Estados Unidos

INTRODUÇÃO

Nas ecossistemas prévios ao aparecimento da agricultura os seres humanos não intervinham de maneira decisiva para modificar os equilíbrios autorregulados naturais, senão que se limitavam a aproveitar seus frutos. As plantas e os animais estavam adaptados às condições climáticas, à temperatura, a umidade, as variações estacionales e os chãos. Os ciclos biológicos estabelecidos durante longos períodos de coevolución das espécies presentes no médio asseguravam a continuidade autorreproducida dos processos biológicos e a circulação dos nutrientes em ele interior do sistema, sem mais contribua externo que a energia do Sol.

Os seres humanos faziam parte da ecossistema natural, viviam nele e dele e lhe restituíam as matérias nutrientes através de seus dejetos.

Quando cresce a população humana ou suas necessidades materiais, as ecossistemas naturais podem deixar de fornecer os suficientes produtos vegetais e animais aprovechables como alimentos ou outras matérias úteis para o ser humano. Sua capacidade de sustentação reduz-se. Se a população humana aumenta acima dessa capacidade e descarta-se a emigração a outras ecossistemas, os grupos humanos devem recorrer à agricultura e o gado.

A agricultura da época industrial introduz quatro novidades importantes: melhoria genética, mecanización dos labores, uso de fertilizantes e pesticidas sintéticos e expansão de regadíos.

Até faz quatro décadas, os rendimentos agrícolas baseavam-se nos recursos internos, a reciclagem da matéria orgânica, mecanismos de controle biológico e padrões de chuvas. Os rendimentos agrícolas eram modestos mas estáveis. A produção estava salvaguardada porque no campo cultivava-se mais de um produto ou variedade no tempo e o espaço, como um seguro contra o aparecimento de pragas ou a severidad climática. O nitrógeno do chão era restabelecido pela rotação dos principais cultivos com legumes. As rotações destruíam insetos, malezas e doenças graças à ruptura efetiva dos ciclos de vida destas pragas. Um típico agricultor de milho semeava milho em rotação com diversos cultivos, como soya, e a produção de grãos menores era intrínseca para manter gado na propriedade rural. A maior parte do trabalho fazia-o a família, que era dona da propriedade rural, com ajuda externa ocasional. Não se comprava equipe nem se usavam insumos externos (Altieri 1194; Audirac 1997).

Na atualidade outras novidades, estas de caráter econômico-social, contribuem também decisivamente a transformar a agricultura: a orientação ao mercado e a especialização.

A introdução de variedades vegetais e animais geneticamente modificadas deu um salto muito rápido, permitindo obter rendimentos em ocasiões 10 ou mais vezes superiores aos tradicionais.

Com a moderna indústria química produzem-se fertilizantes, insecticidas e herbicidas que permitem restituir nutrientes ao chão, combater insetos nocivos, parasitas e pragas e eliminar más ervas. O uso de abonos fabricados a partir de minerais extraídos do chão e subsolo permite aumentar o rendimento das colheitas. Estas mudanças permitem atingir uns elevados níveis de produção nas colheitas e uma poupança de trabalho humano.

A MECANIZACIÓN DA AGRICULTURA

A mecanización substitui o trabalho humano e a tração animal com várias vantagens. Permite poupar mão de obra e intensificar os labores, já que as máquinas podem mobilizar grandes quantidades de energia e não precisam descanso. Enquanto estão ociosas, ademais, não consomem alimento, como o gado de labor.

Tinha-se ido deslocando a produção familiar substituindo-a a cada vez mais por uma agricultura orientada ao mercado, na que o trabalho era um elemento essencial de custos (e não um porte familiar de trabalho cujo valor não se calculava) que os empresários cultivadores tinham interesse em poupar.

Por outra parte, os progressos no transporte graças à aplicação do vapor ao transporte terrestre e ao marítimo abarataron drasticamente os custos, permitindo a unificação do mercado mundial e com isso chega a competitividade.

A mecanización do campo em Espanha é um fenômeno posterior à Guerra Civil de 1936-1939. Depois de uma lenta decolagem nos primeiros 20 anos, o número de tractores se quintuplicó nos anos sessenta e duplicou-se nos 70. Logo o crescimento fez-se mais lento até atingir cerca das 800.000 unidades. Os motocultores e as colheitas experimentar-vos também um crescimento espetacular.

A MELHORIA GENÉTICAS, Os FERTILIZANTES, Os HERBICIDAS E Os INSUMOS FITOSANITARIOS

A grande demanda de cereais devida ao crescimento da população europeia e norte-americana no século XIX propôs agudamente a necessidade de intensificar a contribuição de nutrientes anões momentos em que ficavam poucas terras cultivables por roturar e cultivar (e as que ficavam eram as piores) e em que qualquer novo acréscimo da produção agrícola parecia requerer um acréscimo do rendimento por unidade de superfície, ao mesmo tempo que o aproveitamento dos fertilizantes tradicionais, estiércol e abono verde, parecia haver chegado ao limite.

A aplicação de abonos inorgânicos permite aproveitar o chão sem recorrer ao barbecho nem à rotação de cultivos, e fez possível incrementar enormemente a produção agrícola mediante o cultivo interrompido e o uso de terras marginales. Sua aplicação nos países industrializados generalizou-se nos anos anteriores à Segunda Guerra Mundial, e sobretudo, após esta guerra.

Já no século XX o acréscimo do consumo de fertilizantes, obstante, se acompanhou da obtenção de variedades selecionadas de cereais com maior capacidade para absorver nutrientes. Mediante a melhoria genética pôde-se incrementar o índice de colheita ou parte do grão em relacionamento com a biomasa aérea total, que nas primeiras variedades domesticadas do trigo era de 20% para 1920 passou ao 30% e em 1990 atingiu o 50%. Com isso se esta cerca do limite absoluto alcanzable postulado pelos biólogos teóricos em um 62%: como não pode ser ultrapassado essa percentagem sem privar o resto da planta da energia que precisa para viver, comprovamos que também os processos de melhoria vegetal todo tem um limite… que estamos bem perto de atingir (Brown, 1999, 242). Os rendimentos do trigo chegaram em 1995 no Reino unido a um record histórico de 77 Qm/tem . Os recordes para os outros cereais nesse mesmo ano foram de 48 QM/tem. Para a arroz no Japão e 79 Qm/tem para o milho nos EEUU (Brown, 1997, 12).

O abono inorgânico é fácil de armazenar, adquire-se pronto para o uso e presta-se à distribuição mecânica, e por tanto requer menos mão de obra que o estiércol e o abono verde. A redução de custos que supõe a poupança de mão de obra foi um fator decisivo na a substituição do abono orgânico pelo inorgânico. Ademais, como tem mais concentração de elementos fertilizantes que o orgânico, bastam quantidades menores. A diferença do estiércol, não depende da existência de uma cabaña ganadeira cercam.

Em soma é um fertilizante mais congruente com uma agricultura rentabilista (sempre seu preço de custo seja suficientemente baixo).

O uso de abonos inorgânicos, não obstante, tem problemas. O abandono do estercolado, sobretudo nas explorações extensivas, degrada a qualidade do chão por falta de matéria orgânica. Esta confere ao chão, em forma de humus uma textura esponjosa mais apta para reter a umidade, preservar a microfauna os microrganismos que enriquecem o chão, evitar a erosão e assegurar um maior rendimento biológico em longo prazo.

Os chãos sem matéria orgânica compactam-se ou se mineralizan em excesso. Quando se aplica abono inorgânico em quantidades excessivas, o que as raízes não absorvem pode ser arrastado por lixiviação para as águas superficiais ou subterrâneas, as contaminando. A eutrofización ou - passo de um estado pobre de nutrientes (oligotrófico) a outro rico em nutrientes (eutrófico), de rios, lagos e mares devido ao excesso de fosfatos ou nitratos que vão parar a eles desorganiza as ecossistemas aquáticos, geralmente em benefício de certas algas e em detrimento das populações animais, com a consequente redução da riqueza pesqueira. Ao decompor-se as algas depois de sua morte, as bactérias descomponedoras consomem grande quantidade do oxigênio presente à água, provocando a morte dos peixes. Em casos extremos lega-se a situações anaerobias, com formação de sulfuro de hidrogênio de cheiro pútrido ou de metano chamado “gás dos pântanos”.

O consumo de fertilizantes no mundo passo de 14 milhões de toneladas em 1950 amas de 140 milhões em 1989. Posteriormente estancou-se e inclusive retrocedeu nos países industrializados, mas seguiu crescendo nos demais países (Brown, 1998, 17). Em Espanha o consumo de fertilizantes inorgânicos experimentou seu grande salto adiante nos anos 50 e 60 do século XX e atingiu em 90 níveis de consumo que multiplicam por 7 (fosfatos), por 12 (potasa) ou por 100 (abonos nitrogenados) os níveis de 1945.

As AGRICULTURAS DE HOJE

Hoje o monocultivo, aumentou de maneira drástica em todo mundo, principalmente através da expansão geográfica anual dos terrenos dedicados a cultivos individuais.

O monocultivo implicou a simplificação da biodiversidade dando como resultado final uma ecossistema artificial que requer constante intervenção humana baixo a forma de insumos agroquímicos, os quais, além de melhorar os rendimentos só temporariamente, dão como resultado altos custos ambientais e sociais não desejados.

A mudança tecnológica favoreceu principalmente a produção e exportação de cultivos comerciais produzidos, sobretudo, pelo setor das grandes propriedades rurais, comum impacto marginal na produtividade dos cultivos para a segurança alimentária, mayormente em mãos do setor camponês. (Pretty 1995).

Há que dizer que nas áreas onde se realizou a mudança progressiva de uma agricultura de subsistencia a outra de economia monetária, se puseram em evidência grande quantidade de problemas ecológicos e sociais: perda de autosuficiencia alimentária, erosão genética, perda da biodiversidade e do conhecimento tradicional, e incremento da pobreza rural (Conroy et ao 1996).

Os defensores da Revolução Verde sustentam que os países em desenvolvimento deveriam optar por um modelo industrial baseado em variedades melhoradas e no crescente uso de fertilizantes e pesticidas a fim de fornecer uma provisão adicional de alimentos a suas crescentes populações e economias

Mas como analisamos anteriormente, nem a biotecnología reduz o uso de agroquímicos nem aumenta os rendimentos da terra.

E dado isto um grande número de agricultores, ONG e defensores da agricultura sustentável propõem que no local desta focagem intensiva de capital e insumos, os países em desenvolvimento deveriam propiciar um modelo agroecológico que dá ênfase à biodiversidade e que lhes forneça uma autosuficiencia alimentária.

E aqui encontramo-nos com a agroecología.

Cujas caraterísticas são:

  • Baseia-se no conhecimento indígena e a racionalidade camponesa.

  • São economicamente viables, acessíveis e baseadas nos recursos locais

  • São sãs para o médio ambiente, sensíveis desde o ponto de vista social e cultural.

  • Evitam o risco e adaptam-se às condições do agricultor.

  • Melhoram a estabilidade e a produtividade total da propriedade rural e não só de cultivos particulares.

As causas reais da fome são a pobreza, a desigualdade e a falta de acesso aos alimentos e a terra. Demasiada gente é muito pobre (ao redor de duas mil milhões sobrevivem com menos de um dólar ao dia) para comprar os alimentos disponíveis (com frequência com uma pobre distribuição)ou carecem de terras e os recursos para semeá-la ( Lappe o ao 1998). Por que a verdadeira raiz da fome é a desigualdade, qualquer método desenhado para reforçar a produção de alimentos, mas que agudice esta desigualdade, fracassará no propósito de reduzir a fome. Pelo contrário, só as tecnologias que tenham efeitos positivos na distribuição da riqueza, o rendimento e os ativos, que estejam a favor dos pobres, poderão em realidade reduzir a fome. Felizmente tais tecnologias existem e podem ser agrupado baixo à disciplina da agroecología.

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