Estados Unidos

ÍNDICE

PÁGINA

ÍNDICE 1

1.- INTRODUÇÃO 2

2.- O LIVRO 2

3.- O AUTOR 2

4.- CONTEÚDO 3

5.- CONSIDERAÇÃO FINAL 51.- INTRODUÇÃO.

Neste trabalho vou tratar de resumir as idéias que o autor do livro “O homem anumérico”, John Allen Paulos, quer nos fazer chegar.

Ante a falta de cultura numérica na sociedade atual, o autor realiza um ensaio que nos faça ver como o anumerismo ou “incapacidade de manejar comodamente os conceitos fundamentais de número e casualidade” (Paulos, J.A., 2000: 9) faz com que esta sociedade caia em erros apreciativos sobre a gravidade (ou levedad) de algumas afirmações e/ou atividades que emanam destas, e poder assim emitir um julgamento mais objetivo sobre elas. Para isto, tem de se entender primeiro que é anumerismo, quais são suas causas inclusive em pessoas que receberam uma formação acadêmica adequada, em que facetas da vida nos pode afetar o anumerismo e quais podem ser as soluções.

2.- O LIVRO.

2.1.- A edição: Título: “O homem anumérico. O analfabetismo matemático e suas consequências.”

Título do original:Innumeracy: Mathematical Illiteracy and Its Consequences

Autor: John Allen Paulos.

Editorial: Tusquets Editores, S.A. Barcelona.

Edição e páginas: 5ª edição, setembro de 2000. 208 páginas.

ISBN: 84-7223-646-3

2.2.- O conteúdo: O livro está redigido como se fosse uma pequena recopilação de artigos independentes com um fundo comum. Isto é, pode ser lido indistintamente um apartado da cada capítulo sem medo a nos perder por não haver lido os anteriores, já que, de modo geral, é totalmente independente.

Sim vejo o seguimento de um esquema geral, com uma introdução sobre a situação atual, como estamos “de anumerismo”, com exemplos. Depois segue uma pequena dissertação sobre as prováveis causas desta situação (má formação dos professores, os matemáticos não são tidos em conta...), para seguir posteriormente, após explicar as possibilidades que oferecem as técnicas matemáticas e mais concretamente a estatística, com algumas possíveis soluções à situação.

3.- O AUTOR.

John Allen Paulos é doutor em matemáticas pela Universidade de Wisconsin e ensina esta disciplina em tempere-a University de Filadelfia. Além de colaborar com a imprensa de seu país, escreveu diversos artigos acadêmicos sobre lógica matemática, probabilidade e filosofia da ciência, e é autor de livros de grande sucesso como “Para além dos números”, “Um matemático lê o jornal” e “Érase uma vez um número”

4.- CONTEÚDO.

4.1.- EXEMPLOS E PRINCÍPIOS

Neste capítulo, o autor indice especialmente e mediante vários exemplos na facilidade de manejar grandes números mediante o uso de várias técnicas numéricas, estranhando da falta de rigor na utilização destes números por parte dos meios de comunicação ou seu uso para buscar um efeito mais efetivo. Também nos inicia no campo das probabilidades com as técnicas necessárias para calcular a possibilidade de que algo possa acontecer em um conjunto de ações.

4.2.- PROBABILIDADE E COINCIDÊNCIA

Aqui, Paulos vem a refutar o fato de que as coincidências não existam, utilizando para isso simples estatísticas. Por exemplo, indica que, reunidos um grupo de 23 pessoas ou mais, há um 50% de possibilidades de que duas dessas pessoas cumpram anos no mesmo dia (não em um dia concreto, senão em um dia qualquer). Este fato seria considerado como casualidade por alguns ou como algo “significativo” para quem queira buscar outras causas, mas é somente a conclusão do cálculo de probabilidades. Utilizando esta técnica, podemos ver como, citando ao autor, “(...) podemos dizer que até os acontecimentos raros são completamente previsíveis” (Pág. 78). Não obstante, tendemos a recordar o “casual” ou “incrível” de um fato, em vez de dar-nos/dá-nos conta de que é uma possibilidade mais entre todas as que há.

4.3.- A SEUDOCIENCIA

O uso que a maioria dos “vivillos” faz do anumerismo imperante é o crescente afloramiento de seudociencias que baseadas em umas bases sem fundamento algum, chegam a conclusões que têm de ser tidas como certas, mas que ao invés da autêntica ciência não passam pelos devidos controle empíricos nem são refutables, senão que devem ser seguidos com fé.

A astrología, que sendo uma seudociencia que vem de antigo, é seguida por muitos milhares de fiéis #lhe, mas que no entanto por ativa e por passiva, mediante estudos fidedignos, se demonstrou que não tem um índice relevante de aciertos, mais que os que a simples casualidade pode fazer coincidir.

A numerología, suposta ciência na que seguindo um valor estabelecido para as letras, se conseguem resultados surpreendentes. Estes resultados deixam de ser surpreendentes quando nos damos conta de que os valores numéricos atribuídos são manipulados interesadamente para conseguir um resultado concreto. Assim, se realizamos somas, resta multiplicações e/ou divisões suficientes, de um conjunto qualquer de números podemos chegar ao que queiramos.

Estas seudociencias apoiam-se grandemente no que se conhece como “efeito Jeane Dixon”, segundo o qual -em palavras do autor- as relativamente poucas predições corretas são proclamadas aos quatro ventos (...) enquanto as frustradas, bem mais numerosas, são convenientemente esquecidas.

Neste campo também podem ser incluído os sonhos proféticos, a controvérsia entre a existência de vida extraterrestre e o OVNI, etc.

4.4.- A QUE SE DEVE O ANUMERISMO?

Neste capítulo, o autor trata de buscar as razões que levaram a esta situação, sendo para ele as seguinte as mais importantes:

  • Educação insuficiente, causada em parte por uns maestros mau pagos e com pouca base matemática (segundo Paulos, os matemáticos renunciam a um emprego pouco remunerado e pouco prestigioso para eleger outros setores, como a banca).

  • Pouco conhecimento das aplicações reais das matemáticas em aspetos ou setores diversos da vida quotidiana, o que leva a esquivar “” as matemáticas à hora de eleger matérias.

  • O tratamento das matemáticas como “ciência oculta” ou religião, sem buscar o prazer das matemáticas lúdicas ou os aspetos mais atrayentes da mesma.

  • A tendência da gente a individualizar, a personalizar todos os aspetos da vida, em vez de buscar uma visão subjetiva deles.

  • O filtrado das situações quotidianas, que faz com que as coisas originais, raras, recebam muita publicidade e realmente faça ver as coisas como não são. Assim, recebe muita publicidade uma morte por intoxicação por cianeto, enquanto não se ouve mal falar das mortes por AIDS (quando deixou de ser notícia).

  • Nossa tendência a aplicar nossos preconceitos, conhecimentos, sentimentos, etc. À hora de tomar decisões, sem buscar a racionalidade dos números, que nos podem faz ver as coisas desde outra ótica.

4.5.- ESTATÍSTICA, COMPROMISSO E SOCIEDADE

Em que medida afeta o anumerismo ao funcionamento da sociedade atual? O autor dá-nos a conhecer aqui algumas situações nas quais a falta de cultura matemática podem afetar a nossos relacionamentos. Isto pode ser visto em vários aspetos, como são a tomada de decisões ante um negócio (Vale a pena correr o risco, quiçá deveria ser feito um estudo de mercado?), utiliza o paradoxo dos presos para fazer-nos/fazê-nos ver como apesar de que ante algumas decisões com respeito a algum negócio com outra pessoa as matemáticas nos demonstram que nos interessa ser “legal” e permanecer fiel a nosso compromisso, buscamos razões para nos assegurar um mínimo e ao final saímos perdendo por ser individualistas.

Todos esses inquéritos e estudos sobre um conjunto de pessoas devem seguir umas pautas e ser consideradas em sua justa medida, com as medidas corretoras pertinentes; se não o fazemos assim corremos o risco de chegar a conclusões errôneas, que podem nos levar a tomar decisões também errôneas. Ademais, não somente há que medir as probabilidades de que tenha uma melhoria tomando uma decisão, senão que também tem de se medir a situação que se produz se não se toma essa decisão.

5.- CONSIDERAÇÃO FINAL.

No fundo considero que a situação que ensina o autor se acerca muito a nossa realidade, e desgraçadamente me sento identificado com alguma das situações de anumerismo que assinala. Não obstante, considero que alguns dos exemplos utilizados não são sinal deste “mau”, senão mais bem pequenas liberdades que nos tomamos ao falar, exageros sem nenhuma má intenção ou buscando esse efeito narrador que parece afetar tanto ao escritor. Chamou-me a atenção uma pequena alínea sobre a inconsistencia de um comentário feito por um médico, que vem a dizer assim:

“(...)chegou a afirmar que certo tratamento que estava considerando: a) apresentava um risco de um entre um milhão; b) era seguro ao 99%; e c) normalmente saía à perfeição. (...) esta nova amostra de anumerismo não me surpreende o mais mínimo.” (Pág. 18).

Não acho que esta alínea possa servir como exemplo de anumerismo e inclusive que poderia ser um exagero na “caça de bruxas” realizada pelo autor. Quando um médico utiliza os termos assinalados, vem a dizer que a técnica é muito segura, dentro do campo médico, que é um campo onde a segurança total não existe.

Assim mesmo, ainda não entendi a crença de Paulos de que as mulheres rehuyen com mais ahínco as matemáticas em sua formação, pelo que, deduzo, têm menor cultura matemática. Não posso compartilhar esta idéia do autor e não estando a mesma corroborada por dados objetivos devo a recusar plenamente.

Pelo demais o livro, tocando um tema da realidade atual, pareceu-me muito interessante e levado com uma focagem literária que faz as matemáticas mais próximas, mais nossas. Não obstante, sigo pensando que há um espaço intermédio entre o “anumerismo” da sociedade e a racionalidade numérica do autor.

PAULOS, J.A. (2000). O homem anumérico. Barcelona: Tusquets Editores, S.A. (Guarda de portada).

“Homem anumérico, O”

5 de 5.

Para acessar o documento na íntegra, nós convidamos você a fazer o download do documento.
Descarregar
56 Kb
Compartilhar este documento :

Não há comentários para mostrar.

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário

Criar uma conta

Crie uma nova conta em nossa comunidade. É fácil!


Crie uma nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.


Entrar Agora
×