Revolução Verde

Economia agrária. Produção de alimentos. Incremento da produtividade. Mejoramiento de sementes

  • Enviado por: Susana Rodríguez
  • País: República Dominicana República Dominicana
  • 8 páginas
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INTRODUÇÃO

A humanidade enfrenta-se a importantes desafios que se focalizan em: um incremento da população mundial sem precedentes, a qual põe em tensão a produção de alimentos; o esgotamento da energia fóssil, sobre a qual se desenvolveram as tecnologias de todo tipo da sociedade moderna; a necessidade de um desenvolvimento social conjuntamente com o econômico que permita a milhões de pessoas garantir suas necessidades alimentárias, de moradas, criativas, asistenciales e espirituais e a um forte deterioro do ambiente provocado pela atividade do homem, sua expansão e os métodos tecnológicos desenvolvidos nos últimos 150 anos.

De modo geral tanto técnicos como produtores adotaram as premissas da Revolução Verde (ou agricultura moderna, convencional ou industrial) em forma acrítica. Este modelo, que pode ser caraterizado como baseado na larga escala, o monocultivo, uso intensivo de insumos (fertilizantes químicos sintéticos, agrotóxicos, alto grau de mecanización, alta dependência com o mercado) começa a se implementar com força a partir de setenta. Em muitos setores produtivos estas propostas não se adotaram em sua totalidade. A granja como em outros setores intensivos, incorporou algumas caraterísticas como uso intensivo de insumos e especialização naqueles setores mais capitalizados. Passou a caraterizar a esta tecnologia como melhorada e se explicava a não adoção como uma deficiência dos produtores que podia ser superada com créditos e mais e melhor extensão.

Lamentavelmente e desde a chamada revolução verde, a dependência aos agroquímicos pôs em risco os recursos genéticos a partir da introdução de pesticidas e assim mesmo de sementes foráneas, híbridas, etc. que não resolveram a problemática de produção de alimentos, senão que têm agudizado criando resistência nas pragas e contaminando a saúde e o médio ambiente.

Os efeitos sociais da adoção deste pacote foram o de marginar a grande parte da população rural, incrementar a diferença entre os camponeses pobres e os ricos e aumentar a dependência dos predios agrícolas. Devido à degradação dos recursos naturais, em especial a erosão dos chãos, observa-se que a produtividade agrícola começou a declinar em alguns grãos para os últimos anos, denotando verdadeiro esgotamento do modelo.

REVOLUÇÃO VERDE

A Revolução Verde apareceu nos anos 60 no meio dos alimentos e a agricultura como solução para atenuar a fome no mundo e consistiu na obtenção de variedades agrícolas muito produtivas mas com o uso de tecnologias altamente dependentes e caras; este incremento conseguiu-se, principalmente, sem pôr novas terras em cultivo, senão aumentando o rendimento por superfície, isto é conseguindo maior produção pela cada hectare cultivado. Para conseguí-lo, implementaram-se medidas, entre as quais aparecem como principais a aplicação de fertilizantes químicos, pesticidas, herbicidas e técnicas de rego.

O objetivo deste movimento era aumentar a produção de alimentos graças à magia dos produtos químicos e a engenharia genética, introduzindo novas tecnologias agrícolas.

O mito da Revolução Verde é este: as sementes milagrosas que produz multiplicam a colheita de cereais e portanto são a chave para terminar com a fome no mundo. Maior rendimento significa melhores rendimentos para os agricultores pobres, que assim poderão sair da miséria, e mais quantidade de alimentos implica menos fome no planeta. Ocupar-se de encontrar as causas que levam à pobreza e à fome leva demasiado tempo e a gente está morrendo desnutrida agora. De modo que devemos fazer o que podemos no imediato: incrementar a produção.

O mejoramiento de sementes através da experimentação é algo que se tenta fazer desde o começo da agricultura, mas o nome de Revolução Verde foi acuñado na década do 60 para destacar que se tinha encontrado uma solução particularmente eficaz. Em boa medida, estas "variedades modernas" produziam mais que as tradicionais graças a um rego mais controlado e ao uso de fertilizantes petroquímicos, o qual fez possível uma conversão mais eficaz dos insumos industriais em alimento. As sementes "milagrosas" difundiram-se rapidamente na Ásia graças ao importante apoio dos Centros Internacionais de Investigação Agrícola criados pelas Fundações Ford e Rockefeller, e ao pouco tempo também se desenvolveram novos tipos de arroz e de milho.

Depois de três décadas de rápida expansão dos milagres da Revolução Verde, na década do 90 ainda tinha cerca de 786 milhões de pessoas com fome em todo mundo. Desde princípios dos anos 80, através das imagens que começaram a mostrar os meios de comunicação, Occidente é consciente de que há fomes em Africa. Mas hoje vive nesse continente menos da quarta parte dos habitantes do mundo que têm fome. Na Ásia, precisamente onde as sementes da Revolução Verde tiveram mais sucesso, vivem dois terços das pessoas subalimentadas do mundo.

O total de alimentos disponíveis por pessoa no mundo em desenvolvimento cresceu 11 por cento nessas duas décadas, enquanto o número de pessoas desnutridas baixou de 942 milhões a 786, uma diminuição de 16 por cento.

Estes foram os lucros, e os defensores da Revolução Verde assumiram alegremente a responsabilidade.

A Revolução Verde ou qualquer outra estratégia de acréscimo da produção de alimentos para aliviar a fome no mundo depende das regras culturais, econômicas e políticas dos povos. Estas normas são as que determinam quem se beneficia como fornecedor do incremento de produção.

Isto é, há que saber a terra e os cultivos de quem prosperam e quem se beneficia como consumidor de dito incremento, o qual equivale a saber quem consegue os alimentos e a que preço.

A Revolução Verde converte à agricultura em petrodependiente. Algumas das sementes desenvolvidas ultimamente rendem mais ainda sem insumos industriais, mas os melhores resultados requerem quantidades adequadas de fertilizantes químicos, pesticidas e água. De modo que, à medida que estende-se o uso das novas sementes, os petroquímicos voltam-se parte da agricultura. A quantidade de produção agrícola por tonelada de fertilizante utilizado diminuiu dois terços durante os anos da Revolução Verde.

Os agricultores precisam a cada vez mais fertilizantes e pesticidas para conseguir os mesmos resultados com o passo do tempo porque os métodos de produção altamente dependentes dos abonos químicos não conservam a fertilidad natural do chão e porque os pesticidas geram pragas a cada vez mais resistentes. Ademais, quem obtêm ganhos pelo incremento no uso de ditos produtos químicos temem às organizações sindicais e aproveitam sua riqueza para comprar tractores e outras máquinas, embora as novas sementes não o requerem. Esta mudança leva à industrialización da produção.

Uma vez alinhada no caminho industrial, a agricultura custa mais cara. Por suposto, pode ser mais rentável, mas só se os preços que conseguem os produtores pelo que oferecem são mais altos que o custo dos petroquímicos e a maquinaria. Os defensores da Revolução Verde asseguram que os agricultores de todo tipo de terras obtêm ganhos netas uma vez que adotam as sementes mais rendidoras. Mas os últimos estudos mostram outra coisa: o investimento em fertilizantes e pesticidas parece aumentar a maior velocidade que as colheitas.

Existem a cada vez mais provas de que o modo de produção que promove a Revolução Verde não é ecologicamente sustentable, nem sequer para os grandes produtores. Os próprios pesquisadores desta corrente avisaram na década do 90 que algo alarmante acontecia. Depois de um crescimento muito importante nas primeiras etapas da transformação tecnológica, as colheitas começaram a diminuir em várias partes onde se tinha implantado dito estilo.

O fenômeno deve-se a verdadeiro tipo de degradação do chão em longo prazo que ainda não foi entendido pelos cientistas.

Ali onde o rendimento não começou a decrecer, o crescimento se está enlenteciendo ou anulando.

Alguns dos lucros mais espetaculares da revolução verde foram o desenvolvimento de variedades de trigo, arroz e milho com as que se multiplicava a quantidade de grão que podia ser obtido por hectare. Quando ao longo dos anos 1960 e1970 se foram introduzindo estas melhorias em Latinoamérica e Ásia, muitos países que até então era deficitarios na produção de alimentos passaram a ser exportadores. Assim a Índia, país que sofria o açoite de periódicas fomes, passou a produzir suficiente cereal para toda sua população; Indonésia que tinha que importar grandes quantidades de arroz se converteu em país exportador, etc.


Problemas com a Revolução Verde

Os benefícios trazidos pela melhoria agrícola da chamada Revolução Verde são indiscutíveis, mas surgiram alguns problemas. Os mais dois importantes são os danos ambientais, e a grande quantidade de energia que há que empregar neste tipo de agricultura. Para mover os tractores e outras máquinas agrícolas precisa-se combustível; para construir presas, canais e sistemas de irrigación há que gastar energia; para fabricar fertilizantes e pesticidas emprega-se petróleo; para transportar e comerciar por todo mundo com os produtos agrícolas se consomem combustíveis fósseis. Costuma-se dizer que a agricultura moderna é um gigantesco sistema de conversão de energia, petróleo fundamentalmente, em alimentos. 

Como é fácil de entender a agricultura atual exige fortes investimentos de capital e uma proposta empresarial muito afastado do da agricultura tradicional. De fato de aqui surgem alguns dos principais problemas da distribuição de alimentos. O problema da fome é um problema de pobreza. Não é que não tenha capacidade de produzir alimentos suficientes, senão que as pessoas mais pobres do planeta não têm recursos para os adquirir.

O problema radica em que a população humana cresce e em

a pressão sobre a terra agrícola existente.


Mas não tudo são problemas, e é verdadeiro que a revolução verde evitou em grandes partes do mundo, principalmente na Ásia grandes fomes e salvou a vida a muitíssima gente que não pudesse sobreviver se não se tivesse dado.

Na atualidade está presente a possibilidade do aparecimento de uma segunda revolução verde a partir da engenharia genética, bem como uma revolução azul que teria como palco os mares e oceanos em local das terras de cultivo.

A introdução de novas tecnologias agrícolas em um sistema que promove as desigualdades não serve para eliminar a fome se não se resolve primeiro a questão social de quem e como se acede aos benefícios que possam brindar.

A Revolução Verde: algumas lições

Agora que temos visto que a produção de alimentos avança mas a fome se estende a cada vez mais, podemos perguntar: Que condições fazem com que colheitas a cada vez maiores não sirvam para eliminar a fome no mundo?

Primeiro, se a terra cultivable compra-se e vende-se igual que qualquer outro produto básico e a sociedade permite que uns poucos acumulem terras em forma ilimitada, os estabelecimentos familiares desaparecem, suplantados pelas super granjas, e a sociedade inteira sofre as consequências. Segundo, quando os principais produtores de alimentos, que são os pequenos agricultores e os trabalhadores rurais, não têm poder de negociação em frente aos fornecedores de insumos agrícolas nem aos vendedores de alimentos, obtêm uma parte demasiado pequena dos ganhos da produção. Terceiro, quando a tecnologia dominante destrói as bases da produção futura ao degradar o chão e gerar problemas por pragas e maleza, manter um bom rendimento se volta a cada vez mais difícil e caro. Baixo estas três condições, montanhas de alimentos adicionais não serviram para eliminar a fome, tal como o recorda sempre a situação da América.

A alternativa é criar uma agricultura viável e produtiva, de pequenas unidades de produção onde se apliquem os princípios da agroecología.

Este é o único modelo eficaz para eliminar a pobreza rural, alimentar a todos, proteger o ambiente e conservar a produtividade da terra para as gerações futuras.

CONCLUSÕES

A revolução verde que começou no decenio de 1960 se considera geralmente um lucro tecnológico mundial cujos efeitos ainda se percebem hoje em dia. A introdução de variedades melhoradas, o rego e o emprego de pesticidas e fertilizantes minerais nos cultivos básicos, junto dos investimentos em #infraestrutura institucionais e os programas de investigação em curso, aumentaram enormemente a produção de alimentos e a produtividade.

O incremento da produtividade foi especialmente significativo no cultivo da arroz e o trigo na Ásia, conquanto muitos agricultores de outras regiões conseguiram incrementar também a produtividade durante os últimos três decenios. Não obstante, dado o crescimento demográfico constante e a redução da superfície disponível para produzir alimentos, segue vigente a necessidade de ter que incrementar a produtividade e introduzir os instrumentos necessários para isso nos países mais pobres expostos à insegurança alimentária.

Desde a revolução verde até o momento atual, a ciência e a tecnologia vieram ocupando uma posição destacada facilitando instrumentos para incrementar a produção de alimentos. Hoje em dia, como parte do processo contínuo e constante de aprendizagem, se está em situação de abordar ademais diversos fatores sociais, econômicos e ambientais que afetam ao processo de produção de alimentos. A experiência e os conhecimentos acumulados durante os últimos 30 anos confirmam a enorme influência que as forças do mercado, as políticas governamentais e as forças sociais e culturais dominantes têm sobre os pacotes tecnológicos. Isso deve ser tido em conta para que os progressos atingidos possam ser sustentado.

Efetivamente, começou-se já a alargar as investigações a uma variedade maior de cultivos e animais, com inclusão dos sistemas de cultivo; a fazer ênfase na manipulação integrada de pragas e a nutrição vegetal, e a adotar critérios de investigação ecorregionales com o fim de ter em conta as limitações biológicas e físicas existentes.

A produtividade dos principais cereais (trigo, arroz, milho) aumentou com processos científicos aplicados à fitogenética junto de tecnologias que permitiram aproveitar ao máximo o rendimento dos cultivos. Ademais os progressos científicos viram-se favorecidos pelos benefícios comerciais da nova agricultura.

Para os próximos decenios prevê-se que conquanto a produção agrícola aumentará mais rapidamente que a população mundial, este acréscimo será mais lento que o atual. Esta diminuição reflete algumas tendências positivas.

Em muitos países a gente come hoje todo o que deseja, pelo que já não faz falta aumentar a produção. Mas também reflete a triste realidade de centenas de milhões de pessoas que precisam desesperadamente mais alimentos mas que não podem comprar aos preços que animariam aos agricultores a produzir mais.

O problema radica em que a população humana cresce e em

a pressão sobre a terra agrícola existente. Mas não tudo são problemas, e é verdadeiro que a revolução verde evitou em grandes partes do mundo, principalmente na Ásia grandes fomes e salvou a vida a muitíssima gente que não pudesse sobreviver se não se tivesse dado.

No entanto, segundo a FAO, a fome no mundo não só não desceu senão que aumentou e teve outras consequências como foram o empobrecimiento da ecossistema, e o empobrecimiento também dos pequenos agricultores que não podiam concorrer com aqueles que sim dispunham da tecnologia necessária. Assim mesmo a revolução verde provocou o aparecimento de novas pragas e doenças a cada vez mais resistentes aos pesticidas e antibióticos químicos.

A revolução verde representou um importante lucro tecnológico, e suas consequências foram duradouras.

PONTIFICIA UNIVERSIDADE CATOLICA MÃE E MESTRE

(PUCMM-RSTA)

Economia Agrícola

Prof.

A REVOLUCION VERDE

Apresentado por:

Quarta-feira 10 de Outubro de 2001

Santo Domingo, República Dominicana.