explicado da seguinte maneira, existe o passado concretamente, no espaço? Não, o passado só existe nos documentos e nas memórias dos homens.

O Partido controla todos os documentos através do Ministério da Verdade e a modificação contínua de jornais, poemas, etc.; e todas as memórias dos homens através da autodisciplina que têm inculcado a estes e a utilização correta de atos como o doblepensar além da sumissão que apresentam ante o partido.

Como o partido pode controlar o que passou, isto é, o passado, também pode controlar o que passará, o futuro. Pode ser arriscado a enunciar qualquer predição sem medo, pois se ocorre outra coisa diferente do enunciado, automaticamente os documentos serão modificados pelo Ministério da Verdade de maneira que o Partido predizia a coisa acontecida e não a anterior; o Partido, ao controlar o passado controla também o futuro. Este controle do passado pode ser conseguido mediante o total controle do presente que possui o Ingsoc através de seus Ministérios.

Eu não estou totalmente de acordo com isto, pois o Partido poderá controlar os dados que verifiquem que passou uma coisa ou outra mas não podem mudar o que realmente passou, que é totalmente inmutable. Acho que é demasiado exagerado dizer que o Partido controla o passado; em todo caso controla o que a gente pensa que passou, isto é, o pensamento da gente a respeito do passado.

12.- Em que consiste o trabalho de Winston no Ministério da Verdade?

Winston trabalha no Departamento de Registro e sua função é a de alterar as notícias publicadas no Times com o fim de que estas verifiquem às emitidas pelo Partido. Desta forma o Partido sempre leva a razão e suas verdades são as únicas válidas pois toda a informação é manipulada para que isto seja assim. É um trabalho muito complexo e esgotador, pois o Partido está continuamente emitindo notícias contradictorias que requerem o sobreesfuerzo do Departamento de Registro.

13.- Que é a neolengua?

Neolengua era a língua oficial da Oceania e foi criada para solucionar as necessidades ideológicas do Ingsoc. Ainda no 1984, ano no que se desenvolve a novela, não tinha ninguém que utilizasse a neolengua como elemento único de comunicação, nem falado nem escrito.

Em que consiste o trabalho de preparação da 11ª Edição do Dicionário de neolengua?

A onceava edição é a definitiva. O trabalho de preparação consistia em destruir palavras, centenas de palavras a cada dia. As principais palavras a destruir eram os adjetivos e os verbos, os sinónimos e também os antónimos. Sua finalidade é limitar o alcance do pensamento.

Que te parece? Pára que o fazem?

Parece-me um instrumento mais de manipulação de massas do Partido. É uma forma inteligente de assegurar ainda mais a ortodoxia. Com este nova linguagem o Partido fornecia de meios de expressão a suas devotos ao mesmo tempo que impossibilitava toda forma de pensamento herético -um pensamento na contramão do Ingsoc era impensable, ou pelo menos enquanto a linguagem depende das palavras e não existiam palavras para o expressar -. Seu vocabulário estava construído de tal modo que desse a expressão exata e com frequência de um modo #sutil à cada significado que um membro do Partido quisesse expressar, excluindo outra forma de pensar e segundos sentidos. O objetivo da neolengua era diminuir a área do pensamento reduzindo o número de palavras ao mínimo indispensável. Deste modo ficava uma linguagem simples e pobre, mas ortodoxo.

14.- Que papel joga a guerra no contexto da sociedade que se descreve neste livro?

A guerra jogava um papel muito importante nesta sociedade, pois era a via de saída para os excedentes produzidos. Com o acréscimo de excedentes poderia ser melhorado o nível de vida da sociedade, de maneira que ao viver melhor, a prioridade desta já não seria sobreviver senão outras coisas como a cultura. Deste modo se fariam mais inteligentes e descobririam a manipulação à que estavam submetidos tentando sublevarse. Eliminando os excedentes, o governo asseguraria o analfabetismo e a ignorância de forma que poderiam viver sem medo a uma rebelião, é mais, com o apoio da sociedade manipulada (a ignorância é a força).

Que posição defende Goldstein sobre ela?

Coincide em que serve para consumir o restante de bens e ajuda a conservar a atmosfera mental indispensável para uma sociedade hierarquizada. A guerra não consistia em lutar um estado contra outro, senão a cada grupo dirigente contra seus próprios súbditos; o objeto da guerra não é defender ou conquistar territórios, senão manter a estrutura da sociedade. A guerra ao fazer-se constante deixou de existir: é como se os três superestados chegasse ao acordo de paz sem traspassar nenhum as fronteiras do outro. A cada um seria um mundo fechado e independente livre da influência do perigo externo. Uma paz que fora para valer permanente viria a dizer o mesmo que uma guerra permanente nesta sociedade.

Que opinião te merece sua teoria?

Parece-me que Goldstein descreve em sua teoria a utilização da guerra para manter a paz justo da forma na que a utiliza o Partido. A opinião de Goldstein adapta-se extraordinariamente bem ao sistema da sociedade criada pelo Ingsoc, embora isto seria facilmente explicable, pois a teoria de Goldstein foi criada pelo mesmo Partido.

15.- Quais são os princípios que defende Emmanuel Goldstein?

Enmanuel Goldstein defendia uns princípios intoleráveis para o Partido como eram a liberdade de palavra, a liberdade de imprensa, a liberdade de reunião e a liberdade de pensamento. Também defendia que devia ser assinado a paz com Euroasia e mantinha que a revolução era traída.

Por que acha que se lhe considera o “inimigo do povo”?

Goldstein era o renegado que desde fazia muito tempo era uma das figuras principais do Partido, quase com a mesma importância que o Grande Irmão, mas que depois se tinha dedicado a atividades contrarrevolucionarias. era condenado a morte e tinha-se escapado desaparecendo misteriosamente para sempre. Era o traidor por excelência, o que antes e mais que nenhuma outra pessoa manchava a pureza do Partido. Todos os crimes contra o Partido, todos os atos de sabotagem, heresias, desvios e traições de toda classe se encontravam diretamente relacionadas com Goldstein e seus ensinos. Caberia a possibilidade de que se encontrasse em algum local do inimigo, a salário de seus amos estrangeiros -de Euroasia ou da Ásia Oriental-, ou inclusive era possível que estivesse escondido em algum local da Oceania.

Goldstein atacava fortemente as doutrinas do Partido acusando-o de exercer uma ditadura. O povo, isto é, a sociedade tinha uma fé cega no Partido manifestando um enorme sentimento de coesão para ele condenando assim imediatamente qualquer ato em seu contra. Goldstein era, por seus ensinos e pensamentos, o maior inimigo do Partido e portanto o inimigo do povo.

16.- Comenta o último capítulo. Como termina a história?

Deixaram a Winston em liberdade. Deram-lhe um trabalho muito simples ao que tinha que ir duas vezes em semana: era nomeado membro de um subcomité de outro subcomité que dependia de um dos inumeráveis subcomités que se ocupavam das dificuldades de menos importância propostas pela preparação da onceava edição do Dicionário de Neolengua. Tinha outros quatro no subcomité e às vezes iam-se do trabalho mal chegar pois reconheciam sinceramente que não tinham nenhuma tarefa que fazer. Cobrava bem e o dinheiro o gastava bebendo em um canto do café da Nogueira junta a sua instância do Times e um tabuleiro de ajedrez, agora aquilo era seu único consolo e sua única distração; desde as quinze até a hora de fechar passava o tempo todo ali.

Em um dia encontrou-se com Julia. Esta estava mudada. Tinha o rosto mais demacrado e uma longa cicatriz, oculta em parte pelo cabelo, que lhe cruzava a frente e a sien. Seu cintura tinha-se alargado e toda ela estava rígida. Ambos se confessaram sua traição, considerando que quando se desejaram a tortura um ao outro o tinham feito com total sinceridade e que após aquela recíproca traição nenhum dos dois sentia o mesmo pelo outro.

Agora Winston vivia imerso na monotonia e a rotina esperando que chegasse no dia no que lho levassem ao Ministério do Amor e lhe disparassem de uma vez por todas no cérebro. Lamentava-se do tempo que lhe tinha custado atingir a sensatez e a perfeição, pois definitivamente agora amava ao Grande Irmão.

Que te parece?

Parece-me muito pessimista pois a luta que mantém Winston contra o Partido durante todo o livro lhe dá ao leitor um ápice de esperança que fica destroçado com este final. Após tudo é um final mais ou menos aberto pois ficam questões sem revolver como se existia realmente o grande irmão e quem era se fosse assim, como podia o Partido introduzir nos sonhos de seus membros -recordemos que Ou' Brien falou em sonhos a Winston-, se existia a Irmandade ou era outro invento do Partido, etc.

17.- Opinião Pessoal

foi um livro que se me tem feito interessante devido ao curioso do mundo que descreve Orwell para uma sociedade futura, isto é, nossa sociedade.

Um grande conteúdo político é refletido no livro no que Orwell faz uma reflexão enorme de como seria uma sociedade guiada pelo totalitarismo político por parte do estado e como são manipuladas as pessoas para manter o poder a costa de sacrificar seus valores e sentimentos ou lhes os fazer guiar para onde os governantes desejem.

Deixando a um lado o conteúdo poderíamos dizer político, possui um grande fio argumental que consegue enganchar ao leitor lhe fazendo viver o papel de Winston em suas próprias carnes e conseguindo que se estremeça quando Orwell relata as torturas às que é submetido a personagem no Ministério do Amor.

Apesar de tudo, feito em falta um final feliz, pois gostaria que Winston vivesse felizmente com Julia e que fizesse de uma rebelião junto às proles desbancando ao Ingsoc e ao próprio Grande Irmão do poder estabelecendo assim uma sociedade democrática.

Eliminando minhas preferências argumentales acho que o final eleito por Orwell, isto é, o desvincule da história é o final mais real pois dificilmente conseguisse desmontar um sistema político totalitario tão bem organizado.

Embora tenho de confessar que quando anunciou os livros que tínhamos que ler para a matéria de filosofia ao longo do ano este foi o que me pareceu menos atraente o livro gostei muito, inclusive mais que os de de as anteriores avaliações.