Onze minutos; Paulo Coelho

Literatura hispanoamericana contemporânea do século XX. Narrativa. Novela. Sexualidade. Conteúdo. Personagens

  • Enviado por: Santino
  • País: Peru Peru
  • 20 páginas
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FICHA DE LEITURA APLICÁVEL À NOVELA

“Onze Minutos”

'Once minutos, Paulo Coelho'

A Ou T OuR : Paulo Coelho

N A C I Ou N A L I D A D: Brasileira

G É N E R Ou: Narrativo

E S P E C I E: Novela

I.- EXORDIO

A sexualidade perdeu o rumo, quando tanto e tanto se disse sobre ela. Quanta mais normativa, quantos mais manuais de como fazer feliz na cama a um homem ou a uma mulher, mais longe da própria sexualidade, mais longe do próprio instinto.

O que sabemos é que é que o romancista diz que além das experiências da mulher, uma prostituta que conheceu em Genebra quando concedia autógrafos em uma livraria e que em poucos dias lhe contou toda sua vida, a novela inclui suas próprias experiências. O brasileiro alega que precisou 55 anos e em um mês para escrever a nova obra: "55 anos de experiências e em um mês para colocar no papel".

Mas “Onze minutos” não é somente leitura. Ao longo do livro descobre-se e aprende-se a refletir sobre a sexualidade inserta na mesma história; essa palavra que, em palavras do autor, significa “ter a coragem de viver os próprios paradoxos, a própria individualidad e a própria vontade de entrega”.

Assim, longe de pretender que `Onze minutos' seja uma análise dos relacionamentos sexuais, o propósito do autor é refletir, sua própria reflexão sobre a sexualidade e seu papel na vida.

Nossa sexualidade nestes tempos está em crises, embora os indicadores externos desfrutam de boa saúde. Nossa protagonista dá amostra disso: Algo ia muito mau na civilização; e este algo não era a desflorestação amazônica, nem a camada de ozônio, nem a morte dos pandas, nem os alimentos cancerigenos, nem a situação dos cárceres como gritavam os jornais. Era exatamente no que ela trabalhava: o sexo. Livros, manuais, vídeos, debates televisivos falam de sexo, no entanto ninguém se projeta ao conhecimento espiritual das almas.

Viver a sexualidade é claramente tocar o núcleo do que um é, as técnicas são o de menos, os rituais se criam com a imaginação e com a mesma imaginação se transcendem, mas sem amor, sem amor o sexo perde sua essência e se transforma em um ato mecânico, e se reduz a sexo por prazer.

II.- LEITURA ATENTA (LEXICOGRAFÍA)

1.- CENIT

“…a sejam, o cansaço, o sol no cenit…”

(Pág. 18)

Significado: Interseção da vertical com a esfera celeste, acima da cabeça do observador

Oração: O sol no cenit não deixava vislumbrar o panorama.

Sinónimos: cimeira, cume, cúspide.

Antónimos: abismo, ruína, decadência.

2.- MONÓTONA

“…começou a escrever um diário no que falava de sua monótona vida…”

(Pág. 22)

Significado: Uniformidade, igualdade de tom em quem fala. Falta de variedade em qualquer coisa.

Oração: María achava-se harta de sua monótona vida em Suíça.

Sinónimos: aburrida, molesta, latosa.

Antónimos: amena, agradável, divertida.

3.- BLASFEMOU

“…secretamente blasfemou contra o cinema…”

(Pág. 25)

Significado: Palavra gravemente injuriosa contra alguém. Palavra contra Deus, a Virgem ou os santos.

Oração: Aquele pecador blasfemou contra a Igreja Católica.

Sinónimos: renegar, jurar, amaldiçoava.

Antónimos: engrandecer, orar, celebrar.

4.- TÁNTRICOS

“…não era teoria, incienso, pontos tántricos…”

(Pág. 145)

Significado: Medir ou parangonar algo com outra coisa para ver se vem bem ou ajustada.

Oração: María sabia achar os pontos tántricos das pessoas.

5.- ESCOCERSE

“…a planta dos pés começou a escocerse, devido ao frio e às pedras…”

(Pág. 196)

Significado: Produzir-se uma sensação parecida à causada por queimadura.

Oração: Nas regiões árticas as pessoas costumam escocerse do frio.

Sinónimos: inflamar, rozar, excoriar.

Antónimos: acalmar, animar, curar.

6.- RASGARAM

“…que em seguida rasgaram suas médias…”

(Pág. 196)

Significado: Romper ou fazer pedaços, a viva força e sem o auxílio de nenhum instrumento.

Oração: Ao momento do assalto os delinquentes rasgaram-lhe as vestiduras.

Sinónimos: destroçar, despedaçar, cortar.

Antónimos: colar, unir, juntar.

7.- SADISMO

“…dor e prazer. Sadismo e Sadomasoquismo…”

(Pág. 197)

Significado: Perversão sexual de quem excita-se cometendo atos de crueldade em outra pessoa.

Oração: Terence comprou um livro sobre Sadismo e Sadomasoquismo.

Sinónimos: crueldade, saña, encono.

Antónimos: doçura, macieza, caridade.

8.- PROFANOS

“…a dor não a deixava ter pensamentos profanos ou nobres…”

(Pág. 199)

Significado: Que não é sagrado nem serve a usos sagrados, senão puramente secular.

Oração: María não podia ter pensamentos profanos em nenhum momento.

Sinónimos: carnal, libertino, corrupto.

Antónimos: casto, charuto, imaculado.

9.- BRUCES

“…suas unhas estavam agora fincadas em minhas nalgas e eu ali de bruces…”

(Pág. 259)

Significado: Dar com a cara, ou cair dando com ela, em uma parte.

Oração: Caí-me de bruces sobre a escada da casa.

10.- EXÓTICO

“…soaria mais exótico e mais aventureiro que Europa…”

(Pág. 103)

Significado: Estranho, chocante, extravagante.

Oração: A selva peruana o um local exótico mas muito formoso.

Sinónimos: estranho, raro, foráneo.

Antónimos: vulgar, frequente, habitual.

11.- TÉDIO

“…finalmente, durante as longas horas de tédio…”

(Pág. 54)

Significado: Aburrimiento ou estado de ânimo do que suporta algo ou a alguém que não lhe interessa.

Oração: Espere com tédio por quase meia hora e nunca chegou.

Sinónimos: incomodo, fastio, cansaço.

Antónimos: entretenido, divertido, agradável.

12.- FRIGIDEZ

“…considerações psicológicas sobre a frigidez da mulher…”

(Pág. 76)

Significado: Ausência anormal de desejo ou de desfrute sexual. Frialdade.

Oração: Algumas mulheres sofrem de frigidez durante sua menopausia.

Sinónimos: frialdade, impotência, esterilidade.

Antónimos: quente, potente, fértil.

13.- ADVERSÁRIA

“…mas afinal de contas, era uma adversária…”

(Pág. 82)

Significado: Pessoa contrária ou inimiga. Conjunto de pessoas contrárias ou inimigas.

Oração: María tinha muitas adversárias no Copacabana.

Sinónimos: antagonista, luchadora, rival.

Antónimos: amiga, aliada, partidária.

14.- FRUSTRACION

“…sua vida era uma frustração diária e constante…”

(Pág. 87)

Significado: Deixar sem efeito um propósito contra a intenção de quem tenta realizá-lo.

Oração: Suicido-se porque sua vida estava cheia de frustrações.

Sinónimos: falhanço, naufrágio, decepção.

Antónimos: triunfo, lucro, meta.

15.- INFLIGINDO

“…mas só o conseguem infligindo sofrimento aos demais…”

(Pág. 188)

Significado: Causar dano, impor um castigo.

Oração: O doutor esteve-me infligindo dor por mais de duas horas.

Sinónimos: castigado, condenado, sancionado.

Antónimos: livrar, eximir, aliviar.

16.- PRENDIA

“…são as coisas que pintei enquanto lia, pesquisava, prendia…”

(Pág. 202)

Significado: Conceber as espécies das coisas sem fazer julgamento delas ou sem afirmar nem negar

Oração: Ralf ao longo de sua vida prendeu muitas coisas.

Sinónimos: agarrava, parar, sujeitar.

Antónimos: soltar, libertar, deixar.

17.- DELÍRIO

“…María acordou de seu delírio pelo frenazo de um carro…”

(Pág. 225)

Significado: Confusão mental caraterizada por alucinaciones, pensamentos absurdos e incoherencia.

Oração: Quando tinha febre entrou em um estado de delírio.

Sinónimos: sonho, quimera, utopia.

Antónimos: sensatez, julgamento, sensatez.

18.- DISSIPOU

“…fizeram o amor toda a tarde, mas ao chegar a noite o encanto se dissipou…”

(Pág. 248)

Significado: Espalhar e desvanecer as partes que formam por aglomeração um corpo.

Oração: O nevoeiro da manhã dissipou-se ao meio dia.

Sinónimos: esbanjo, esbanjamento, despesa.

Antónimos: reunir, poupança, guardar.

19.- HIPOCRISIA

“…segredos, falsas atitudes, hipocrisia, medo…”

(Pág. 97)

Significado: Fingimiento de qualidades ou sentimentos contrários aos que verdadeiramente se têm.

Oração: A hipocrisia da senhora Malicha é realmente descarada.

Sinónimos: fingir, falsidade, astúcia.

Antónimos: lealdade, transparência, veracidade.

20.- DEMISSÃO

“…ela só, por seu antigo emprego a apresentar sua demissão…”

(Pág. 47)

Significado: Renúncia, abandono de um emprego ou de uma comissão.

Oração: O Presidente da sala apresentou sua demissão ao cargo.

Sinónimos: renúncia, abdicar, abandonar.

Antónimos: continuidade, permanência, ocupação.

III.- BIOGRAFIA DO AUTOR

Paulo Coelho (Rio de Janeiro, 1947) iniciou-se no mundo das letras como autor teatral. Após trabalhar como letrista para os grandes nomes da canção popular brasileira, se dedicou ao jornalismo e a escrever guiões para a televisão. Com a publicação de seus primeiros livros, O Peregrino de Compostela (Diário de um mago) (1987) e O Alquimista (1988), Paulo Coelho iniciou um caminho cheio de sucessos que lhe consagrou como um dos grandes escritores de nosso tempo.
Publicadas em mais de cento @cincuenta países, as obras de Paulo Coelho foram traduzidas a cinquenta e seis idiomas, com mais de quarenta e três milhões de livros vendidos. Além de receber destacados @premio e menções internacionais, em 1996 o ministro de Cultura francês nomeou-o Caballero das Artes e as Letras. É conselheiro especial da Unesco para o programa de convergência espiritual e diálogos interculturais. Em 1999 recebeu o @Premio Crystal Award que concede o Foro Econômico Mundial, a prestigiosa distinção Chevalier de l'Ordre National da Légion d'Honneur do governo francês e a Medalha de Ouro da Galiza. Sua obra literária é leitura recomendada em várias universidades e desde outubro de 2002 é membro da Academia Brasileira das Letras.

Em março de 1998, começou uma coluna semanal para o jornal brasileiro "Ou Balão". O sucesso de acolhimento entre os leitores foi tal que começamos a sindicar as colunas em outros meios internacionais. Diários como "Reforma" de México, seguem publicando estes textos depois de 4 anos de colaboração.

Suas colunas jornalísticas publicaram-se regularmente em Correr "della Sera" (Itália), "O Semanal" (Espanha), "Ta Nea" (Grécia), "TV Hören + Sehen" e "Welt am Sonntag" (Alemanha), "Anna" (Estônia), "Zwierciadlo" (Polônia), "O Universo" (Equador), "O Nacional" (Venezuela), "O Espetador" (Colômbia) e "Chinesa Times Daily" (Taiwán) entre muitos outros meios.

IV.- TEMA

Sem dúvida esta novela, fala do amor. Onze minutos é uma novela que explora a natureza do sexo e do amor, a intensa e difícil relacionamento entre corpo e alma, e como atingir a perfeita união entre ambas. Coelho volta a adotar um suave e empalagoso tom didático, com o que chega facilmente a esses leitores que não ficam só na ficção, lhes facilita as coisas, pois de vez em quando, sobretudo nas páginas do diário de Maria, se inclui uma boa parte das ambíguas moralejas que quer transmitir. Trata da história de uma prostituta, telefonema María que sai do Brasil em busca de um futuro melhor mas que termina exercendo a prostituição.

Coelho exibe-nos em uma vitrine de páginas uma busca do amor no sexo, uma união de almas mais que de corpos. Entregar-se por completo sem medos, nem reservas manifestar sentimentos e desejos.

“…Onze minutos convida-nos a refletir, a entender que a busca do amor encarnado no sexo não esta longe se não a mãos de todos, basta com buscar em um mesmo. Coelho é cuidadoso, sabemo-lo, cabe destacar a maneira tão independente e ao mesmo tempo tão conjunta com que trata o sexo e o amor. O amor: divino, imborrable. O sexo: prazer, incitación, emoções encontradas. E finalmente Sexo e Amor: Prazer sublime e interminável…”

V.- ARGUMENTO

Este livro trata sobre Maria, uma jovem do interior do Brasil, que aparentemente se inteiro demasiado jovem das dores e o desamor que traz a vida. Ela deseja viver novas experiências, se aventurar, pois apesar de haver perdido de certa maneira a esperança no amor, segue sendo uma espécie de romântica incurable. Em um dia apresenta-se-lhe a oportunidade de viajar a Rio de Janeiro, onde conhece a um Suíço que praticamente lhe oferece o “ouro e o mouro” (trabalho, fama, fortuna)ao que ela, pensando que era sua oportunidade de lançar na aventura, aceita.

Assim chega a Suíça onde descobre que as coisas não são tão boas, e tem que trabalhar como bailarina em uma espécie de cabaret, sem mencionar que o salário não se acercava no mais mínimo ao proposto ao princípio. Em fim, em um dia em que falto a seu labor, foi despedida e se viu depois, dadas as circunstâncias, obrigada a se converter em prostituta, e começou a trabalhar na “Rue Berne” um bairro da prostituição.

Assim entro ao “Copacabana” a discoteca mais valorizada do a “Rue Berne”, onde rapidamente se fez seu próprio prestígio entre os clientes e com o dono do local, um homem muito sábio e muito reservado, apesar do que fazia; Milão, era seu protetor.

Ela começou a reunir dinheiro e a fazer planos, de regressar a casa, triunfante, comprar uma fazenda e levar a seus pais a uma velhice tranquila(só trabalharia em um ano) Graças a seus projetos e à busca de conhecimento, conheceu a uma bibliotecaria, que durante esse tempo foi sempre sua única amiga, por quem teve um grande aprecio, e a quem, indiretamente, ajudo a descobrir coisas sobre sua sexualidade das que não tênia cria.

Passo o tempo e em um dia, casualmente conheceu a Ralf Hart, um pintor, com o que teve uma conexão imediata. Eles dois empreenderam um relacionamento da alma, um conhecimento mútuo, mas lá do que Maria esperava jamais em sua vida, onde a esperança no amor estava perdida. Também conheceu a verdade sobre os homens, que só desejam ser escutados e buscam o sexo tão desesperadamente por que a sociedade os obriga e os faz pensar que isso é o que devem fazer. Conheceu a milhares de homens e milhares de rostos humanos. Conheceu e deu nome ao que são os Onze Minutos, o que duravam seus relacionamentos, os minutos que esses homens mas desejavam em seus longos e tediosos dias, aparentando, cumprindo em suas casas, cumprindo em seus trabalhos..

Conheceu a dor e o prazer e como eles se relacionavam, primeiro mediante um cliente, que lhe ensino o sadomasoquismo (Terence) e depois mediante Ralf, que lhe ensino a dor do castigo físico, mas não o sexual, senão o que leva ao superar tudo, à paz interior. Graças a Ralf pôde chegar ao orgasmo, coisa que jamais, conseguia, e pelo que se tinha torturado pensando em que era a única, uma espécie de fenômeno.

Assim, mediante não só o conhecimento íntimo do corpo de seu amante, senão também do conhecimento profundo de sua mente e de sua alma, chego a um êxtase que a levo mas lá do plano terrestre, até o prazer espiritual.

Então por fim chego no dia de deixá-lo tudo, de voltar a Brasil, de cumprir seu sonho, de comprar a fazenda. De modo que marcho-se, sem mas, deixando a Ralf atrás, mas no entanto com o desejo oculto de que, como nos filmes, ele aparecesse depois de de ela.

Mas isso não ocorreu, ela chegou ao aeroporto, se subiu ao avião, e o não apareceu.

Mas como, os finais felizes são os melhores, enquanto esperava em um trasbordo em Paris, de repente uma voz familiar lhe falou, e ela o sentiu depois de de si. Ali Ralf disse-lhe, que não tivesse medo de que o sonho terminasse, que podiam o tentar, e podiam tentar saber, que era o que venia após os filmes, quando em tela aparecia o fim.

VI.- TEMPO E ESPAÇO

“…O tempo climático na novela abrange várias estações, desde o verão onde Maria frequenta as praias do Rio de Janeiro até inverno quase ao final do livro, o qual se demonstra nesta alínea que faz referência ao mesmo tempo que Ralf e Maria vão caminham sobre o Caminho de Santiago:

“O seguinte que recordou foi a Ralf a apanhando em braços, se tirando a jaqueta, e pondo sobre seus ombros. Devia ter demasiado frio, mas pouco importava...”

Do tempo histórico podemos dizer que este livro está ambientado em pleno século XXI, embora Coelho não precisa data exata, a descrição de sítios, isto é a ambientação dos mesmos e a existência de objetos como o celular podem o denotar.

“Comprou um telemóvel, dos de cartão (já que não tênia domicilio fixo), e nos dias seguiram, espero o telefonema para o trabalho.”

A respeito do tempo cronológico diremos que Coelho abrange um período de onze anos com sua obra em decorrência de sua obra, já que esta começa aos onze anos de Maria e conclui aos vinte e dois, isto é, acompanha toda a evolução que implica a metamorfosis de Maria.

Em síntese em tempo que perdura a novela é linear, o qual é evidenciado ao longo do livro pois como mencione antes partimos da niñez da Maria e a acompanhamos em uma evolução que a converte em uma mulher forte sem ignorar o sofrimento e outros infortunios que cederam caminho a sua mudança. Nesta ocasião o autor faz uso do espaço físico mediante os locais que nos convida a percorrer como o espaço psicológico que se encontra na mente e os pensamentos de Maria, fazendo um percurso tanto exterior como interior da protagonista, permita que nos revistamos em seus sentimentos e nos enfundemos em sua identidade…”

VII.- PERSONAGENS

Personagens Principais:

  • Maria.- Nossa protagonista, podemos descrevê-la como uma bela brasileira que vive em um pequeno povo do interior, o nordeste do Brasil para ser mais específicos. Desde seus primeiros escarceos amorosos da adolescência sente-se desengañada e, pouco a pouco, vai-se armando de uma coraza que lhe impeça sofrer.

Poderia ser casado facilmente, mas não quer o fazer sem antes tornar realidade seu sonho de viajar a Rio de Janeiro; poupa durante dois anos e parte para a grande cidade. Ali capta a atenção de um empresário suíço quem, com promessas de fama, acaba levando a um clube noturno de Genebra.

Assim é como María se converte em prostituta e, como tantas outras mulheres com trajetórias semelhantes à sua, se afasta a cada vez mais da idéia da felicidade. A vida de María se verá resumida à busca do amor, do sexo, à prostituição e ao dinheiro. A aprendizagem que extrairá de suas duras experiências modificará para sempre sua atitude ante sim mesma e ante a vida.

O livro descreve as experiências e os pensamentos de María, que sai a cada noite com três homens, lhes cedendo 11 minutos de sua vida —tempo exato segundo os cálculos do ela para um relacionamento na que o homem atinge o prazer e a mulher não—, sem se avariar do todo emocional e psicologicamente, embora se sente incómoda por sua falta de paixão e se tornar uma pessoa calculadora. 
A personagem, segundo Coelho existe na vida real, é uma rapariga de 21 anos (tinha uns 30 quando ele a conheceu), com escassa preparação intelectual, sai de sua pueblecito no interior do Brasil para Rio com idéias de sucesso e ali conhece a um suíço que a faz assinar um contrato, que não lê, e este lha leva a trabalhar a Suíça em condições quase de escravatura. Para libertar dessa situação, opta pela prostituição.
María madurará em seguida e começará a esquecer esses sonhos de amor que invadiam sua adolescência. Seu pensamento se baseará então em conseguir o máximo dinheiro através de seu corpo e se verá obrigada a eleger entre o caminho do sexo pelo sexo ou o arriscar todo para descobrir a possibilidade do sexo com amor.

  • Ralf Hart: Nossa personagem é um pintor das grandes esferas sociais

de Suíça, na novela encarna o amor puro e verdadeiro que Maria desconhece e do qual tem estado em busca constante em decorrência do livro. A função de Ralf Hart suaviza e equilibra os aspetos duros da novela, pois esta personagem é amor, tolerância, exploração da alma e do corpo. Hart resgata a Maria do inferno da humillación no que se encontrava adotando o papel de príncipe azul neste conto de hadas da prostituição. Existe entre ambos um nexo que os une e é a busca do amor encarnado no sexo, uma situação tão manoseada entre eles duas, situação que ao fim encontra porto na exploração, podemos dizer que Ralf é um homem inteligente, cosmopolita, que sabe o que queira e o que busca na vida mas em outros aspetos se apaixona entregando o tudo pelo tudo. Desde o momento em que conhece à protagonista Ralf descobre a “luz interior” da vida que ela tem e nessa forma tão especial de encontrar a beleza da alma tratando de ver mas lá do físico das pessoas.

Personagens Secundárias.-

  • A Mãe de María.- É costurera e em uma rápida vista podemos notar que não esta conforme com o destino que elegeu viver, podemos a descrever como o tipo de pessoa de pessoa que sonhou muitas coisas mas termino convertida em dona-de-casa a graça dos poucos recursos que dispunha, também podemos ver que a mãe de Maria é do tipo de pessoa materialista, que com a desculpa de querer o “ bem” para sua filha a manda sem perguntar, nem titubear a buscar trabalho no estrangeiro para ver se se encontra um “ bom partido” e os saca de uma vez da pobreza. Também desculpa suas atitudes dizendo pára se mesma que deseja que sua filha tenha um futuro diferente ao seu.

  • O Pai de María.- A penas se faz aparecimento na novela, o pouco que sabemos do é que se trata de um vendedor ambulante, que surpreendeu a Maria masturbándose durante sua adolescência e lhe profirió uma severa surra para que não volte a fazer coisas proibidas segundo afirmavam. É um ausente participe da evolução de Maria de menina a adolescente e de adolescente a mulher. Em seus esporádicas aparecimentos podemos concluir que se trata de um homem de pouco caráter que se acha baixo a sombra de sua esposa e que faz o que ela diz.

  • Maílson.- Conhecemo-lo como uma classe de agente/interprete/representante, é o quem atua como nexo entre um empresário estrangeiro chamado Roger e Maria, podemos dizer que mediante o nossa protagonista cai na armadilha da promessa de trabalho decente no estrangeiro com grandes divisas e o único que termina sendo é uma bailarina de cabaret com um salário tão paupérrimo que não lhe faz abasto nem para retornar a seu país, é nesta situação que se transforma em prostituta.

  • Milão.- É o proprietário do bar “ Copacabana” da “Rue de Berne”, poderíamos definir a este homem como um proxeneta que trata com o comércio carnal, trata às mulheres como verdadeira mercadoria que lhe gera divisas, é um homem muito estrito com o “ trabalho” e estabelece regras pontuas a respeito da transação ou prestação de corpos, o Copacabana é um local exclusivo e para evitar as suspeitas da polícia se reviu a modo de uma simples discoteca mas todos os clientes sabem que podem encontrar, o procedimento é claro o cliente devia convidar um engolo à rapariga e esta escolheria o mas caro da lista (cocktail de frutas), depois dançar , voltar à mesa e ir ao hotel, o preço habitual o de trezentos @cincuenta francos dos quais @cincuenta eram propriedade dele. Esse era o negócio, e Milão que ademais era casado era o experiente, mas com a pouca experiência de Maria na cidade, o fato de se encontrar só em um país diferente e sem amigos a faz se acercar ao como alguém próximo em quem confiar à margem do comércio.

  • Nyah, a filipina.-É uma colega de trabalho de Maria, das poucas sociáveis, pois mas que um negócio é uma concorrência, quem tem mas clientes, quem ganha mas dinheiro e há clientes que são fixos para algumas pelo que este proibido sair com alguns. Nyah aconselha a Maria desde o momento de sua chegada, faz-lhe alcances como os anteriormente mencionados e poderia ser dito que é uma colega muito próxima que poderia ser como quase uma amiga já que Maria não tênia conhecia a ninguém nesse local e menos em Suíça, é com ela com quem conversa antes do trabalho em uma tentativa de fazer sua vida menos amarga.

  • A Bibliotecaria Heidi.- É uma mulher sensível e doce mas normalmente séria, única amiga de Maria em Suíça, embora ela não o soubesse, uma pessoa com uma enorme energia pese a ser uma mulher adulta e casada. Heidi desconhece a profissão de Maria, já que nossa protagonista mostra-se em um modo diferente ante ela, por uma parte esta o fato de que Maria é um afã de distração vai à biblioteca antes de entrar ao mundo da prostituição e ao se ver envolvida não pensa lhes o dizer, frequenta a biblioteca para buscar informação a respeito de administração de fazendas, já que seu sonho é ter uma própria, é nesse ínterin que se faz amiga de Heidi, sempre tinham conversas longas que lhe faziam perder a noção do tempo e a faziam escapar um pouco do sórdido mundo que vivia, Maria sempre esquecia as profissões que lhe dizia a Heidi mas preferia isso a lhe contar que era uma prostituta. Aconselha bem a Maria em todo momento e fomenta nela o hábito constante da leitura e o conhecimento.Heidi é uma mulher um tanto reservada, com um casal sólido e muito moralista mas quase ao final da novela surpreende-nos falando de sexo e não só isso se não que destapa seu lado oculto e narra uma de suas aventuras com outro homem. Bom isto confirma uma vez mais que nunca se chega a conhecer por completo às pessoas.

VIII.- FRASES QUE CHAMARAM A ATENCION E As COMENTAR

1. “… e se nada me pertence, também não tenho que perder meu tempo cuidando coisas que não são minhas, melhor viver como se hoje fosse o primeiro (ou o último) dia de minha vida…” (Pág. 41)

  • Acho que esta frase de María tem muito de certa, há que viver a cada dia com intensidade, ao máximo (mas sem chegar a extremos) já que não podemos saber como vamos amanhecer ou o que nos vai passar, é melhor a meu parecer viver o presente e não pensar tanto no futuro, já que o futuro de todos é sempre incerto.

2. “…e não sou um corpo que tem alma, sou uma alma que tem uma parte chamada corpo…” (Pág. 86)

  • Algumas pessoas acham que a alma é o reflexo do corpo, e acho que têm muita razão, a alma é o reflexo do que somos, do que sentimos e do que pensamos, o corpo é tão só uma parte visível do que somos, que muitas vezes não diz a verdade.

3. “…o encontro de uma mulher consigo mesma é um jogo com riscos sérios…”

(Pág. 159)

  • As mulheres em suas almas e em seus corações guardam muitos mistérios, coisas que às vezes nós, os homens, não podemos as descobrir. Como María, muitas mulheres ao se encontrar a si mesmas podem descobrir, pensar e fazer coisas que jamais imaginaram (María, por exemplo, jamais pensou em ser prostituta) é por isso que os seres humanos nunca devemos de dizer “desta água não tenho de beber” por que os paradoxos do destino e o que nos depara no futuro são muitas vezes inimaginables.

4. “…a arte do sexo, é a arte de controlar o descontrol (Pág. 193)

  • O sexo, atualmente, este visto desde o ponto de vista meramente do prazer (os meios de comunicação como a televisão , a imprensa escrita, assim no-lo apresentam) se lhe vê vinculado unicamente aos prazeres carnales deixando de lado seu verdadeiro sentido, que é o de unir ainda mais aos casais, já que o sexo deve ir unido sempre com o respeito mútuo e o amor, aquele sentimento ao que María lhe tinha tanto temor, e ao que a algumas pessoas (como María) lhes faz tanto dano.

5. “…a vida é curta, ou demasiado longa para que eu possa me permitir o luxo da viver tão mau…” (Pág. 208)

  • Há muitas pessoas que desperdiçam sua vida em coisas que não valem a pena (Álcool, Drogas) A vida é demasiado curta para aquelas pessoas que a desfrutam ao máximo casa dia e demasiado longa, para as que não sabem as aproveitar e a desperdiçam, sabendo que há tantas pessoas (doentes, por exemplo) que dariam todo o que tivessem para ter em um dias mais neste mundo.

6. “…a cada dia escolho a verdade, com a que pretendo viver…” (Pág. 171)

  • Acho que em todas nossas ações deve estar presente a verdade, já que as mentiras tarde ou cedo são descobertas, ademais as mentiras trazem mais mentiras, é por isso que a cada dia que vivemos devemos viver com a verdade antes de mais nada e como dizem por aí, embora doa.

IX.- 2 ALÍNEAS E COMENTÁ-LOS

“…Do diário de María, em uma semana depois:

Eu não sou um corpo que tem uma alma, sou uma alma que tem uma parte visível chamada corpo. Durante todos os dias, ao invés do que podia imaginar, esta alma esteve muito mas presente. Não me dizia nada, não me criticava, não sentia pena de minha só me observava.

Hoje dei-me conta de por que acontecia isso: faz muito tempo que não penso em almo chamado amor. Parece que foge de meu, como se já não fosse importante, e não sentisse bem-vindo. Mas, se não penso no amor, não serei nada.

Quando voltei ao Copacabana, no segundo dia, já me olhavam com bem mais respeito, pelo que entendi, muitas garotas aparecem uma noite e não são capazes de seguir. A que segue adiante passa a ser uma espécie de aliada, de colega, porque pode entender as dificuldades e as razões ou, melhor dito, a ausência de razões para haver escolhido este tipo de vida.

Todas sonham com alguém que chegue e as descubram como verdadeira mulher, parceira, sensual, amiga. Mas todas sabem, desde o primeiro minuto de uma nova cita, que nada disso acontecerá.

Preciso escrever sobre o amor. Preciso pensar, pensar, escrever e escrever sobre o amor, ou minha alma não resistirá…”

  • Muitas pessoas pensam que o amor é um sentimento que não este feito para eles, mas não é sempre assim, o que passa é que a algumas pessoas não tem a sorte de encontrar a seu telefonema “médio laranja” Todas as pessoas inclusive as prostitutas, que na maioria de vezes o fazem por necessidade, têm uma alma, que tem sentimentos e que sente a necessidade de amar, todas elas quisessem que em algum dia chegue a pessoa com a que sonham e que as resgatem da vida que elegeram, mas nenhuma pessoa, por mas má sorte que tenha no amor, deve deixar de pensar em o, por que sua alma pode ser esquecido para sempre de um dos sentimentos mas nobres e bons dos seres humanos: o amor.

“…Aquela noite escolhendo algumas palavras difíceis----por que cria que todo o que escrevesse seria lido em algum dia---e segura de que algo muito grave ocorria, anotou em seu diário:

Quando conhecemos a alguém e nos apaixonamos, temos a impressão de que todo o universo está de acordo, hoje aconteceu na posta de sol. No entanto, embora algo saia mau, não sobra nada! Nem as garças, nem a música ao longe, nem o sabor de seus lábios. Como pode desaparecer tão de pressa a beleza que ali tinha faz poucos minutos?

A vida é muito rápida, faz com que a gente passe do céu ao inferno em matéria de segundos…”

  • Como diz Maria a vida é demasiado rápida, quando vivemos momentos felizes, está passa muito rápido, quase sem nos dar conta, em mudança, quando há momentos tristes ou desagradables parece que a vida se estica e estes duram uma eternidade, às vezes quando estamos em um local formoso ou em uma situação agradável, a recordamos para sempre, inclusive os mais mínimos detalhes como o fez María (recordou as garças, a música, etc.) mas todos as coisas e os momentos têm seu final, de modo que o melhor é viver a cada momento de felicidade ao máximo e guardar em nossa memória e em nossa alma e em nosso coração para sempre.

X.- DESCRIÇÃO DE LOCAIS

Os locais em onde se desenvolve a obra são muito variados podemos mencionar alguns como:

  • Casa de María em um povo do nordeste do Brasil.

  • A Escola de María.

  • Seu trabalho na loja de Tecidos.

  • As praias de Copacabana e Rio de Janeiro.

  • A Pensão onde se hospeda no Rio de Janeiro.

  • A Pensão e a discoteca onde trabalho primeiro ao chegar a Suíça.

  • Sua casa em Suíça.

  • As habitações de hotéis luxuosos em onde estava com seus clientes.

  • As ruas de Genebra.

  • A biblioteca da cidade.

  • O Caminho de Santiago de Compostela.

  • Cafés da cidade.

  • A casa de Terence.

  • A Casa de Ralf Hart.

  • O aeroporto de Rio, de Genebra e de Paris.

Podemos ver: “…Saíram pelo Caminho de Santiago, era uma subida e uma baixada que terminava no rio, que terminava no lago, que terminava nas montanhas, em um remoto local de Espanha (...) todos peregrinos em busca dessa cidade mitológica, Santiago de Compostela, que talvez nem sequer exista, que talvez era uma lenda em que a gente precisa achar para lhe dar sentido a sua vida...”

O espaço em onde se desenvolve a novela nos leva ao Nordeste do Brasil, Paulo Coelho não dá o local exato mas se pistas para notar que se trata de um povo do interior do país: “…sua cidade no interior do Brasil tênia um só cinema, uma discoteca, uma sucursal bancária, por isso Maria não deixava de esperar no dia em que seu príncipe azul chegasse sem avisar, arrebatasse seu coração, e partisse com o a conquistar ao mundo…”

Através da obra também fazemos uma viagem imaginária a Rio de Janeiro, que é onde Maria é incitada a deixar seu país à busca de novos horizontes.

Também esta Géneve ou Genebra como podemos ver: “…Dirigiu-se até um dos grandes painéis que tinha em vários sítios de Géneve, aquela cidade tão amável com os turistas, à que não gostava de vê-los perdidos…”

Ademais, leva-nos a Paris, que é onde termina o livro: “…Enquanto o aparelho acercava-se ao local de desembarque, pergunto-se se valia a pena passar em um dia naquela cidade, só para sacar fotos e contar aos demais que conhecia Paris…”

XI.- MENSAGEM

Para mim, a mensagem desta novela é que sem importar como sejamos, que profissão exerçamos ou o que seja, todos temos uma alma, que precisa amar e ser amada. Ademais, temos que saber que o sexo não só deve ser uma entrega carnal, senão que deve ser dado por amor e só por amor. Onze minutos é uma novela que explora a natureza do sexo e do amor, a intensa e difícil relacionamento entre corpo e alma, e como atingir a perfeita união entre ambas. Onze minutos oferece ao leitor, uma experiência inigualable de leitura e reflexão.

A plena luz do século XXI vemos como o sexo foi convertido em algo totalmente profanado e não por isso menos requerido em todas partes, o sexo esta em tudo, na gente, na publicidade, nos filmes, nos livros, é a base da vida mas apesar dos ideais liberais e a evolução dos tempos existem ainda setores reacios da sociedade para os que o sexo é tabu.

A estas alturas o sexo converteu-se em algo mecânico, feito somente por prazer, para efeitos do próprio instinto humano, uma questão carnal, de requisito fisiológico como poderia ser dito.

Esta o fato de fingir um orgasmo, a masturbação como desculpa para não incluir um homem (como o fez María) , o medo a envolver os sentimentos (como o amor), o fato de pensar que o amor tanto faz ao sofrimento, as poucas vontades de se comprometer e de envolver com outras pessoas.

“…Coelho exibe-nos em uma vitrine de páginas uma busca do amor no sexo, uma união de almas mais que de corpos. Onze minutos convida-nos a refletir, a entender que a busca do amor encarnado no sexo não esta longe se não a mãos de todos, basta com buscar em um mesmo…”

XII.- OPINIÃO PESSOAL

O primeiro que tenho que dizer é que gosto muito deste livro (embora foi o primeiro que li de Paulo Coelho) a maneira como esta contada a história, deixa que o leitor fica “preso” de princípio a fim e sobretudo causa nas pessoas que o lêem um ânimo de reflexão e meditação. Poderia qualificar esta novela como Muito Boa, e como uma história de amor e de sexo, uma reflexão sobre o corpo e a alma e de como atingir a união perfeita entre ambos. Este livro não se centra no estudo da prostituição ou do morbo que lhe possa causar à gente o título ou a história, senão em sua análise sociológico e na busca ou o encontro do corpo e a alma, como o diz o autor.

De todas formas o livro ilustra, às vezes com detalhe, a sexualidade feminina; chama por seu nome a quase todas as obsessões de uma mulher disposta ou não à entrega (fala do orgasmo, masturbação, ponto G, para muitas mulheres tema tabus) Coelho nos faz pensar, como não costumamos o fazer, na necessidade de evitar que as coisas que acabam convertendo o amor em algo que não queremos ter perto, e vendo ademais, que devemos ser o que nós queiramos sem lhe dar importância ao que dirão. María não encontrava a felicidade em sua vida “decente” mas a encontrou com um de seus clientes em outro país ao que chegava com tantos sonhos e aspirações pessoais.

O objetivo de `Onze minutos'; um livro para conhecer a essência da sexualidade, é o de ensinar ao leitor, a meu parecer, como o sexo e o amor devem de ir em um relacionamento, juntas, por que senão, trará como consequência o sofrimento e a dor. Esta obra é muito interessante e recomendo-a àquelas pessoas que queiram reflete a respeito do que é o amor. Graças a esta obra, interessei-me em ler, outras mais deste grande escritor contemporâneo Paulo Coelho.

XIII.- APRECIAÇÃO DE OUTROS AUTORES

ONZE MINUTOS, de Paulo Coelho
Comentário de MARÍA JOSÉ ABADÍN, Professor da Universidade Complutense de Madri-Espanha.

Poderíamos dizer deste livro que é mais do mesmo,  mas a estas alturas quando alguém se dispõe a ler um livro de Coelho já deveria saber o tipo de leitura que se lhe oferece.

 

Paulo Coelho não é um escritor, isso dizem os experientes críticos que o vapulean, mas não temos de esquecer que destes também existe a lenda de que são escritores frustrados que avaliando destrutivamente se sentem menos fracassados. Um escritor é alguém que escreve da mesma maneira que precisa respirar, inclusive, publique ou não. Assim no-lo diz Rosa Montero na “louca da casa”.

 

E Coelho fá-lo convidando-nos a refletir coisas que já sabemos, ou teríamos que saber ou haver aprendido a segundo que idade, mas as costumamos esquecer na vorágine diária de andar conquistando coisas que não precisamos.

 

Falando de sexo,( já que seu título “Onze minutos” faz referência ao mesmo tempo em que dura o ato sexual), fala-nos ao mesmo tempo do amor com frases como “o amor se associa mais com a ausência que com a presença da pessoa”, costumamos sentir demasiadas vezes quanto amamos ao ser querido que não está e o nos damos conta quanto o queremos quando o temos diante. Diz-nos/Dí-nos que os homens “desfrutam do corpo da mulher menosprezando seu coração”. Que fazer o amor não sempre é chegar à alma e que o verdadeiro sexo é juntar as almas. Claro que falar da alma é terra desconhecida para muitos covardes do pensar e não se atrever a se dar conta do que fazem ou têm e muito menos do que não têm nem tiveram nunca.

 

Aponta-nos “Sonhar é muito cômodo, sempre que não nos vejamos obrigados a fazer aquilo que planejamos”. Fala da nada na que vivemos e que não todos os vivos vivemos “Que é mais importante na vida, viver ou fazer com que vivemos?”

 

Escreve do amor sem posse, reter não é amar, costumamos ser egoístas, “Que as pessoas se pensam que no amor encontrarão a solução de todos seus problemas e carregam à outra pessoa com toda a responsabilidade de sua felicidade, e a culpa de toda sua possível infelicidade”.

 

Descreve-nos o amor em estado puro sem cair em romantismos empalagosos, mas sim acusa-nos de querê-lo todo demasiado depressa e diz: “aprendi que o mais difícil é esperar, tenho de aprender a saber que está comigo embora não esteja a meu lado”. Se é algo autêntico se manifestará, que não devemos nos precipitar, é como um bom prato que se tem de cozinhar a fogo lento, para o saborear melhor. Vivemos em um mundo que o que queremos, o queremos já e uma vez obtido mingua o desejo. Que se apaixonar é não esperar nada, e que o desejo “não” começa com o que vê, senão com o que te imagina, e que o “tempo”, único valor em alça neste século o escatimamos até no sexo, que em teoria é o mais placentero e gratuito que nos dá a vida.

 

De um das personagens, Ralf, próspero, reconhecido e adinerado pintor, diz “O tinha todo e por isso sua angústia era patética”. Essa ansiedade que padecemos de não saber o que queremos e não desfrutar das coisas singelas que sim temos, faz com que as percamos.

 

Recorda-nos o inútil que é pretender possuir a outra pessoa, quando nem os filhos nos pertencem, e que costumamos ter medo a amar, “O amor forte é o que pode demonstrar sua debilidade”, e se sofremos é perigoso lhe pôr o nome de nosso amado a essa dor, somos donos e decidimos o que sentimos, por que senão “Culpamos ao amor (e ao ser amado) pela derrota de nossos sonhos”. E faz questão de que há pessoas que querem ser sufridores já que “o que move o mundo não é a busca do prazer, senão a renúncia de todo o que é importante, para assim nos ganhar o respeito de filhos, maridos, vizinhos ou inclusive Deus.”

 

Será um bom livro ou não, má literatura talvez, também não é um livro de autoayuda, mas tem suco, se se queira podem ser extraído frases como estas e as ter presentes :

 

Quando já não tive nada que perder, o tive tudo”

 

“Quando deixei de ser quem era me encontrei a meu mesmo”

 

“O sexo é a arte de controlar o descontrol

 

“A vida é curta, ou demasiado longa, para vivê-la malamente

 

“Tenho um sonho mas não faz falta que o viva hoje, ainda tenho que ganhar mais dinheiro”

 

Uma coisa é certa, Coelho transmite ao escrever, com sua narração singela faz-nos/fá-nos pensar e refletir, se é que isso não nos dá medo. Eu o recomendaria àquelas pessoas que queiram ser enfrentado com o tipo de vida que levam, a se questionar sua rotina, seu tédio, seu desidia, suas emoções, suas pressas, seu relacionamento e sua sexualidade, e ao mesmo tempo queiram desfrutar de uma leitura fresca e amena.

 

O livro começa suave, como um conto, e conforme avance se torna mais reflexivo, não há que esperar demasiado desta, sua última publicação, já que sempre que pomos demasiadas expectativas em algo nos acaba decepcionando.

 

XIV.- ÍNDICE

I.- EXORDIO

II.- LEITURA ATENTA

III.- BIOBIBLIOGRAFíA DO AUTOR

IV.- TEMA

V.- ARGUMENTO

VI.- TEMPO E ESPAÇO

VII.- PERSONAGENS

VIII.- FRASES QUE CHAMARAM A ATENÇÃO

IX.- 2 ALÍNEAS E COMENTAR

X.- DESCRIÇÃO DE LOCAIS

XI.- MENSAGEM

XII.- OPINIÃO PESSOAL

XIII.- OPINIÃO DE OUTROS AUTORES

XIV.- ÍNDICE

'Once minutos, Paulo Coelho'